sexta-feira, 15 de maio de 2026

Platelmintos

Os platelmintos pertencem ao filo Platyhelminthes. Apresentam simetria bilateral e corpo alongado e achatado. Algumas espécies são de vida livre e vivem no mar, em água doce ou em solos úmidos, como as planárias. Há também espécies parasitas, que causam doenças, inclusive no ser humano, como as tênias e o esquistossomo. 
Os platelmintos apresentam corpo mole e achatado e podem ser de vida livre, como as planárias, ou parasitas, como os esquistossomos. Os platelmintos e os nematódeos são popularmente conhecidos como vermes.

Esquistossomos (Schistosoma mansoni), platelmintos parasitas, ao microscópio. Nessa espécie, as fêmeas vivem alojadas no corpo dos machos. 

Planária da espécie Girardia tigrina, um exemplo de platelminto de vida livre  (não parasita).


Platelmintos de vida livre alimentam-se de pequenos animais ou de restos de animais em decomposição. Sua boca está localizada na extremidade de um tubo alongado, a faringe, na face ventral do corpo. O intestino ramifica-se por todo o corpo, auxiliando na distribuição dos nutrientes. A digestão ocorre dentro e fora das células. Os platelmintos não possuem ânus; por isso, os restos não aproveitados dos alimentos são eliminados pela boca. Não possuem sistema circulatório ou respiratório, trocam gases diretamente com o ambiente pela superfície corpórea.
Algumas espécies são parasitas, ou seja, vivem no interior de outro organismo, denominado hospedeiro, e se alimentam dele. Alguns, como as tênias, não têm boca nem sistema digestório e absorvem os nutrientes pela superfície corpórea. Podem existir dois tipos de hospedeiros: o hospedeiro intermediário, onde ocorre a reprodução assexuada do parasita, e o hospedeiro definitivo, onde ocorre a reprodução sexuada. 
Os platelmintos podem se reproduzir assexuada ou sexuadamente. Algumas espécies são hermafroditas, enquanto outras apresentam indivíduos macho e fêmea. 

Planária Dugesia gonocephala, uma espécie de platelminto de vida livre. Essa espécie de platelminto apresenta órgãos sensoriais simples, os ocelos, que captam estímulos luminosos.

Doenças causadas por platelmintos 


Esquistossomose 


É causada pelo esquistossomo, platelminto da espécie Schistosoma mansoni. Machos e fêmeas adultos instalam-se nos vasos sanguíneos que irrigam o intestino, o fígado e o baço do ser humano, onde se reproduzem sexuadamente; por isso, o ser humano é considerado o hospedeiro definitivo. 
A esquistossomose, também conhecida como barriga-d’água, traz complicações que podem levar à morte. Entre os sintomas estão diarreia, coceiras, vômitos, aumento do baço e do fígado e acúmulo de plasma (parte líquida do sangue) nos tecidos, acarretando a distensão do abdome. 
O tratamento da doença é feito com o uso de medicamentos específicos. A prevenção da esquistossomose envolve medidas de saneamento básico, como coleta e tratamento de esgoto, tratamento de doentes, ações educativas em saúde e eliminação de possíveis criadouros do caramujo, que é o hospedeiro intermediário.

Teníase e cisticercose 


Ambas as doenças são causadas por platelmintos do gênero Taenia. Na teníase, o platelminto também é chamado de solitária, pois pode ser encontrado um único indivíduo no hospedeiro. Adquire-se teníase pela ingestão de carne de boi ou de porco malcozida e contaminada por larvas, os cisticercos. 
Duas espécies de tênia são parasitas dos seres humanos: a Taenia solium, que é contraída ao se ingerir carne de porco contaminada com cisticercos, e a Taenia saginata, que pode ser contraída pela ingestão de carne bovina nessas mesmas condições. O verme adulto vive preso ao intestino do hospedeiro por ganchos e ventosas localizados na cabeça. 
As tênias são hermafroditas, e seu corpo é dividido em partes chamadas proglótides. A reprodução sexuada ocorre por autofecundação, quando um indivíduo hermafrodita fecunda a si mesmo, formando muitos ovos que são eliminados com as proglótides nas fezes. 
No ambiente, os ovos podem contaminar água e alimentos. Diarreia, cansaço, alterações no apetite, emagrecimento e dores abdominais são sintomas de teníase. Entre as medidas preventivas pode-se citar educação sobre saúde e higiene, saneamento básico, controle sanitário das carnes e tratamento adequado dos doentes.
Na cisticercose, o contágio ocorre pela ingestão dos ovos das tênias, que contaminam a água e os alimentos, como frutas e verduras. Dentro do corpo humano, os ovos dão origem a larvas que podem se alojar em diversos órgãos, como os olhos, os músculos, os pulmões e o cérebro. 
Os sintomas variam dependendo da localização dos cisticercos, e podem ser gravíssimos. A prevenção da cisticercose é semelhante à da teníase, mas inclui também a higienização adequada de frutas e hortaliças que serão in geridas cruas.



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