A reprodução sexuada ocorre em quase todos os organismos eucariontes, tanto unicelulares quanto pluricelulares, incluindo a espécie humana.
Assim como existem diferentes tipos de reprodução assexuada, a reprodução sexuada também pode se dar de diversas formas. A forma mais comum de reprodução sexuada é a bissexuada, na qual ocorre a união de células reprodutivas produzidas por dois organismos de sexos diferentes (macho e fêmea).
No entanto, também existe o hermafroditismo, em que um mesmo indivíduo apresenta órgãos sexuais femininos e masculinos. Neste momento, vamos nos ater à reprodução sexuada em plantas e em animais.
Reprodução sexuada em plantas
As plantas apresentam alternância de gerações durante seu ciclo de vida, ou seja, alternam uma fase assexuada com outra sexuada. Nelas, há dois tipos de indivíduo: o esporófito e
o gametófito.
Os gametófitos formam gametas (para a reprodução sexuada) e, depois de sua
fecundação, é formado o embrião. Este, por sua vez, se desenvolve e dá origem a um
esporófito, que produz esporos (para a reprodução assexuada), os quais germinam e
dão origem a novos gametófitos.
Nas plantas, o gametófito pode apresentar apenas um sexo (masculino ou
feminino) ou ambos (masculino e feminino). Nesse último caso, ele é chamado
hermafrodita.
Plantas do grupo dos musgos e das samambaias
Na evolução das plantas, os musgos foram o primeiro grupo de plantas a ocupar
o ambiente terrestre, seguidos pelo grupo das samambaias.
Embora este último
apresente mais adaptações ao ambiente terrestre quando comparado ao grupo dos
musgos (como a presença de vasos condutores nas samambaias), esses dois grupos
de plantas são muito dependentes da água para a reprodução. Por isso, elas vivem
em ambientes úmidos e protegidos da luz solar direta.
Nessas plantas, os gametas masculinos são chamados anterozoides. Eles são
flagelados, precisando de um meio líquido para se deslocar e chegar até os gametas
femininos, chamados oosferas, que são imóveis. No ambiente terrestre, essas plantas
precisam do orvalho ou da água da chuva para realizar a reprodução sexuada.
Já no grupo das samambaias, a fase duradoura é o esporófito e
os esporos são produzidos em estruturas chamadas soros. Ao caírem
no solo sob condições adequadas, os esporos germinam e formam os
gametófitos. Na maioria das espécies, os gametófitos são hermafroditas.
Plantas do grupo dos pinheiros
O grupo dos pinheiros foi o primeiro grupo de plantas a apresentar independência
da água para a reprodução. Sendo assim, as plantas desse grupo (representadas pelos
pinheiros, ciprestes e araucárias) ampliaram a sua ocorrência e puderam ocupar uma maior
variedade de ambientes terrestres.
Nas plantas desse grupo, a fase duradoura do ciclo reprodutivo é o esporófito e
a estrutura reprodutiva é chamada estróbilo.
Nos pinheiros, há estróbilos masculinos e femininos. Nos estróbilos masculinos
são formados os grãos de pólen, que contêm os gametas masculinos. Nos estróbilos
femininos são formados os gametas femininos, as oosferas.
Na época da reprodução, os grãos de pólen são liberados e transportados pelo
vento até as estruturas femininas.
Esse processo é chamado polinização.
Ao entrar em contato com o estróbilo feminino, o grão de pólen germina e forma
um tubo, chamado tubo polínico. Esse tubo cresce em direção à oosfera e é por
meio dele que o gameta masculino pode fecundar o gameta feminino. A partir da
fecundação, desenvolve-se o embrião.
Ao redor do embrião se desenvolve uma camada de tecido nutritivo
e uma casca externa protetora. Esse conjunto forma a semente. O surgimento da semente representou uma importante conquista evolutiva para
as plantas, pois ela protege e nutre o embrião, aumentando as chances
de sucesso na sua germinação o que, consequentemente, coopera para
a formação de um novo indivíduo.
Grupo das plantas com flores
Nesse grupo de plantas, a estrutura reprodutiva é a flor. Há algumas espécies com
flores de sexos separados e outras com flores hermafroditas, nas quais as estruturas
femininas e masculinas se apresentam na mesma flor.
Os grãos de pólen formados podem chegar às estruturas femininas da flor de
diversas formas. Em algumas espécies, com flores pequenas e numerosas, a polinização costuma ocorrer pelo vento. Em espécies com flores coloridas e vistosas, a
polinização acontece por animais, como abelhas, morcegos e aves.
Depois da polinização, é formado o tubo polínico e ocorre a fecundação.
Nesse grupo de plantas, a fecundação dos óvulos leva à formação das sementes e
o desenvolvimento do ovário floral dá origem ao fruto.
O fruto ajuda na dispersão das sementes, que geralmente ficam abrigadas em
seu interior. Muitos animais, ao se alimentarem dos frutos, liberam as sementes longe
da planta da qual se alimentaram, cooperando para que novas plantas nasçam em
locais diferentes.
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