domingo, 2 de agosto de 2026

Variabilidade genética

Se observarmos atentamente, veremos que, por mais semelhantes que possam ser, os seres de uma mesma espécie apresentam diferenças entre si. Isto é, em parte, consequência das variações do material genético entre os indivíduos de uma população. 
Essas diferenças genéticas compõem a variabilidade genética. Considerando a evolução, a variabilidade genética, ampliada pela reprodução sexuada, é vantajosa em diversas situações porque aumenta a chance de adaptação da espécie a modificações do ambiente.
Algumas das características presentes nos pais e recombinadas nos seus descendentes podem ser vantajosas para a espécie, facilitando sua adaptação ao ambiente. Os seres mais adaptados a determinadas condições ambientais têm maior possibilidade de sobreviver nesses ambientes e, consequentemente, de deixar um número maior de descendentes. 
As características vantajosas dos sobreviventes vão se perpetuando na espécie. Os cientistas britânicos Charles Darwin e Alfred Wallace, em 1858, chamaram o fenômeno da maior probabilidade de sobrevivência e reprodução dos seres mais aptos – isto é, mais bem adaptados – de seleção natural.
“Mais apto” não significa necessariamente “mais forte”. O mais apto, em certos ambientes, pode ser: aquele com menor tamanho; o que consegue se camuflar melhor; o que gera mais filhotes; enfim, o que tem características que favorecem a vida e a reprodução no ambiente onde se encontra. Por exemplo, o cacto é uma planta adaptada a ambientes de clima seco. 
Uma das características que favorecem essa adaptação é a capacidade de armazenar água no caule. Outro exemplo é o inseto conhecido como bicho-pau, cuja aparência lembra um graveto. Por causa dessa característica, ele consegue viver em árvores, passando despercebido por grande parte dos predadores.

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Variabilidade genética

Se observarmos atentamente, veremos que, por mais semelhantes que possam ser, os seres de uma mesma espécie apresentam diferenças entre si. ...