quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CIVILIZAÇÃO HEBRAICA

Em princípio, vejamos as diferenças básicas dos termos: hebreus, israelitas e judeus. Hebreus é a designação primitiva dos descendentes de Abrão, os quais por sua vez, provinham do patriarca Heber.
A civilização hebraica desenvolveu-se na antiga Palestina, correspondendo a uma região cercada pela Síria, pela Fenícia e pelos desertos da Arábia. Seu território era cortado pelo rio Jordão, cujo vale constituía a área mais fértil e favorável à prática agrícola e à sedentarização de sua população. O restante da Palestina, ao contrário, era formado por colinas e montanhas, de solo pobre e seco, e ocupado por grupos nômades dedicados ao pastoreio.
As tribos hebraicas chegaram à Palestina antes de 2000 a.C., conhecida há muito tempo como terra de Canaã devido aos seus primeiros habitantes, os cananeus. Tanto estes como os hebreus eram de origem semita, denominação moderna dos descendentes de Sem, mencionado no Antigo Testamento como o filho primogênito de Noé, e tido como o remoto antepassado dos hebreus (hebreu também significa "povo do outro lado").
A principal fonte da história hebraica é a Bíblia, pois em sua primeira parte, o Antigo Testamento, são apresentados não apenas elementos morais e jurídicos dos hebreus, como também seus valores religiosos e narrativas históricas, muitas delas confirmadas pelas pesquisas arqueológicas. Essa simbiose entre seu desenvolvimento histórico e religioso explica por que seus principais personagens e feitos estão sempre envoltos pelo sagrado e sobrenatural.As tribos semitas, no início da história hebraica, distribuíam-se entre a Síria oriental e a Mesopotâmia, empreendendo inúmeras guerras pela conquista territorial e para obtenção de escravos e mulheres. Quando um desses grupos semitas, os hebreus, chegou à Palestina, teve início a disputa pelo domínio da região, originando prolongados conflitos contra os cananeus e os filisteus, dos quais os hebreus saíram vitoriosos.
Os hebreus, estabelecidos na Palestina, organizaram-se em grupos familiares patriarcais, seminômades, iniciando o desenvolvimento das atividades agrícolas e pastoris. O primeiro grande líder hebreu, segundo o Antigo Testamento, foi Abraão (2166 a.C.), mesopotâmico originário da cidade de Ur, na Caldéia, considerado o primeiro patriarca hebreu. Dirigindo-se à Palestina, Abraão anunciava uma nova cultura religiosa, monoteísta, que mais tarde cimentaria a unidade dos hebreus; estes acreditavam que Abraão recebera de Jeová (lavé, deus dos hebreus), a promessa de uma terra para eles e seus descendentes, onde haveria de correr "leite e mel”. Na narração bíblica, depois de Abraão, as tribos hebraicas foram lideradas pelos patriarcas Isaac e Jacó (ou Israel), sendo que este último deixou doze descendentes que deram origem às doze tribos de Israel. A seguir, devido aos diversos conflitos contra vizinhos e às dificuldades econômicas, muitos hebreus acabaram abandonando a Palestina, dirigindo-se para o Egito, onde permaneceram por mais de quatrocentos anos. Ao que parece, o faraó franqueava às tribos hebraicas as regiões próximas ao delta do Nilo, ricas para as pastagens, buscando obter produção agrícola e criar uma barreira defensiva contra as tribos beduínas próximas.
Posteriormente, o nome Hebreu foi substituído elo de israelita, da palavra Israel, sobrenome ganho por Jacob, em sua vitória contra um anjo.
Quanto a denominação de Judeus, deriva do período do cativeiro na babilônia, por serem habitantes de Judá.
Os Hebreus, povo de raça semita, distinguiram-se entre outras coisas, pela peculariedade religiosa, contrastando com outros povos da antiguidade, pois eram monoteístas, isto é, acreditavam em um só Deus: Jeová.
Num período, onde a maioria acreditava em vários deuses, ser monoteísta, transformava aquela gente em cidadãos particularíssimos.
Em resumo, mantinham relações pessoais com o seu Deus, contrastando com as demais religiões da Antiguidade, que abrangiam o povo como um todo.

Outras distinções haviam, destacando-se:

Não se limitavam às orações ou cerimônias públicas.

Evidenciavam a importância da Moral, estimulando a prática do Bem e da Justiça, bem como o respeito às leis locais.
Essa fé inquebrantável, que deu origem ao cristianismo e ao islamismo, em que pese as agruras sofridas, continua viva e atuante até os nossos dias.

SÍNTESE HISTÓRICA

O povo judeu conta os anos a partir da data da criação do mundo, segundo um dos livros sagrados, o Gênesis, em 3761 antes da era vulgar.

Convenhamos, é muita história a considerar

Quanto ao calendário, porém, dispensando uma rigidez cientifica, poder-se-ia classificá-lo em três grandes períodos:

Período Bíblico ou Mosáico

Período Talmúdico

Período Pós-Talmúdico ou de Hillel II

Embora que o ideal, para este trabalho, fosse comentar procedimentos especificamente operacionais sobre o calendário, expurgar temas históricos, poderia prejudicar o conteúdo programático do mesmo.
Para que tal fato não ocorra, haverá, tanto quanto possível, uma divisão dos eventos históricos, dos procedimentos classificados como operacionais.

PERÍODO BÍBLICO OU MOSÁICO

Sob o comando do patriarca Abrão, os hebreus partiram de Ur na Caldéia, localizada na Caldéia. Pastores e agricultores errantes, extremamente hábeis nas artes e também nos conhecimentos científicos da época, principalmente nas matemáticas e na astrologia, inventaram um calendário agrícola, o qual, por circunstâncias diversas, pulverizou-se com o passar dos anos; o perfil sistêmico do calendário agrícola, parece ter sido:

Estação seca (abril-setembro)

Estação chuvosa (outubro- março)

Por sua vez, as estações subdividiam-se em:

Sementeiras (novembro-dezembro)

Colheitas (abril-junho)

Provérbio judeu " Quem é grande em Torah, também o é na ciência laica "

Período bíblico

A Bíblia hebraica -- que, à exceção de alguns livros, coincide essencialmente com o Antigo Testamento cristão -- narra os fatos fundamentais da história do povo judeu, a partir do momento transcendental de sua eleição e da aliança com Deus. Os judeus dividem sua Bíblia em três partes: a Lei (Torá), os Profetas (Neviim) e os Hagiógrafos (Ketuvim).
Aliança e eleição. O patriarca dos hebreus, Abraão, morava na cidade de Ur, na Caldéia, junto à foz do Eufrates, no século XX antes da era cristã. De lá, partiu para o norte, com seu pai, e recebeu a ordem de Deus: "Deixa teu país, tua parentela e a casa de teu pai, para o país que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê tu uma bênção!" (Gn 12:1-2).
Após a chegada de Abraão à terra de Canaã (mais recentemente conhecida como Palestina, para os judeus Terra de Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jordânia), Iavé estabeleceu com ele uma aliança: "À tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates" (Gn 15:18). E acrescentou: "Eu multiplicarei grandemente a tua descendência, de tal modo que não se poderá contá-la" (Gn 16:10). Como sinal dessa aliança lhe ordenou: "Que todos os vossos machos sejam circuncidados" (Gn 17:10).
Abraão, seu filho Isaac e seu neto Jacó constituem a linha patriarcal de referência do povo judeu, fiel à aliança divina. Jacó recebeu do Senhor um novo nome, Israel, e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos do povo judeu, os descendentes de Israel, ou, como se chamavam, os "filhos de Israel" (Bene Israel).
Êxodo e estabelecimento em Canaã. A segunda etapa decisiva da história do povo judeu começou com sua libertação da escravidão no Egito (século XIII a.C.), onde se haviam estabelecido na época da grande seca. Moisés foi o líder que, por ordem de Iavé, conduziu a marcha de quarenta anos através do deserto para voltar a conquistar a terra de Canaã.
Durante a travessia do deserto, Moisés fixou a lei judaica, cujo núcleo foram os Dez Mandamentos, gravados nas tábuas recebidas de Deus no monte Sinai, que abarcavam as crenças, a moral, os rituais e a organização civil do povo. Essa lei, a Torá -- também chamada lei de Moisés, ou lei mosaica --, está contida no Pentateuco (Chumash), os cinco livros que constituem a primeira parte da Bíblia, e viria a ser a fonte de coerência e unidade do povo judeu e, todos os tempos e lugares. Segundo a tradição, ainda nos tempos de Moisés surgiu a lei oral, que se transmitiu dessa forma ao longo de gerações e só foi registrada por escrito muitos séculos depois.
Uma vez estabelecidos em Canaã, a Terra Prometida, cada tribo em seu próprio território, os hebreus sofreram a influência do paganismo e os ataques de filisteus e moabitas. Surgiram então os juízes, como Débora e Sansão, que lideraram o povo em épocas de crise, na luta contra os inimigos e na condução de um modo de vida adequado às leis da aliança. Entretanto, fez-se necessária a reunificação das 12 tribos, e Saul foi ungido rei no século XI a.C. Davi, seu sucessor, conquistou Jerusalém, transformou-a em capital do reino e para lá levou a Arca Sagrada, símbolo da aliança com Deus. Salomão, filho de Davi, construiu o primeiro templo, em Jerusalém. Com sua morte, o reino foi novamente dividido: Israel, no norte, formado por dez tribos, assimilou elementos heréticos no culto e logo sucumbiu, invadido pelos assírios. Sua população foi deportada, e as dez tribos desapareceram desde então da história judaica (várias hipóteses, fantasiosas ou não, têm associado etnias contemporâneas à descendência dessas tribos). O reino de Judá, no sul, centrou-se em Jerusalém e manteve-se fiel às tradições. Os judeus de hoje descendem principalmente dos habitantes de Judá.
Nessa época de decadência religiosa, política e econômica surgiram os grandes profetas de Israel -- Elias, Amós, Isaías -- que exortaram o povo a retornar à fé tradicional. A visão da história como instrumento de Deus, que faz cair a desgraça sobre o povo judeu como castigo pelo descumprimento da aliança, foi em parte obra dos profetas.
Exílio e restauração. No início do século VI a.C., o rei babilônio Nabucodonosor destruiu o templo, saqueou Jerusalém e deportou sua população para a Babilônia. Este novo exílio espiritual uniu o "restante de Israel" sob a prédica do profeta Ezequiel, dando início a uma restauração religiosa que preparou uma outra, de caráter político.
A conquista da Babilônia por Ciro, rei dos medos e dos persas, permitiu aos hebreus retornar à Terra Prometida, no ano 538 a.C., e reconstruir o templo de Jerusalém, em 515 a.C. Grande parte do povo, no entanto, continuou espalhado do Egito à Índia, como numa prefiguração da posterior diáspora (dispersão).
Essa restauração religiosa e política é considerada por alguns autores como a verdadeira origem da unidade espiritual do povo judeu. Seu grande artífice foi Esdras, sacerdote dos judeus da Babilônia, que foi enviado pelo rei persa Artaxerxes II a Jerusalém para controlar a observância da lei mosaica, reconhecida, em seu caráter civil, para os judeus. Esdras fez renovar a aliança com Iavé mediante a leitura da lei para o povo durante sete dias (e, de maneira constante, duas vezes por semana). Também renovou o culto no novo templo, embora continuasse o ensino nas sinagogas locais, e alentou a esperança, pregada pelos profetas, na vinda de um messias que instauraria o reino de Deus.
Uma relíquia, O Calendário de Gezer , descoberto entre 5669/5670 (1908/1909), com estimativa de ter sido confeccionado por volta do ano de 1000 a.C., apresenta um relato versificado, em uma escrita rústica, semelhante a da Pedra Moabita.
A tradução, no seu conteúdo global, é incerta; destaca-se, todavia, pela descrição de eventos agrícolas, durante as meses, com provável início pelo outono, como segue:

2 dos meses reservados ao armazenamento

2 dos meses reservados a semeadura

2 dos meses reservados ao crescimento na primavera

1 mês de tirar o linho

1 mês da colheita da cevada

1 mês quando tudo estiver colhido

2 meses de podar

1 mês de frutas de verão

(Obs.:- Gézer era cidade de relativa importância dos cananeus, na estrada entre Jope e Jerusalém)

Posteriormente, cativos no Egito, o povo judeu, por circunstâncias óbvias, teve que assumir o calendário solar dos seus algozes.
Registros atestam que antes da fuga do Egito, Moisés reformulou o calendário, tornando-o lunar; os meses, em número de 12, não tinham nomes, sendo classificados numa sequência ordinal: primeiro, segundo, terceiro...

1 Reis 4:7

"Tinha Salomão doze intendentes sobre todo o Israel, que forneciam antimento ao rei e à sua casa; cada um tinha de fornecer durante um mês do ano. "

Depois, durante os 70 anos de cativeiro na Babilônia (606-536 a.C), foi incorporado ao calendário nomes regionais, os quais, com algumas exceções, permanecem até os nossos dias; na parte operacional, um quadro expositivo dos meses, será demonstrado. O calendário babilônico, além de um dos mais antigos do Oriente, também foi pioneiro na Antiguidade, a utilizar um sistema lunar, com 12 meses, cujo início se dava com o aparecimento da primeira Lua Quarto Crescente, no céu noturno.
Resumindo, o ano era composto de 12 lunações, periodicamente regulado com o ciclo solar de 360 dias, pois havia necessidade de se ajustar as estações climáticas; para isso, adicionava-se um décimo terceiro mês (13) conciliador.
Tentando demonstrar de que forma os babilônios conciliavam essas defasagens, várias hipóteses são divulgadas, porém sem nenhuma consistência; consenso há, porém, na afirmação de que as constatações, a olho nu, em que se estruturavam tais intercalações, deixavam a desejar pela sua imperfeição, com cometimentos de vários erros.
Posteriormente, em 747 antes da era vulgar, quando o rei Nabonassar subiu ao trono da Babilônia, houve um avanço científico e as observações dos astros passaram a ser mais sistêmicas e, por si só, mais distantes da astrologia.
Desde o começo do século V a.C., entre outros feitos, por toda comunidade científica da Mesopotâmia, sabia-se que em um período de 19 anos, manifestavam-se 235 lunações (revoluções sinódicas), no qual, para efeito do calendário, deveriam inserir 7 meses complementares, ajustando melhor, as defasagens existentes entre os ciclos, solar e lunar.
Sistematicamente, porém, esse ciclo de 19 anos, somente foi utilizado a partir de 367 a.C..
Entretanto, anteriormente, por volta de 430, o grego Méton, descobriu um ciclo lunar de 19 anos, com 235 lunações, totalizando 6.940 dias, o qual ficou conhecido como ciclo metônico; nesse espaço de tempo, os 3,6,9,11,14,17 e 19 anos, constavam de 13 lunações, e os demais, de 12.
Dentro de cada ciclo, estabeleceu-se a seqüência numérica de 1 a 19, sendo também denominado de Número Áureo.
Essa proximidade de datas e semelhanças sistêmicas, faz com que, de acordo com pontos de vistas, credita-se a um ou outro, respectivamente, invenção ou influência do ciclo de 19 anos.
Nesse interregno, por volta de 300 a.C., os judeus passaram a adotar também, um ciclo de 19 anos, com semelhanças nas intercalações dos meses suplementares, tais como:

Nos 3, 6,8,11,1,17 e 19 anos

Curioso, quanto a utilização de dias intercalares, salvo melhor juízo, é que não há nenhuma citação bíblica sobre tais procedimentos.

A INFLUÊNCIA DA LUA PARA O JUDAISMO (A PÁSCOA)

Eruditos sustentam a tese de que a legalidade e procedimentos exigidos para a celebração da Páscoa (PESSACH) solidificam-se em escritos ou documentos de séculos posteriores a Moisés, ou seja, após o denominado Período Bíblico ou simplesmente Mosaico.
As Leis orais do judaísmo, existentes pelos fins do século II e que serviram de base para o Talmude, parecem materializar esses procedimentos.
Dentre as várias divisões das leis orais do MISHNAH, encontram-se as referentes aos festejos.
Nesse segmento, estabelecia-se as várias festividades do calendário religioso, onde, o fator preponderante era, sem dúvida alguma, o perfeito estabelecimento da manifestação do fenômeno da Lua Nova.
Convém esclarecermos, em adendo, que a Lua Nova, era festivamente comemorada, em tempos remotos, não só na Judéia, mas também na Babilônia.
Para os judeus, particularmente, a determinação da Lua Nova, tinha e têm, um significado todo especial:

A comemoração da Páscoa

A Páscoa, era a festa anual, celebrada no 14 dia da primeira lua do seu ano religioso, em comemoração da saída deles do Egito.
Esse dia especial, foi estabelecido em memória da passagem do anjo exterminador, que, na noite em que os judeus partiram do Egito, matou todos os primogênitos dos egípcios, sem tocar nas casas dos israelitas, marcadas com sangue de cordeiro.
Estruturavam-se ainda mais, os preceitos tradicionais dos judeus e, o primeiro surgimento do crescente lunar, ou, da focinha delgada da Lua, testemunhadas pelo sumo Sacerdote e outros, era cerimoniosamente anunciada pelo som de trombetas.
Visualmente, mediante tochas acesas, ou mesmo fogueiras, as tribos vizinhas iam sendo alertadas, tarefa não tão difícil, em virtude da topografia montanhosa da região da Palestina.
As comunicações auditivas e visuais, eram relativamente eficientes, a ponto de toda a comunidade poder comemorar as festas, no mesmo dia.
Consolidava-se assim no que dizia respeito à astronomia/calendário, o procedimento empírico, baseado nas verificações puramente observacionais, dos fenômenos da Lua e do Sol.
Com o passar do tempo, porém, principalmente nas localidades mais distantes, fatores diversos contribuíam para que essas interpretações fossem ligeiramente defasadas.

PERÍODO TALMÚDICO

Talmude, palavra hebraica que significa ensino, de lamad, aprender. Nome por que os Judeus designam a vasta compilação das doutrinas e dos preceitos ensinados pelos seus mestres mais autorizados. Distinguem-se no Talmude duas partes: a Mishná, redigida por Judah Ha'Nasi, e a Gemara. As escolas da Palestina e da Caldeia tiveram cada uma a sua Guemara distinta. Conforme a Mixna (sensivelmente a mesma nas duas coletâneas) é seguida de uma ou outra da duas Guemaras, assim se têm o Talmude de Jerusalém ou o Talmude de Babilônia. 

O que é o Talmud, e qual a diferença em relação à Bíblia?

A Bíblia judaica compõe-se de textos que foram reunidos pelos antigos hebreus e preservados através dos séculos como o Livro sagrado do povo judeu. Consiste de três divisões: a Torá (os cinco livros de Moisés, também denominados Pentateuco), os Profetas e os Escritos (salmos, provérbios, etc.).
A Torá é um relato dos acontecimentos desde o princípio do mundo até a morte de Moisés, entremeado de leis e mandamentos decretados por Deus. A autoria destes livros é tradicionalmente atribuída ao próprio Moisés, porém a análise literária dos textos revela marcantes diferenças de estilo e vocabulário, indicando, segundo alguns estudiosos não-ortodoxos, que houve provavelmente mais de um autor.
Seja como for, a Bíblia é muito mais do que uma narrativa histórica. É um livro de inspiração divina, profundamente religioso, e ao mesmo tempo humano. Um documento essencialmente espiritual, que constitui nosso guia básico para o Judaísmo- na teoria e na prática.
Com o passar do tempo, o povo judeu foi desenvolvendo uma série de leis suplementares, que eram transmitidas oralmente de geração em geração, até que foram codificadas e compiladas, por volta do ano 200 da Era Comum, pelo rabino Judah Ha'Nasi. A este código deu-se o nome de Mishná.
A Mishná, juntamente com a Gemara (comentários e interpretações rabínicas da leis da Mishná), compõem o Talmud.
Existem duas versões do Talmud, o de Jerusalém e o Babilônico, que diferem em certos aspectos. O mais completo é o Babilônico, elaborado entre os séculos III e V da Era Comum, e editado por Rav Ashi e Ravina. Sendo um registro de discussões faladas, o Talmud não é nada sistemático ou conciso. É, entretanto, um tesouro de leis, tradições e costumes, que tem influenciado profundamente o pensamento e a prática judaica, e constitui uma valiosa fonte de consulta para o estudo e as decisões legais.

Fonte: www.calendario.cnt.br

Localização Geográfica da Palestina e as Fontes da História dos Hebreus

A Palestina era uma estreita faixa de terra banhada pelo rio Jordão e localizada a sudeste do atual Líbano.
A principal fonte da história antiga dos hebreus é a Bíblia, porém ela não relata fielmente os acontecimentos, pois sua preocupação volta-se muito mais para a unidade e identidade de um povo do que para um acontecimento narrado.
A Bíblia reflete a concepção mitológica dos hebreus. Como mito ela reflete o pensamento de um povo e como documento histórico ela permite acompanhar a evolução dos mitos e a concepção de mundo dos hebreus, fazendo referências a costumes e padrões de comportamento.
As outras fontes históricas são as obras de Flávio Josefo e de Filo, que fornecem informações sobre o período da dispersão dos judeus e de sua adaptação pelo mundo romano. Todas as fontes, porém, devem ser comparadas com os achados arqueológicos.

A Origem dos Hebreus


Segundo Gênesis, Abraão nasceu em Ur, cidade Caldeia da Mesopotâmia, e recebeu do Senhor a ordem de abandonar seu povo e se estabelecer na terra de Canaã (terra prometida). Isso teria ocorrido por volta de 2000 a.C. e seus descendentes teriam se multiplicado e formado o povo israelita.
O mito explicativo da origem de um povo, a partir de um ancestral comum, é bastante desenvolvido em sociedades primitivas nômades e pastoris, como a dos primitivos hebreus.
Nesse estágio, os israelitas, portadores de uma economia nômade e pastoril, viviam em clãs (famílias extensas), compostos pelo patriarca de cada clã, o poder e o prestígio eram personificados pelo patriarca, e os laços interclãnicos eram frouxos.
Hoje, temos várias evidências da origem mesopotâmica do povo hebreu, tais como a semelhança entre mitos mesopotâmicos e mitos hebreus (mito do dilúvio, por exemplo) e a semelhança linguística, pois o hebreu é uma língua de origem semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras línguas mesopotâmicas.
Teria sido Jacó, mais tarde chamado Israel, o chefe da ocupação da Palestina no século XVII a.C., para uns, ou no século XIV a.C., para outros. Nessa época, algumas tribos israelitas, junto com outros hebreus vitimados pela fome, partiram para o Egito, onde foram escravizados pelo Estado.
Por volta de 1350 a.C., liderados por Moisés, teriam se retirados do Egito através da abertura no Mar Vermelho.Nesse período de êxodo, os hebreus possuíam seu sistema religioso monoteísta.
Ao regressarem do Egito, encontraram suas terras ocupadas pelos cananeus e tiveram que lutar pela sua posse, já que haviam abandonado o nomadismo durante sua permanência no Egito. Essa conquista foi lenta, permitindo a miscigenação entre israelitas e cananeus, que falavam línguas semelhantes.
Durante esse período, os hebreus desenvolveram um sistema tribal, onde a propriedade privada dos bens de produção inexistia.
Mais tarde, os filisteus se apoderaram da costa meridional da palestina e durante quase um século os israelitas lutaram contra eles. Foi nessa época que se formou a monarquia hebraica.

Características da Monarquia Hebraica

A monarquia iniciou-se com Saul, mas foi seu sucessor Davi, que conseguiu atrair as tribos do sul para seu reino. No reinado de Davi e mais tarde de Salomão, seu filho, a monarquia atingiu seu apogeu, sem jamais poder ser comparada, entretanto, aos grandes impérios egípcio ou babilônico. A organização do Estado tornou-se mais complexa, e os antigos chefes de clãs, de gens e mesmo os chefes guerreiros transformaram-se na aristocracia, que enriquecia com o comércio de caravanas e com a apropriação das terras dos camponeses endividados.
As construções de grandes templos levavam ao aumento de impostos e de trabalhos excedentes que os camponeses deviam ao Estado, o que tornava cada vez mais difícil à vida das camadas populares. Por outro lado, a construção dos templos e a instauração de uma camada de sacerdotes, portadores de certos direitos inacessíveis ao povo, acabavam com os aspectos mais livres da religião, criando uma estreita dependência entre o povo e o poder político.
Por volta de 935 a.C., as dez tribos do norte revoltaram-se contra o rei Roboão, sucessor de Salomão, e formaram o reino independente de Israel, enquanto as duas tribos do sul formaram o reino de Judá.
O reino de Israel, enfraquecido pelas revoltas internas e pelas constantes guerras com Judá, foi dominado em 723 a.C. pelos assírios. O reino de Judá foi conquistado pelos caldeus, liderados por Nabucodonosor, em 586 a.C., e os judeus foram levados como escravos para a Babilônia.

A Diáspora dos Judeus

Os judeus recobraram certa independência quando os persas, sob o comando de Ciro, conquistaram a Babilônia. No ano de 333 a.C., Alexandre, o Grande, da Macedônia, dominou todo o oriente Médio, mas aos poucos, depois de longas lutas, os judeus consolidaram sua independência.
Com a expansão do império romano, essa região passou a ser dominada por Roma. Mesmo dominados os judeus mantiveram uma autonomia relativa até o ano 70 de nossa era. Nesse ano, os romanos tentaram construir um templo para Júpiter, em Jerusalém, o que ocasionou a rebelião do povo judeu. O esmagamento dessa rebelião provocou sua fuga para diversas partes do mundo. A partir desse momento deixou de existir um Estado judeu até o ano de 1948. Essa dispersão dos judeus pelo mundo é conhecida como diáspora.

Civilização dos Hebreus

Localização Geográfica da Palestina e as Fontes da História dos Hebreus


A Palestina era uma estreita faixa de terra banhada pelo rio Jordão e localizada a sudeste do atual Líbano.
A principal fonte da história antiga dos hebreus é a Bíblia, porém ela não relata fielmente os acontecimentos, pois sua preocupação volta-se muito mais para a unidade e identidade de um povo do que para um acontecimento narrado.
A Bíblia reflete a concepção mitológica dos hebreus. Como mito ela reflete o pensamento de um povo e como documento histórico ela permite acompanhar a evolução dos mitos e a concepção de mundo dos hebreus, fazendo referências a costumes e padrões de comportamento.
As outras fontes históricas são as obras de Flávio Josefo e de Filo, que fornecem informações sobre o período da dispersão dos judeus e de sua adaptação pelo mundo romano. Todas as fontes, porém, devem ser comparadas com os achados arqueológicos.

A Origem dos Hebreus


Segundo Gênesis, Abraão nasceu em Ur, cidade Caldeia da Mesopotâmia, e recebeu do Senhor a ordem de abandonar seu povo e se estabelecer na terra de Canaã (terra prometida). Isso teria ocorrido por volta de 2000 a.C. e seus descendentes teriam se multiplicado e formado o povo israelita.
O mito explicativo da origem de um povo, a partir de um ancestral comum, é bastante desenvolvido em sociedades primitivas nômades e pastoris, como a dos primitivos hebreus.
Nesse estágio, os israelitas, portadores de uma economia nômade e pastoril, viviam em clãs (famílias extensas), compostos pelo patriarca de cada clã, o poder e o prestígio eram personificados pelo patriarca, e os laços interclãnicos eram frouxos.
Hoje, temos várias evidências da origem mesopotâmica do povo hebreu, tais como a semelhança entre mitos mesopotâmicos e mitos hebreus (mito do dilúvio, por exemplo) e a semelhança linguística, pois o hebreu é uma língua de origem semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras línguas mesopotâmicas.
Teria sido Jacó, mais tarde chamado Israel, o chefe da ocupação da Palestina no século XVII a.C., para uns, ou no século XIV a.C., para outros. Nessa época, algumas tribos israelitas, junto com outros hebreus vitimados pela fome, partiram para o Egito, onde foram escravizados pelo Estado.
Por volta de 1350 a.C., liderados por Moisés, teriam se retirados do Egito através da abertura no Mar Vermelho. Nesse período de êxodo, os hebreus possuíam seu sistema religioso monoteísta.
Ao regressarem do Egito, encontraram suas terras ocupadas pelos cananeus e tiveram que lutar pela sua posse, já que haviam abandonado o nomadismo durante sua permanência no Egito. Essa conquista foi lenta, permitindo a miscigenação entre israelitas e cananeus, que falavam línguas semelhantes.
Durante esse período, os hebreus desenvolveram um sistema tribal, onde a propriedade privada dos bens de produção inexistia.
Mais tarde, os filisteus se apoderaram da costa meridional da palestina e durante quase um século os israelitas lutaram contra eles. Foi nessa época que se formou a monarquia hebraica.

Características da Monarquia Hebraica


A monarquia iniciou-se com Saul, mas foi seu sucessor Davi, que conseguiu atrair as tribos do sul para seu reino. No reinado de Davi e mais tarde de Salomão, seu filho, a monarquia atingiu seu apogeu, sem jamais poder ser comparada, entretanto, aos grandes impérios egípcio ou babilônico. A organização do Estado tornou-se mais complexa, e os antigos chefes de clãs, de gens e mesmo os chefes guerreiros transformaram-se na aristocracia, que enriquecia com o comércio de caravanas e com a apropriação das terras dos camponeses endividados.
As construções de grandes templos levavam ao aumento de impostos e de trabalhos excedentes que os camponeses deviam ao Estado, o que tornava cada vez mais difícil à vida das camadas populares. Por outro lado, a construção dos templos e a instauração de uma camada de sacerdotes, portadores de certos direitos inacessíveis ao povo, acabavam com os aspectos mais livres da religião, criando uma estreita dependência entre o povo e o poder político.
Por volta de 935 a.C., as dez tribos do norte revoltaram-se contra o rei Roboão, sucessor de Salomão, e formaram o reino independente de Israel, enquanto as duas tribos do sul formaram o reino de Judá.
O reino de Israel, enfraquecido pelas revoltas internas e pelas constantes guerras com Judá, foi dominado em 723 a.C. pelos assírios. O reino de Judá foi conquistado pelos caldeus, liderados por Nabucodonosor, em 586 a.C., e os judeus foram levados como escravos para a Babilônia.

A Diáspora dos Judeus


Os judeus recobraram certa independência quando os persas, sob o comando de Ciro, conquistaram a Babilônia. No ano de 333 a.C., Alexandre, o Grande, da Macedônia, dominou todo o oriente Médio, mas aos poucos, depois de longas lutas, os judeus consolidaram sua independência.
Com a expansão do império romano, essa região passou a ser dominada por Roma. Mesmo dominados os judeus mantiveram uma autonomia relativa até o ano 70 de nossa era. Nesse ano, os romanos tentaram construir um templo para Júpiter, em Jerusalém, o que ocasionou a rebelião do povo judeu. O esmagamento dessa rebelião provocou sua fuga para diversas partes do mundo. A partir desse momento deixou de existir um Estado judeu até o ano de 1948. Essa dispersão dos judeus pelo mundo é conhecida como diáspora.


A Civilização Hebréia


O território da Palestina formava um estreito corredor que unia os impérios da Mesopotâmia e do Egito.
A moral e a ética dos hebreus foram o seu principal legado. Elas serviriam de base para o judaísmo e o cristianismo.

Localização e clima


A Palestina ficava entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo. Apesar de ser um território pouco extenso, a Palestina era formada por três regiões geográficas:
• a região norte, a Galileia, era formada por colinas cobertas de vegetação;
• a região central, Samaria, era menos fértil do que a Galileia, apesar de entrecortada por muitos vales;
• o sul, a Judéia, era uma região árida e montanhosa.

O rio Jordão é o único que atravessa toda a Palestina. Ele nasce nos montes da Fenícia, percorre 220 quilômetros e desemboca no Mar Morto.
A Palestina foi sucessivamente invadida e conquistada. Nesta terra os Hebreus fundaram o Reino de Israel, construíram o Templo de Jerusalém e legaram ao Ocidente dois monumentos imperecíveis: a Bíblia e a Religião Monoteísta.
A História dos Hebreus pode ser conhecida através do Antigo Testamento da Bíblia, cujas informações tem sido muitas vezes confirmadas pela Arqueologia. Sabe-se que três etapas marcaram a história dos Hebreus: a dos Patriarcas, a dos Juízes e a dos Reis.

A Fase dos Patriarcas


Os Patriarcas eram os membros mais velhos e os líderes das tribos. O primeiro Patriarca foi Abraão. Por volta do II milênio a.C. os hebreus liderados por Abraão emigraram da Mesopotâmia (Ur) e instalaram-se às margens do Mar Mediterrâneo, numa região chamada PALESTINA. Era uma estreita faixa de terra entre o deserto da Arábia e o Mar, pouco propícia à agricultura, que servia de passagem entre a Europa e a Ásia Menor.
Após a migração para a Palestina, os Hebreus, devido ao próprio crescimento demográfico, tiveram um avanço em sua condição social de clãs para tribos independentes, embora preservando costumes e tradições comuns. Por volta de 1.700 a.C. devido a um longo período de seca e fome, os hebreus emigraram para o Egito, na época sob domínio dos Hicsos. Aí os hebreus prosperaram e chegaram a ocupar altos postos na administração. Após a expulsão os hicsos do Egito, os hebreus foram escravizados, permanecendo no Egito por aproximadamente 400 anos. O Cativeiro no Egito só terminou quando o Patriarca Moisés libertou os hebreus e os reconduziu à Palestina. Esse episódio recebeu o nome de ÊXODO. (por volta de 1.250 a.C.).
(Fonte: Sociedades Bíblicas Unidas)

Segundo a tradição bíblica, foi no monte Sinai, na península de mesmo nome, que Moisés recebeu do deus Jeová os Dez Mandamentos, que regulavam a moral e os costumes do povo hebreu. Moisés foi o responsável pela implantação do Monoteísmo entre seu povo. Após a morte de Moisés, os hebreus chegaram à Palestina, encontrando-a, porém, povoada pelos Cananeus. Para enfrentá-los de forma mais unida e organizada, os hebreus escolheram Juízes para comandá-los.

A Fase dos Juízes


Josué, sucessor de Moisés, iniciou a luta pela reconquista da Palestina. As necessidades da guerra levaram a uma gradual centralização da autoridade nas mãos de líderes políticos e militares que recebiam o título de Juízes. Liderados por eles, conseguiram conquistar a Palestina. Os Juízes mais conhecidos foram Sansão e Samuel. Quando a Palestina foi invadida pelos Filisteus, ficou evidente a necessidade de um governo mais centralizado para combater os inimigos. Foi instituída, então, a Monarquia.

A Fase dos Reis – A Monarquia


Os primeiros reis, Saul e Davi, lutaram contra os Filisteus, consolidando a conquista da Palestina e fazendo de Jerusalém sua capital. Em 996 a.C. Davi foi sucedido por Salomão.
O reinado de Salomão representou o apogeu da monarquia, com a existência de amplo comércio com povos vizinhos, reforço do exército e a construção de grandiosas obras, como o Templo de Jerusalém. Esse grande poder, no entanto, dependeu do aumento de impostos e da utilização de grande número de indivíduos sujeitos a trabalhos forçados. Após a morte de Salomão (926 a.C.), as tribos hebraicas, insatisfeitas com essa situação, se dividiram, formando os Reinos de Israel (norte) e de Judá (sul). Essa separação das tribos hebraicas em dois reinos é chamada de CISMA. O cisma representou o rompimento da unidade política do povo hebreu.

O Reino de Israel tinha sua capital em Samaria.

O Reino de Judá tinha sua capital em Jerusalém.

Enfraquecidas pela divisão e pelas revoltas devido à permanência dos desajustes sociais e dos altos impostos, as tribos hebraicas eram presas fáceis dos impérios vizinhos. Assim, em 722 a.C. o Reino de Israel foi conquistado pelos Assírios, as tribos desapareceram totalmente, uma vez que seus integrantes foram mortos ou deportados. O Reino de Judá durou um pouco mais, sendo dominado pelos Babilônios em 587 a.C. que escravizaram os hebreus, levando-os para a Babilônia. Esse episódio ficou conhecido como CATIVEIRO DA BABILÔNIA (587 a 538 a.C.). Quando os Persas comandados por Ciro conquistaram a Babilônia em 539 a.C. , os Hebreus foram libertados e tiveram permissão para retornar à Palestina. Posteriormente, a Palestina foi conquistada por Alexandre Magno, da Macedônia (333 a.C.) e pelos romanos (63 a.C.).
Durante a dominação romana, ocorreu o nascimento de Jesus Cristo (ano 1), cujos ensinamentos deram início ao Cristianismo.
Em 70 d.C. os romanos destruíram o Templo de Jerusalém, provocando a revolta dos hebreus. A cidade de Jerusalém foi arrasada pelos romanos.
Mais tarde, em 131 d.C., o imperador romano Adriano empreendeu violenta repressão aos hebreus, levando-os a se dispersar pelo mundo. Esse episódio é conhecido como DIÁSPORA.
Os judeus passaram a viver em diferentes países, mas, apesar disso, conseguiram manter a unidade cultural.
Somente em 1948, os judeus voltaram a se estabelecer na antiga Palestina, fundando o Estado de Israel.

Atividades Econômicas dos Hebreus


A localização geográfica privilegiada da Palestina, região situada entre o Egito e a Mesopotâmia assim como entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho, desempenhou um importante papel nas atividades econômicas desenvolvidas pelos hebreus. Ao lado do pastoreio e da agricultura, desenvolvidos principalmente nas terras férteis do vale do Rio Jordão, os hebreus estabeleceram também intensas relações comerciais com os povos do Oriente Antigo, o Egito, a Fenícia, a Síria, a Ásia Menor, a Mesopotâmia, a Arábia e o Reino de Sabá (atual Etiópia) eram os principais parceiros comerciais dos hebreus. Esse comércio atingiu o apogeu no reinado de Salomão.

O Legado Cultural


A mais importante e original realização dos hebreus foi no campo religioso. Essa civilização elaborou uma religião, o Judaísmo, baseado na ideia da existência de um único Deus e os hebreus se tornaram o único povo monoteísta da história do Oriente Antigo. O Judaísmo caracterizou-se por valorizar as virtudes morais humanas como a honestidade, a bondade e a justiça, pela crença na vinda de um salvador da humanidade, o Messias; pela crença na imortalidade da alma, que seria recompensada ou castigada após a morte, e no Juízo Final; pela crença num Deus justo e presente em todos os lugares. O Judaísmo influenciou o Cristianismo e o Islamismo. A literatura dos hebreus foi a mais rica do Oriente Antigo: destaca-se: Os Salmos, Cântico dos Cânticos, Livro de Jó.

Antiga sociedade chinesa

A sociedade chinesa era muito tradicional e cerimoniosa. Acima de todos os elementos ficava o imperador, adorado como 'filho do céu'...