A China é um extenso país do Extremo Oriente, cuja história remonta a tempos muito antigos, 3000 a.C. A geografia sempre marcou a evolução da civilização chinesa. As primeiras culturas se estabeleceram na grande planície central, banhada pelo rio Amarelo. A fertilidade dessas terras atraiu os camponeses. No resto do país, as montanhas criam pequenas zonas muito diferentes entre si, favorecendo o regionalismo. Contudo, entre essas áreas tão diferentes sempre existiu um fator comum: eram comunidades agrícolas organizadas em torno dos grandes rios.
As lendas chinesas mencionam uma série de soberanos e heróis que reinaram em épocas remotas. Ficção ou realidade, o importante é que esses relatos nos mostram uma civilização patriarcal baseada na agricultura, tal como se desenvolveu depois.
Os costumes chineses sempre foram marcados por forte tradicionalismo. O esforço de isolar-se dentro de suas fronteiras permitiu que os chineses conservassem sua originalidade.
A construção da Grande Muralha e a complicada escrita ideográfica chinesa contribuíram para manter esse isolamento. Foi apenas com o prolongamento da Rota da Seda que o país abriu suas fronteiras à Pérsia e à Índia, passando assim a sofrer influências externas, inclusive do budismo. Essa doutrina, assim com o confucionismo e o taoísmo, forma o sistema religioso do país.
Os primeiros Estados (1500-249 a.C.)
Os primeiros centros de civilização, formados às margens do rio Amarelo, eram governados pela dinastia Shang.
Possuíam cidades e templos, conheciam a escrita e trabalhavam o bronze. Por volta de 1050 a.C., instalou-se no poder a dinastia Zhou, que se expandiu até o rio Azul e criou uma organização estável no governo. O poder dessa dinastia acabou se enfraquecendo com o surgimento de uma série de Estados guerreiros, que, por sua vez, foram dominados quando a dinastia Qin tomou o poder.
As grandes dinastias (249 a.C.-618 d.C.)
Em 249 a.C., a dinastia Qin fundou o primeiro império unificado com um governo altamente centralizado e autoritário.
O rei Qin Shi Huang, da dinastia Qin, unificou os vários reinos feudais e adotou, pela primeira vez, o título de imperador. Qin estabeleceu uma nova divisão provincial governada por funcionários, iniciou a construção da Grande Muralha e ampliou as fronteiras. Esse grande império não sobreviveu à morte do imperador.
No fim do século III a.C., o império foi organizado de forma definitiva pela dinastia Han. A vida política desenvolveu-se em torno dos funcionários mandarins; abriu-se o comércio exterior e a cultura floresceu. Com o enfraquecimento do governo, o território dividiu-se e só voltou a ser unificado no ano 618 d.C., com a dinastia Tang.
As grandes tumbas
Todas as dinastias chinesas enterravam seus reis em grandes e majestosas tumbas. Eram câmaras de madeira decoradas com esmero, destinadas a durar para sempre.
Acompanhavam o rei seus animais e seus objetos pessoais, para garantir-lhe o bem-estar na outra vida.
Em algumas tumbas foram encontradas impressionantes figuras de terracota. Na tumba do imperador Cheng havia mais de 7 mil figuras, entre soldados, carros e animais, todas em tamanho natural. Cada rosto apresenta traços diferentes, caracterizados por um grande realismo.
A sociedade
A sociedade chinesa era muito tradicional e cerimoniosa. Acima de todos os elementos ficava o imperador, adorado como 'filho do céu'. Vinha em seguida um corpo de funcionários, os mandarins, considerados o orgulho do império. Esse grupo foi criado no século II a.C., desbancando a nobreza feudal, e desempenhou um importante papel na vida institucional e cultural do país. Abaixo deles vinha o resto da sociedade: camponeses, comerciantes e artesãos. Na sociedade chinesa não havia escravos.
O cultivo do arroz
Desde a Antiguidade, o arroz sempre foi o principal cultivo do Sudeste Asiático. A população, assentada à beira do rio Amarelo, teve de se adaptar às inundações periódicas que recobriam os campos. Os camponeses criaram um sistema de canalizações e terraços para cultivar o arroz. Trabalhavam com métodos primitivos, arando com a ajuda de bois e utensílios manuais. O transplante e a colheita eram feitos totalmente à mão.
A ciência e a técnica
Os chineses eram brilhantes inventores. Seu sentido prático os levou a projetar objetos e aparelhos mecânicos vários séculos antes do resto do mundo. No século II, já haviam inventado o papel; no século VI, a imprensa e a porcelana – que em inglês se chama 'china'.
Acredita-se também que, muito tempo atrás, conceberam o relógio hidráulico, a bússola magnética e um aparelho capaz de detectar os terremotos. Porém, sua invenção mais espetacular talvez tenha sido a pólvora.
Muralha da China
A Muralha da China aparece como uma linha fina que cruza
quase todo o norte do país. São mais de 6.400 km construídos há mais de 2 mil
anos para servir como meio de defesa e demonstração de poder de três dinastias
que governaram o Império Chinês.
Para se ter uma ideia, seria o equivalente a
construir um muro que saísse de Porto Alegre, seguisse em linha reta até Manaus
e voltasse para Porto Alegre. Até hoje, os pesquisadores têm dificuldades em
dimensionar com exatidão toda a extensão da grande muralha: grande parte está
em ruínas e só foi identificada há poucas décadas. Mais do que um monumento
arquitetônico, a muralha da China é um exemplo do que a determinação humana é
capaz de produzir. Foi eleita em julho de 2007 como uma das Sete
Novas Maravilhas do Mundo.
Filósofo chinês, Confúcio dedicou a vida a ensinar, convertendo-se num mestre da moral respeitado por sua sabedoria. Difundiu por todo o país uma doutrina de convivência, baseada na amizade e na equidade, que formou a base da ética na China.
Confúcio estabeleceu os deveres do homem, acreditando que este devia servir à sociedade. Seus ensinamentos não falavam no culto a nenhum deus, mas sim em seguir o Tao, ou seja, o Caminho, num esforço constante de cultivar a própria personalidade e estabelecer a harmonia na sociedade. O confucionismo foi elevado à religião oficial do Estado no século II a.C.
Os chineses valorizavam muito a pintura, a caligrafia e a literatura. A pintura surgiu da caligrafia, sendo a criação mais original da arte chinesa. Pintavam sobre papel ou seda, sobretudo paisagens, utilizando tinta e aquarela. A arquitetura e a escultura eram consideradas apenas obras utilitárias. Construíram-se numerosos palácios e templos, como os pagodes, com seus vários tetos superpostos. A escultura, a cerâmica e os trabalhos em laca completavam o panorama artístico do mundo chinês.
Confúcio (551-479 a.C.)
Filósofo chinês, Confúcio dedicou a vida a ensinar, convertendo-se num mestre da moral respeitado por sua sabedoria. Difundiu por todo o país uma doutrina de convivência, baseada na amizade e na equidade, que formou a base da ética na China.
Confúcio estabeleceu os deveres do homem, acreditando que este devia servir à sociedade. Seus ensinamentos não falavam no culto a nenhum deus, mas sim em seguir o Tao, ou seja, o Caminho, num esforço constante de cultivar a própria personalidade e estabelecer a harmonia na sociedade. O confucionismo foi elevado à religião oficial do Estado no século II a.C.
A arte chinesa
Os chineses valorizavam muito a pintura, a caligrafia e a literatura. A pintura surgiu da caligrafia, sendo a criação mais original da arte chinesa. Pintavam sobre papel ou seda, sobretudo paisagens, utilizando tinta e aquarela. A arquitetura e a escultura eram consideradas apenas obras utilitárias. Construíram-se numerosos palácios e templos, como os pagodes, com seus vários tetos superpostos. A escultura, a cerâmica e os trabalhos em laca completavam o panorama artístico do mundo chinês.