quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CIVILIZAÇÃO FENÍCIA - História do Povo

Os fenícios era semitas pertencentes ao ramo dos cananeus. Sua origem é praticamente desconhecida, mas certamente, não eram autóctones. Segundo o Heródoto, teriam vindo do oceano Índico. É provável que tenham imigrado da região compreendida entre o mar Morto e o Mar Vermelho, mas ainda hoje é esse um ponto discutível. Denominava-se a região onde se estabeleceram, na Síria de Canaã.
Entre si denominavam-se cananeus – e sidonianos. Esses termos são encontrados nos documentos fenícios, assírios, no velho testamento e mesmo em passagens de Homero. A designação de fenícios, assírios, no velho testamento e mesmo em passagens de Homero. A designação de fenícios foi lhe atribuída pelos gregos milênio, que estabeleceram contatos comerciais com Canaã, por volta do fim do II milênio. Originalmente a palavra expressava uma tonalidade de avermelhada, que os gregos acreditavam ver na pele dos fenícios.
Importância histórica dos fenícios. Ao contrário de outros povos da Antiguidade, que se destacam como criadores de formas próprias e inéditas de civilização, os fenícios apresentam-se como expressão de uma cultura sincrética, sem muita originalidade, mas que, imbuída de um senso prático agudo, soube adaptar e aperfeiçoar com êxito conquistas alheias. A concretização mais significativa desse traço foi, sem dúvida alguma, invenção do alfabeto de 22 letras, que veio substituir o intricado sistema hieroglífico ou cuneiforme utilizado na época. O alfabeto fenício – seu maior legado para a cultura ocidental – nasceu pela necessidade de existência de um meio de comunicação e documentação e documentação simplificado, dado ser o comércio a atividade básica do povo.
Atividade comercial; intensa transformou os fenícios em importantíssimos transmissores de culturas de umas regiões para outras, as quais, por via direta, talvez só muito mais tarde tivessem estado em contato. Na própria antiguidade , escritores como Heródoto, Tucídides, Estrabão e outras já salientavam o papel relevante dos fenícios como intermediários na divulgação de técnicas e de ideias. Para o geógrafo Estrabão, por exemplo, os fenícios seriam a fonte utilizada para compor as rotas constantes da Odisseia.
De outro lado, os fenícios diferenciam-se por terem constituído, não um Estado unificado, mas uma cultura peculiar, subordinada a traços comuns de língua, religião, tendências, interesses e uma mentalidade pragmática característica, estivessem ele em Sídon ou na Sicília.
Os fenícios eram semitas pertencentes ao ramo dos cananeus. Sua origem é praticamente desconhecida, mas, certamente, não eram autócnes. Segundo Heródoto, teriam vindo do oceano Índico. É provável que tenham emigrado da região compreendida entre o mar morto e o mar vermelho, mas ainda hoje é esse um ponto discutível. Denominavam a região onde se estabeleceram, na Síria, de Canaã. Entre si denominavam-se cananeus – apesar de terem desenvolvido um tipo de vida totalmente diverso do dos cananeus do interior – e sidonianos. Esses termos são encontrados nos documentos fenícios, assírios, no velho testamento e o mesmo em passagens de Homero. A designação de fenícios foi lhes atribuída pelos gregos micênicos, que estabeleceram contatos comerciais com Canaã, por volta do fim do II milênio. Originalmente a palavra expressava uma tonalidade avermelhada, que os gregos acreditavam ver na pele dos fenícios.

Localização


A fenícia correspondia à maior parte do litoral do Líbano atual. Ao sul, seus limites alcançavam o monte Carmelo, e, em algumas ocasiões, até mesmo Dor ou Jaffa; na região norte limitavam-se com o território da cidade de Árado; a leste com a cadeia do Líbano e a oeste com o mar. Essa posição geográfica, nas proximidades de importantes áreas de civilização, o pequeno território de que dispunha para a agricultura, a costa acidentada e a presença de grande quantidade de madeira na região montanhosa determinaram, em parte, o rumo tomado pelo seu desenvolvimento histórico – voltado para o mar, sujeito às dominações políticas de grandes potências, sem unificação política e economicamente baseado no comércio e na indústria.

Economia e expansão marítima


A agricultura e a pecuária eram importantes para a sobrevivência dos fenícios, mas suas principais atividades econômicas se concentravam no comércio e no artesanato. Com as excelentes madeiras de suas florestas, construíam navios. Fabricavam jóias de âmbar, ouro, prata e marfim. Produziam o vidro transparente e descobriram a púrpura, matéria corante vermelho- escuro que usavam para tingir tecidos. Essas manufaturas, bem como suas madeiras, eram comerciadas do mar Negro até o Egeu.
Os fenícios eram exímios navegadores, em função de suas atividades comerciais. Em suas viagens, orientavam-se durante o dia pelo sol e durante a noite pela Ursa Maior. Utilizavam em seus barcos a combinação de remos e velas, o que lhes proporcionava maior velocidade. Comerciavam todas as "mercadorias" imagináveis (inclusive escravos) e isso fez com que navegassem a lugares muito distantes para a época.
Os comerciantes de Tiro chegaram à ilha de Malta, onde estabeleceram uma de suas principais bases. Fundaram colônias desde a Sicília até o estreito de Gibraltar, destacando-se Cartago. Adotavam três sistemas para o estabelecimento de bases comerciais: simples entrepostos, associação com outros povos e colônias de dominação.
Segundo Herótodo, esse povo foi o primeiro a contornar o continente africano, a serviço do faraó Necao.

Cultura e Religião


A constante presença de potências estrangeiras na vida cultural da Fenícia parece Ter sido a causa de sua pouca originalidade: as sepulturas fenícias, por exemplo, eram decoradas com motivos egípcios ou mesopotâmicos. Apesar de serem mais habilidosos que criativos, foram encontradas, na biblioteca de Ugarit, pequenas tábuas de argila contendo documentos administrativos, cânticos religiosos, hinos e textos mitológicos que trouxeram maiores informações sobre as crenças religiosas desse povo.
Os fenícios erguiam altares nas partes mais altas de suas cidades para sacrificar pequenos animais em oferenda aos deuses. Esses deuses representavam fenômenos da Natureza: El dagon representavam os rios e anunciava as chuvas: Baal era o deus das alturas, tempestades e raios: Ayan e Anat, filhos de Baal, representavam as águas subterrâneas e a guerra, respectivamente. Os fenícios tinham deuses comuns, embora com nomes diferentes em cada local; por exemplo, na cidade de Tiro Baal era demoninado Melgart.
Como comerciantes, os fenícios desenvolveram o espírito prático. Para facilitar os registros necessários aos seus negócios, criaram, a partir, principalmente, dos cuneiformes mesopot6amicos e da escrita egípcia, um novo sistema de escrita, muito mais simples e prático. Era uma escrita fonética e serviu de base para o alfabeto grego e, posteriormente, para o alfabeto atual.



Nenhum comentário:

Sobre os Annales: Marc Bloch e Lucian Febvre.

A revista dos Annales foi fundada em 1929 tendo como principais mentores Marc Bloch e Lucian Febvre. A revista se consagrou conjuntamente c...