Desde o nascimento, o ser humano apresenta características sexuais externas e internas. As características sexuais externas são chamadas características sexuais primárias.
O período de transição entre a infância e a vida adulta é chamado de adolescência.
A adolescência é o conjunto das modificações físicas
e das alterações comportamentais e emocionais que
ocorrem no período entre a infância e a vida adulta.
Mas quando ela inicia? O marco inicial da adolescência
está relacionado com o início da puberdade, período
em que os hormônios desencadeiam várias mudanças
corporais.
A entrada na adolescência ocorre de maneira lenta e gradual, variando muito entre as pessoas, e não tem um tempo determinado para começar ou terminar. É uma fase geralmente caracterizada por dúvidas e conflitos.
O conceito atribuído à adolescência é bastante amplo e envolve não apenas transformações físicas e fisiológicas, mas também comportamentais, influenciadas por elementos culturais que variam nas diversas sociedades e sofrem mudanças com o passar do tempo.
Na adolescência passamos por questões que envolvem ora a vida adulta,
ora a vida infantil: há necessidade da liberdade e da responsabilidade do mundo dos adultos, mas ainda existe o medo de deixar a infância e assumir riscos.
Sentimos necessidade de nos diferenciar, de construir a própria identidade, diferente da identidade dos pais e da família, mas existem conflitos sobre como
conviver com algumas diferenças apresentadas por outras pessoas ou outros
grupos de adolescentes.
Durante a adolescência ocorrem mudanças físicas e fisiológicas, responsáveis pelo amadurecimento dos órgãos do sistema genital e pelo aparecimento
de diferenças mais acentuadas entre os sexos, as chamadas características
sexuais secundárias, que caracterizam a puberdade.
A puberdade indica que o organismo em breve estará apto para a reprodução.
É uma fase da adolescência que se manifesta de maneira diferente nos
meninos e nas meninas. O seu início pode variar muito de uma pessoa para
outra, podendo ocorrer, em média, entre os 9 e os 15 anos para o sexo feminino
e entre os 10 e os 14 anos para o sexo masculino.
A puberdade pode iniciar entre 8 e 14 anos e terminar
entre 18 e 21 anos de idade. Isso varia de uma pessoa para
a outra dependendo de diversos fatores, como características genéticas e hábitos de vida (por exemplo, alimentação,
sono e prática de atividades físicas).
Cada pessoa tem um jeito
próprio de se desenvolver e é bastante comum encontrar diferenças no desenvolvimento de adolescentes da mesma idade.
A adolescência não tem um período demarcado de início e término,
porque engloba, além das transformações físicas da puberdade, o desenvolvimento emocional e social do jovem.
A definição de adolescência também sofre influência do momento
histórico e do contexto social e cultural de uma comunidade. Por isso,
a adolescência pode ser interpretada de maneiras diferentes quanto à
aquisição de autonomia, responsabilidades e outros aspectos.
Diferentemente dos outros animais, o amadurecimento sexual nos seres
humanos é marcado por questões de natureza cultural e psicológica e não
apenas biológica. As mudanças que ocorrem no corpo e a interação com outras
pessoas podem trazer sentimentos muitas vezes contraditórios.
No Brasil, a legislação considera que uma pessoa é adulta a partir
dos 18 anos de idade. No entanto, na cultura de alguns povos indígenas
brasileiros, por exemplo, um jovem com idade próxima dos 12 ou 13 anos
costuma passar por um ritual de passagem de fase e já começa a desempenhar tarefas de adultos.
Diversidade sexual: respeito acima de tudo
A sexualidade humana difere da
dos outros animais por envolver aspectos que vão além dos biológicos,
envolvendo também dimensões sociais e psicológicas.
A necessidade de corresponder a
um padrão de comportamento social
já levou e ainda leva várias pessoas
a muito sofrimento, por não se senti
rem aceitas pelos grupos sociais (es
cola, família, igreja, clube social, etc.)
dos quais fazem parte. No entanto, aos poucos, a sociedade contemporânea tem assumido
que existem diversas formas de expressão da sexualidade humana e todas elas devem ser
igualmente respeitadas, não existindo um padrão de comportamento que deva ser seguido
por todos.
Gradativamente estamos substituindo o conceito de normalidade pelo conceito de pluralidade. Nesse processo de transição que vivemos, é comum termos muitas dúvidas, sentirmos medo e vergonha de expor nossos sentimentos e presenciamos, ainda, atitudes de
discriminação, muitas vezes de maneira violenta.
Infelizmente, no Brasil, a discriminação e o
preconceito têm sido apontados como algumas das principais causas de evasão (abandono)
escolar por jovens que se sentem alvo de preconceito e discriminação por expressarem sua
sexualidade de uma forma diversa da da maioria, embora a Constituição brasileira vede qual
quer tipo de discriminação.
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