terça-feira, 4 de agosto de 2026

Os hormônios, o sistema nervoso e a puberdade

A puberdade está diretamente associada à produção de determinados hormônios, que são substâncias químicas produzidas por alguns órgãos do corpo humano que podem inibir ou induzir a atividade de outros órgãos. Isso quer dizer que os hormônios são substâncias reguladoras do crescimento, do metabolismo, da reprodução e do desenvolvimento do corpo humano.
O que desencadeia as mudanças da puberdade são os hormônios, substâncias produzidas pelas glândulas endócrinas, órgãos responsáveis por produzir e liberar os hormônios na corrente sanguínea. As glândulas endócrinas encontram-se em diferentes regiões do corpo humano e formam o sistema endócrino. 
Os hormônios são produzidos em órgãos chamados glândulas endócrinas e são liberados na corrente sanguínea, por onde circularão até chegar às regiões do corpo onde terão efeito. O conjunto das glândulas constitui o sistema endócrino.

O sistema endócrino, em conjunto com o sistema nervoso, é responsável pela manutenção do equilíbrio interno do corpo e atua coordenando e controlando diversas funções do organismo. Além disso, o sistema endócrino é responsável pela regulação de processos como crescimento, desenvolvimento e metabolismo.
As principais glândulas do sistema endócrino são: o hipotálamo, a hipófise, as glândulas tireóideas, as glândulas paratireóideas, as glândulas suprarrenais (adrenais), o timo, o pâncreas, os ovários e os testículos.
Cada glândula endócrina pode produzir um ou mais tipos específicos de hormônio, que atuam em diferentes funções e atividades do corpo humano. 
Ao serem liberados na corrente sanguínea, os hormônios são transporta dos para todo o corpo, mas somente vão atuar nas células com receptores específicos, localizados na membrana plasmática. Isso significa que cada hormônio é reconhecido por um tipo de receptor, capaz de se ligar a ele. 
Várias funções do organismo são controladas por hormônios, como: o crescimento corporal, a eliminação ou a retenção de água no corpo, o controle dos níveis de glicose e de sais minerais no sangue, a absorção de nutrientes, a regulação do sono e as alterações das características corporais durante a puberdade.
Em uma região do encéfalo encontra-se o hipotálamo, que faz a integração entre o sistema endócrino e o sistema nervoso. Ele pertence ao sistema nervoso, mas também produz hormônios e, por isso, pode ser considerado parte do sistema endócrino. 
O hipotálamo pode inibir ou estimular a liberação de hormônios pela hipófise, localizada na mesma região do encéfalo. A hipófise é uma glândula endócrina que regula a produção de hormônios de outras glândulas.


Hipotálamo 

O hipotálamo localiza-se no cérebro (órgão do sistema nervoso central) e faz a maior parte da integração entre o sistema nervoso e o sistema endócrino. Os hormônios produzidos no hipotálamo atuam sobre outra glândula endócrina, a hipófise. 
Dessa maneira, o hipotálamo tem um papel fundamental no controle do equilíbrio interno do corpo, pois sua ação estende-se por muitos órgãos, como num efeito dominó. O hipotálamo também produz hormônios que são armazenados e liberados pela hipófise, mas que atuam na regulação de outros órgãos e tecidos. São eles: 
• a ocitocina, que estimula as contrações do útero na hora do parto e a liberação de leite durante a amamentação; 
• o hormônio antidiurético (ADH), que, nos rins, regula a retenção da água no organismo.

Hipófise

A glândula hipófise localiza-se abaixo do hipotálamo, na base do cérebro. Tem massa de 0,5 g a 1 g e o tamanho de uma ervilha. Essa glândula produz e libera vários hormônios, sob o comando do hipotálamo. Sua atividade pode ser inibida ou estimulada, dependendo das informações vindas do sistema nervoso. Os hormônios produzidos pela hipófise podem atuar sobre outras glândulas endócrinas ou diretamente em células e órgãos. 

Os estímulos do ambiente, que são detectados pelo sistema nervoso, desencadeiam a liberação de hormônios pelas glândulas. Um exemplo é a adrenalina, hormônio liberado pelas glândulas suprarrenais (adrenais). Quando levamos um susto, o sistema nervoso estimula a liberação desse hormônio, que provoca o aumento dos batimentos cardíacos e do ritmo da respiração, entre outros efeitos, preparando o corpo para uma possível fuga.
O estrogênio, a progesterona e a testosterona são conhecidos como hormônios sexuais. A liberação dos hormônios sexuais na puberdade acontece de acordo com uma sequência de eventos. O hipotálamo produz um hormônio que estimula a glândula hipófise; esta última, por sua vez, libera hormônios que estimulam as glândulas sexuais (testículos e ovários). 
Os hormônios produzidos pelos testículos e ovários desencadeiam as mudanças corporais características da puberdade. Essas mudanças são, principalmente: crescimento corporal, aparecimento de pelos em diversas áreas do corpo, aumento das mamas (nas meninas), aumento da massa corporal, alteração na voz (nos meninos), entre outras. 
Esses aspectos, que caracterizam a forma corporal feminina e masculina, são chamados de caracteres sexuais secundários. Além dessas características, a ação dos hormônios sexuais estimula a produção dos gametas nos sistemas genitais masculino e feminino.


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