Desde o processo de independência das colônias europeias na América Latina, no século XIX, houve vários projetos e tentativas de integração entre as nações latino-americanas, sobretudo no que se refere aos aspectos culturais e econômicos.
Esses projetos, em sua maioria, acabaram não sendo levados adiante, o que causou certo isolamento, principalmente do Brasil em relação aos países de colonização espanhola. Na realidade, ainda hoje, boa parte das nações latino-americanas mantém relações comerciais e econômicas mais estreitas com países da Europa e da Ásia e com os Estados Unidos do que com seus vizinhos.
Por outro lado, organizações internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) indicam que a integração regional seria, para essas nações, uma saída da estagnação econômica em que se encontram.
É com base nesses indicativos que, nas últimas décadas, vêm ganhando impulso algumas iniciativas de integração regional, com o estabelecimento de acordos, alianças e pactos de cooperação econômica e polí tica. Entre elas, destacam-se as do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da Aliança do Pacífico, que têm ampliado as relações políticas e comerciais entre alguns países latino-americanos.
Mercosul
Em vigor desde 1991, o Mercosul é um bloco econômico constituído por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (esta última na condição de membro suspenso). Todos os demais países sul-americanos fazem parte do Mercosul na condição de membros associados, e a Bolívia se encontra na condição de membro associado em adesão. A constituição do Mercosul insere-se em um amplo processo de formação e consolidação de espaços econômicos, por meio dos quais os países buscam ampliar as relações comerciais e, assim, acelerar o próprio crescimento econômico.
Na prática, o Mercosul ainda é somente uma união aduaneira, ou seja, os membros desse bloco formam uma área de livre comércio, na qual são eliminadas as tari fas alfandegárias, à exceção das provenientes de alguns setores estratégicos, como informática e telecomunicações. Além disso, os países-membros praticam uma Tarifa Externa Comum (TEC) sobre os produtos importados das demais nações.
A demora na formação completa do Mercosul deve-se, principalmente, às grandes diferenças socioeconômicas entre os países que compõem o bloco.
Para resolver esse problema, os países precisam de determinados critérios que os levem ao controle inflacionário, à adequação das legislações trabalhistas e à de finição de uma política salarial comum, entre outras medidas que exigem certo tempo para serem efetivadas. Existem grandes contrastes socioeconômicos entre os países-membros do Mercosul.
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