segunda-feira, 2 de março de 2026

GUIANAS

As Guianas apresentam composição étnico-cultural complexa. Escravizados africanos e imigrantes chineses, indonésios e indianos juntaram-se a povos indígenas, ingleses, holandeses e fran ceses, contribuindo para a formação de sociedades com ampla variedade étnica, linguística e religiosa.
A Guiana Francesa é um depar tamento ultramar da França, com cerca de 90% de seu território coberto por florestas. A economia baseia-se na extra ção de madeira, especialmente pau-rosa, usado na produção de perfumes, e na atividade pesqueira. As principais relações comerciais ocorrem quase exclusivamente com a França.
O Suriname, antiga Guiana holandesa, conquistou sua independência em 1955. Atualmente, o ouro é o principal metal extraído no país, e a agricultura apoia-se no cultivo de arroz, café e cana-de-açúcar.
A Guiana, antiga colônia inglesa que se tornou independente em 1966, é o país da região que mais se destaca na exploração e produção de recursos minerais, com destaque para a bauxita. Em 2020, a mineração representava aproximadamente 30% do PIB do país. Os principais produtos agrícolas são cana-de-açúcar, algodão e arroz.
Em 2015, importantes jazidas de petróleo foram descobertas em alto-mar no espaço terri torial da Guiana. A exploração dessas jazidas, cujas reservas são estimadas em quase 11 bilhões de barris, teve início em 2020. Nesse mesmo ano, as receitas obtidas com o petróleo somaram mais de 185 milhões de dólares.
A tendência é que a exploração petrolífera aumente nos próximos anos, permitindo a produ ção de 1 milhão de barris ao dia até 2025. Para atingir essa meta, a Guiana estabeleceu parcerias com grandes empresas estadunidenses e chinesas, pois não possui a tecnologia necessária para a extração do petróleo em plataformas.
O interesse pelo petróleo na Guiana, que tem potencial para se tornar uma das maiores produtoras da América do Sul, tem gerado algumas preocupações:

- garantia da soberania do país com a exploração do recurso, por causa da influência crescente de investidores estrangeiros no setor;
- melhoria efetiva nas condições de vida da população com a renda gerada pelo petróleo – já que boa parte dela vai para as empresas parceiras;
- riscos ambientais decorrentes do aumento da emissão dos gases de efeito estufa e da perfuração de poços profundos, que afetam os ecossistemas marinhos;
- o retorno das tensões com a Venezuela que, retomou as reivindicações pela região do Essequibo, que corresponde a dois terços da Guiana e de suas águas territoriais.




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