O Panamá localiza-se onde o istmo da América Central se junta à América do Sul. Seu território é cortado pelo Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico e por onde passam mais de 13 mil embarcações anualmente.
Durante o século XVI, os exploradores europeus já tinham interesse em encurtar os caminhos entre o Atlântico e o Pacífico. Em 1523, o rei Charles V (1500-1558) solicitou estudos para a construção de um canal no istmo do Panamá, mas nenhum projeto foi realizado.
Séculos depois, em 1879, a Colômbia – que manteve a posse do território panamenho até 1903 – autorizou a França a iniciar as obras de abertura de um canal, mas o empreendimento foi à falência dez anos depois.
Uma rebelião incentivada pelos Estados Unidos em 1903 levou o Panamá a se separar da Colômbia, proclamando sua independência. No mesmo ano, os Estados Unidos obtiveram do governo panamenho o direito de retomar as obras de construção do canal, que foi inaugurado em 1914.
Em troca do controle perpétuo da zona do canal, o governo estadunidense pagava uma quantia anual ao Panamá. No entanto, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), cresceu a tensão interna contra a presença estadunidense no país.
Somente em 1977 foi assinado um acordo entre Panamá e Estados Unidos, garantindo que o canal e suas instalações passariam ao controle panamenho no ano 2000, o que efetivamente aconteceu. Mas o acordo reserva aos Estados Unidos o direito de intervir na zona do canal, caso a livre navegação seja ameaçada.
Para que a obra de construção do canal fosse bem-su cedida, foi necessário construir o Lago Gatún, situado 25 metros acima do nível do mar, e várias eclusas que represam água dentro de grandes tanques e permitem que os navios vindos do Atlântico alcancem o Pacífico.
Atualmente, o Canal do Panamá ocupa posição de destaque no cenário internacional, movimentando 3,5% do comércio marítimo mundial e conectando mais de 140 rotas que ligam 1 700 portos em 160 países.
A ampliação entregue em 2016 permite que porta-con têineres maiores circulem na região. A capacidade máxima dos navios passou de 5 mil para 14 mil contêineres, reduzindo o custo final dos produtos transportados e confirmando a importância estratégica dessa obra, em uma travessia que pode ser feita entre oito e dez horas.
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