Os primeiros vertebrados que conquistaram o ambiente terrestre foram os
anfíbios. Eles evoluíram a partir de um grupo de peixes sem representantes
na fauna atual. Esses peixes tinham nadadeiras pares especiais que lhes permitiam ficar apoiados sobre o fundo.
Além desse tipo especial de nadadeira,
eles tinham pulmão. Desse modo, podiam respirar o gás oxigênio do ar na
dando até a superfície ou, quando em águas rasas, elevando a cabeça para
fora da água, apoiados nas nadadeiras.
O termo anfíbio (anfi = duas; bio = vida) deriva do fato de que muitos
desses animais passam uma fase do ciclo de vida na água e outra
fase no ambiente terrestre. Embora isso ocorra em várias espécies
de anfíbios, há enorme diversidade de modos de reprodução nesse
grupo, com representantes que têm fecundação interna e desenvolvimento direto. No entanto, os anfíbios ainda estão restritos
a ambientes úmidos, salvo algumas exceções, e muitas de suas
espécies dependem da água para a reprodução.
Animais com essas características podiam explorar um novo ambiente
com menor competição por alimento e menor número de predadores que
o ambiente aquático. Nessa época, os únicos animais terrestres eram os
invertebrados; por exemplo, os insetos.
Os anfíbios foram os primeiros animais vertebrados a conquistar o ambiente terrestre. O lugar para a reprodução dos anfíbios varia entre as espécies. Na maioria dos casos, o acasalamento acontece na água. Pode ser uma poça transi tória, formada após uma chuva, um rio, lago, açude, ou na água acumulada em plantas como as bromélias. Há também os que procriam na terra, desde que seja bem úmida.
Existem várias espécies de anfíbios em que os machos ou as
fêmeas cuidam dos ovos e/ou das larvas, vigiando-os, construindo
“ninhos” onde os ovos são depositados ou adotando outros comportamentos que garantam o desenvolvimento da prole.
O coaxar do sapo macho faz parte do ritual “pré-nupcial”. A fêmea, em seu período fértil, é atraída pelo parceiro sexual por meio de seu coaxar e seu canto, que varia de acordo com a espécie. A maioria deles tem dois ou três tipos de vocalização. Além do canto nupcial (que atrai parceiras), há os cantos de advertência, com os quais o macho defende seu território da aproximação de outros machos.
A fêmea, com o corpo cheio de óvulos, é agarrada pelo macho em um
forte “abraço”, até que lance seus gametas, isto é, seus óvulos, na água.
Então, o macho lança seus espermatozoides sobre esses óvulos, fecundando-os. Há, portanto, fecundação externa.
O desenvolvimento do óvulo fecundado ocorre também na água. Nos
numerosos ovos, protegidos por uma grossa camada de substância gelatinosa, que geralmente se prende às plantas aquáticas, as células vão se
dividindo e formando embriões. Os ovos fecundados eclodem e as larvas,
denominadas girinos, vivem e crescem na água até realizarem a metamorfose para a forma adulta.
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