Existem plantas que se reproduzem por meio de sementes mas
não apresentam flores nem formam frutos.
Na história da evolução das plantas, as sementes apare ceram pela primeira vez nas gimnospermas (do grego gymnos = nu, despido e sperma = semente). As sementes contêm um embrião e uma reserva nutritiva, a qual sustenta o embrião nas etapas iniciais de seu desenvolvimento.
As gimnospermas apresentam vasos condutores, e a maioria das espécies tem caule do tipo lenhoso, ou seja, que forma madeira. Por isso, algumas espécies desse grupo atingem dezenas de metros de altura, ficando entre os maiores organismos vivos do planeta.
Um exemplo é o pinheiro-do-paraná ou araucária. Suas estruturas
reprodutivas, denominadas estróbilos, são diferentes nas plantas
masculinas e nas femininas. Nos estróbilos das plantas masculinas,
forma-se pólen, que é constituído de pequeninas estruturas aproximadamente esféricas (grãos de pólen), que contêm os gametas
masculinos. Quando essas plantas liberam o pólen, este é levado
pelo vento e atinge os estróbilos das plantas femininas (conhecidos
popularmente como pinhas). Esse acontecimento é a polinização.
Em seguida, ocorre a fertilização, ou fecundação, que é o encontro
dos gametas masculinos (que vieram no pólen) com os gametas
femininos (que estavam na pinha), formando zigotos.
Após a polinização e a fecundação, vão se originar as sementes
de araucária, costumeiramente chamadas de pinhões. Cada semente
contém um embrião que se originou de um zigoto. Essas sementes,
que não ficam abrigadas dentro de frutos, após caírem no chão podem germinar e produzir novas araucárias.
A araucária pertence ao grupo das gimnospermas, plantas que se
reproduzem por sementes, mas não exibem flores nem produzem
frutos. Outros exemplos de gimnospermas são os cedros, os pínus
(pinheiros), os ciprestes, as sequoias e as cicas.
Muitas espécies de gimnospermas foram introduzidas no Brasil como plantas ornamentais ou por seu valor econômico. No país, há apenas 22 espécies de gimnospermas nativas. A araucária, ou pinheiro-do-paraná, é a mais conhecida delas.
REPRODUÇÃO
Nas gimnospermas, a fase duradoura do ciclo de vida é o
esporófito, que corresponde à parte visível da planta. O gametófito é muito reduzido e se desenvolve no interior dos estróbilos,
estruturas de reprodução. Os estróbilos podem ser masculinos
ou femininos.
Na maioria das espécies atuais, os estróbilos têm
a forma de cone e são popularmente chamados de pinhas.
DIVERSIDADE DE GIMNOSPERMAS
Os quatro principais grupos de gimnospermas atuais são as
coníferas, as cicadófitas, as ginkgófitas e as gnetófitas.
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