Entre os animais, para que haja reprodução sexuada é necessário o acasalamento, um comportamento de união entre macho e fêmea que diz respeito à forma de escolha dos parceiros e à cópula. Ao escolher um parceiro, alguns animais constituem uma união duradoura e outros, uniões temporárias.
Nos animais que são monogâmicos, a relação entre um macho e uma fêmea dura até que os filhotes não precisem mais de cuidados ou que um dos parceiros morra.
Nesse tipo de relação aumentam as chances de sobrevivência dos filhotes por causa do cuidado parental. É muito comum entre as aves que tanto o macho quanto a fêmea cuidem dos ovos e alimentem os filhotes, diferentemente dos mamíferos, cuja tarefa geralmente fica com a fêmea.
Há espécies, entretanto, em que um mesmo macho acasala com muitas fêmeas e sua participação no processo se restringe ao fornecimento de células reprodutoras masculinas para a fecundação. Chamamos esse sistema de poliginia.
É o que ocorre com o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura). Em outros casos, é a fêmea que acasala com mais de um macho (poliandria) e o macho fica responsável pelo cuidado com a prole, como o falaropo-de-bico-grosso (Phalaropus fulicarius) e a jaçanã (Jacana jacana).
Há também espécies em que tanto machos quanto fêmeas acasalam mais de uma vez com diferentes parceiros (promiscuidade). É muito comum em bovinos e em animais de estimação, como gato e cachorro.
De maneira geral, é a fêmea que escolhe o parceiro com
base em atributos como coloração, ornamentos ou com
portamentos como luta, dança, liberação de odores, sinais
sonoros e oferecimento de recursos como território e alimentação. Esses atributos podem indicar que os machos
são saudáveis, o que possibilita maior chance de sobrevivência dos filhotes.
Dimorfismo sexual
O dimorfismo sexual, condição em que machos e fêmeas são morfologicamente diferentes um do outro, é muito comum entre alguns grupos de animais.
Entre as aves, por exemplo, não é raro que os machos sejam mais vistosos, com
penas, papos ou cristas maiores ou mais coloridos. São distinções que auxiliam
na competição por uma fêmea. O macho do pavão, por exemplo, tem uma plumagem colorida e exuberante, diferente da fêmea, que é acinzentada.
Dimorfismo sexual é menos evidente em espécies monogâmicas, cujas
características morfológicas evoluíram de maneira semelhante.
Rituais de corte
Aves
As aves praticam diversos rituais de corte, executados antes do acasalamento (cruzamento), quando o macho tenta atrair a fêmea com cantos específicos,
posturas corporais, construção de ninhos etc.
A fecundação das aves é interna. Na maioria das espécies de aves, os machos não têm órgão copulador (pênis). Eles depositam os espermatozoides na
fêmea juntando as aberturas das cloacas (órgão por onde as aves e outros ani
mais eliminam fezes, urina e põem ovos) durante o cruzamento.
Os ovos das aves são ricos em vitelo (substância nutritiva que alimenta o
embrião) e protegidos por uma casca onde ocorrem trocas gasosas. Dentro
dos ovos, os embriões completam seu desenvolvimento. Durante a incubação,
o macho, a fêmea ou ambos, em rodízio, assentam-se sobre o ovo, e o calor do
corpo deles ajuda a manter a temperatura adequada. O tempo de incubação
varia entre as espécies (de 10 a 80 dias). Após o desenvolvimento do embrião,
ocorre a eclosão (quebra) dos ovos. As aves também liberam ovos não fecundados, chamados ovos não galados.
Anfíbios
Entre os anuros (sapos, rãs e pererecas) é muito comum o canto nupcial:
sons emitidos durante o período de reprodução. Em geral, são os machos que
emitem sons para atrair as fêmeas.
Depois de atraída a fêmea, o macho a agarra em um forte abraço, chama
do amplexo.
Nesse momento, ela libera ovócitos na água e o macho deposita
seus espermatozoides sobre eles, fecundando-os (fecundação externa). Os
óvulos fecundados transformam-se em ovos com embrião. De modo geral,
os ovos são numerosos, protegidos por uma substância gelatinosa e deles se
originam os girinos.
Mamíferos
Entre algumas espécies de mamíferos é comum que os machos lutem entre
si para decidir qual deles vai copular com a fêmea.
Os veados são mamíferos placentários, isso significa
que os embriões se fixam no revestimento interno do
útero pela placenta e por meio dela recebem nutrientes
e gás oxigênio diretamente do corpo materno.
Essa forma de reprodução, embora gere menor número de descendentes quando comparada aos demais
vertebrados, aumenta bastante sua probabilidade de sobrevivência, pois o útero materno oferece proteção ao
filhote em formação.
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