Judaísmo é o nome da religião dos hebreus, que foi o primeiro povo a crer em um único deus, Yahvé, adora do como criador de todo o Universo.
O livro que conta a trajetória do povo hebreu é chamado Torá e corresponde a uma parte da Bíblia, o Pentateuco, que com põe, com outros livros, o Antigo Testamento. A Torá é lida até hoje nas sinagogas, local de culto do judaísmo, onde é guardada cuidadosamente dentro de uma arca.
O líder religioso dos judeus chama-se rabino. Um símbolo importante do judaísmo é a estrela de Davi, de seis pontas, desenhada nos escudos dos guerreiros do rei Davi. Uma das festas religiosas mais tradicionais do calendário judaico é o Pessach (passagem), nome hebraico para a Páscoa. Nela se comemora a libertação dos hebreus do cativeiro egípcio, liderados por Moisés.
A Estrela de Davi Peça aos estudantes que pesquisem o significado da Estrela de Davi. Esta estrela era desenhada nos escudos dos guerreiros do rei Davi. Os dois triângulos superpostos representam o nome de Davi no alfabeto hebraico, mas eles só foram associados ao judaísmo em 1354, com o rei Carlos IV, que permitiu à comunidade judaica de Praga colocá-la em uma bandeira. A estrela foi usada e depois se difundiu para outros usos, como selos e carimbos dos judeus.
Jerusalém e o Muro das Lamentações
A cidade de Jerusalém foi, por mais de seis centos anos, a capital dos hebreus. É considerada um tesouro cultural da humanidade. Na Jerusalém atual, a parte interna das antigas muralhas é chamada Cidade Velha, e a parte de fora é conhecida como Cidade Nova. O templo construído por Salomão foi destruído e saqueado pelos babilônios em 587 a.C. Foi reconstruído em 516 a.C. e durou mais de meio milênio, quando os romanos o destruíram de vez, em 70 d.C., ao expulsarem os hebreus da região. O que restou do Templo de Salomão tornou-se local sagrado para os judeus e é conhecido como Muro das Lamentações.
No Muro das Lamentações, os judeus fazem orações, cerimônias e pedidos a Deus, escritos em bilhetes colocados entre suas pedras.
O passado presente
A terra prometida aos hebreus chamava-se Canaã, segundo o relato bíblico. Estima-se que os hebreus tenham se fixado na região por volta do século XX a.C., mas foi somente no século XI a.C. que surgiu o Reino de Israel, cujo primeiro rei foi Saul. Depois de muitas lutas e perseguições, em 70 d.C., os hebreus foram expulsos da Palestina, que era província do Império Romano. Assim, esse povo se espalhou por vários continentes. No século XX, os judeus sofreram a maior perseguição de todos os tempos, movida por uma ditadura surgida na Alemanha – o nazismo – que os considerava inimigos.
A terra prometida aos hebreus chamava-se Canaã, segundo o relato bíblico. Estima-se que os hebreus tenham se fixado na região por volta do século XX a.C., mas foi somente no século XI a.C. que surgiu o Reino de Israel, cujo primeiro rei foi Saul. Depois de muitas lutas e perseguições, em 70 d.C., os hebreus foram expulsos da Palestina, que era província do Império Romano. Assim, esse povo se espalhou por vários continentes. No século XX, os judeus sofreram a maior perseguição de todos os tempos, movida por uma ditadura surgida na Alemanha – o nazismo – que os considerava inimigos.
Cerca de 6 milhões de judeus europeus foram mortos pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, os sobreviventes migraram em massa para a Palestina, empenhados em construir um Es tado judaico. Nessa época, a região era habitada, principalmente, por povos árabes de religião muçulmana e pertencia ao Império Britânico. Com o apoio dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, a Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu criar dois Estados na região: um judeu e um árabe. Este último não saiu do papel.
O Estado de Israel foi criado em 1948, contrariando a oposição dos países árabes no Oriente Médio. Desde então, a região é palco permanente de conflito entre os países árabes e o israelense. A população palestina de origem árabe vive refugiada nos países próximos ou mesmo em Israel. Os palestinos não têm um país para eles. Vários acampamentos palestinos ou de guerrilheiros anti-israelenses são bombardeados pelo Estado de Israel, um dos mais militarizados do mundo.
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