terça-feira, 4 de agosto de 2026

Adolescência, puberdade e sexualidade

Desde o nascimento, o ser humano apresenta características sexuais externas e internas. As características sexuais externas são chamadas características sexuais primárias.
O período de transição entre a infância e a vida adulta é chamado de adolescência. 
A palavra adolescência vem do latim adolescere, que significa “brotar”, “crescer”. Antes de prosseguirmos, porém, devemos ter em mente que adolescência é diferente de puberdade. Quando falamos de puberdade, estamos nos referindo ao conjunto de transformações físicas que meninas e meninos sofrem e que os preparam para a idade adulta. A puberdade marca o início da adolescência. 
A adolescência é o conjunto das modificações físicas e das alterações comportamentais e emocionais que ocorrem no período entre a infância e a vida adulta. Mas quando ela inicia? O marco inicial da adolescência está relacionado com o início da puberdade, período em que os hormônios desencadeiam várias mudanças corporais.
A entrada na adolescência ocorre de maneira lenta e gradual, variando muito entre as pessoas, e não tem um tempo determinado para começar ou terminar. É uma fase geralmente caracterizada por dúvidas e conflitos.
O conceito atribuído à adolescência é bastante amplo e envolve não apenas transformações físicas e fisiológicas, mas também comportamentais, influenciadas por elementos culturais que variam nas diversas sociedades e sofrem mudanças com o passar do tempo.
Até a Idade Média, não existia sequer o conceito de infância: as crianças eram vistas como adultos em miniatura. Foi só a partir da instituição da escola – a cargo da Igreja – que se passou a considerar a infância uma fase diferente da idade adulta.
A adolescência só começou a ser percebida como tal bem mais tarde, entre os séculos XIX e XX, com o desenvolvimento da Psicologia, que passou a estudar os aspectos emocionais associados às mudanças físicas iniciadas na puberdade. Em 1904, o psicólogo estadunidense G. Stanley Hall publicou o livro Adolescence, no qual descrevia uma fase da vida que se estendia dos 12 aos 18 anos de idade, e que incluía mudanças físicas e a maturação emocional que a elas se seguia. Essa obra foi importante por propor que a transição emocional entre a infância e a idade adulta durava mais do que se pensava.
Desde que o adolescente passou a ser visto como tal, os desafios que ele enfrenta são profundamente marcados por sua época. Em geral, os pais têm experiências de adolescência bem diversas das dos filhos. Hoje, os desafios enfrentados pelo adolescente estão relacionados à manutenção de sua individualidade diante de uma sociedade voltada para o consumo: tecnológico, cultural, de identidade. É importante se sentir parte de uma “tribo”, um grupo com cujos ideais se possa identificar. 
A boa notícia é que hoje, mais do que em qualquer outra época, o adolescente tem a seu alcance informação de qualidade, seja na família, seja na escola, seja em outras instituições das quais ele possa vir a fazer parte (igreja, clube, etc.).
Na adolescência passamos por questões que envolvem ora a vida adulta, ora a vida infantil: há necessidade da liberdade e da responsabilidade do mundo dos adultos, mas ainda existe o medo de deixar a infância e assumir riscos. Sentimos necessidade de nos diferenciar, de construir a própria identidade, diferente da identidade dos pais e da família, mas existem conflitos sobre como conviver com algumas diferenças apresentadas por outras pessoas ou outros grupos de adolescentes.
Durante a adolescência ocorrem mudanças físicas e fisiológicas, responsáveis pelo amadurecimento dos órgãos do sistema genital e pelo aparecimento de diferenças mais acentuadas entre os sexos, as chamadas características sexuais secundárias, que caracterizam a puberdade. A puberdade indica que o organismo em breve estará apto para a reprodução. 
É uma fase da adolescência que se manifesta de maneira diferente nos meninos e nas meninas. O seu início pode variar muito de uma pessoa para outra, podendo ocorrer, em média, entre os 9 e os 15 anos para o sexo feminino e entre os 10 e os 14 anos para o sexo masculino. 
A puberdade pode iniciar entre 8 e 14 anos e terminar entre 18 e 21 anos de idade. Isso varia de uma pessoa para a outra dependendo de diversos fatores, como características genéticas e hábitos de vida (por exemplo, alimentação, sono e prática de atividades físicas). 
Durante a puberdade, as glândulas sudoríferas passam a produzir mais suor, cujo odor pode se intensificar. Além disso, a grande produção de hormônios estimula as glândulas sebáceas da pele (que produzem substâncias gordurosas), tornando a pele e os cabelos mais oleosos. 
A maior oleosidade da pele favorece o aparecimento de cravos e espinhas. Deve-se manter a pele limpa e não se deve espremer espinhas e cravos, para não espalhar a infecção. Com o tempo, as espinhas costumam desaparecer; mas, se persistirem ou piorarem muito, é aconselhável consultar um dermatologista. 
A acne é a formação de muitas espinhas, causada pela proliferação de bactérias nas glândulas sebáceas, que provocam uma inflamação no local.
É a partir da puberdade que o corpo se torna apto à realização de mais uma função: a reprodução. Cresce, assim, a responsabilidade pelos atos praticados, pois ter filhos deve ser uma decisão bem planejada. Conhecer o próprio corpo e como ele funciona ajuda a entender melhor como somos e a tomar decisões mais conscientes.
Cada pessoa tem um jeito próprio de se desenvolver e é bastante comum encontrar diferenças no desenvolvimento de adolescentes da mesma idade. 
A adolescência não tem um período demarcado de início e término, porque engloba, além das transformações físicas da puberdade, o desenvolvimento emocional e social do jovem. A definição de adolescência também sofre influência do momento histórico e do contexto social e cultural de uma comunidade. Por isso, a adolescência pode ser interpretada de maneiras diferentes quanto à aquisição de autonomia, responsabilidades e outros aspectos. 
Diferentemente dos outros animais, o amadurecimento sexual nos seres humanos é marcado por questões de natureza cultural e psicológica e não apenas biológica. As mudanças que ocorrem no corpo e a interação com outras pessoas podem trazer sentimentos muitas vezes contraditórios. 
No Brasil, a legislação considera que uma pessoa é adulta a partir dos 18 anos de idade. No entanto, na cultura de alguns povos indígenas brasileiros, por exemplo, um jovem com idade próxima dos 12 ou 13 anos costuma passar por um ritual de passagem de fase e já começa a desempenhar tarefas de adultos. 

Diversidade sexual: respeito acima de tudo 


A sexualidade humana difere da dos outros animais por envolver aspectos que vão além dos biológicos, envolvendo também dimensões sociais e psicológicas. 
A necessidade de corresponder a um padrão de comportamento social já levou e ainda leva várias pessoas a muito sofrimento, por não se sentirem aceitas pelos grupos sociais (es cola, família, igreja, clube social, etc.) dos quais fazem parte. No entanto, aos poucos, a sociedade contemporânea tem assumido que existem diversas formas de expressão da sexualidade humana e todas elas devem ser igualmente respeitadas, não existindo um padrão de comportamento que deva ser seguido por todos.
Gradativamente estamos substituindo o conceito de normalidade pelo conceito de pluralidade. Nesse processo de transição que vivemos, é comum termos muitas dúvidas, sentirmos medo e vergonha de expor nossos sentimentos e presenciamos, ainda, atitudes de discriminação, muitas vezes de maneira violenta. 
Infelizmente, no Brasil, a discriminação e o preconceito têm sido apontados como algumas das principais causas de evasão (abandono) escolar por jovens que se sentem alvo de preconceito e discriminação por expressarem sua sexualidade de uma forma diversa da da maioria, embora a Constituição brasileira vede qual quer tipo de discriminação.

Os diferentes significados da puberdade 


A importância e o significado da puberdade dependem da cultura de cada povo. Em algumas sociedades, ela marca a passagem da infância para a vida adulta. 
Entre os indígenas brasileiros do povo Kalapalo, por exemplo, há um ritual de passagem para as meninas que têm sua primeira menstruação. Elas são afastadas da aldeia e permanecem isoladas em um cômodo construído por seus pais especialmente para esse fim e, depois de um ano e meio a três anos, retornam ao convívio dos demais. A menina passa então a ser considerada mulher e está pronta para viver na comunidade. Outros povos indígenas têm diferentes rituais de passagem para a idade adulta, tanto para meninas quanto para meninos.

O papel dos hormônios 


Hormônios são substâncias produzidas por glândulas do organismo e que percorrem o corpo por meio do sangue, atuando nos órgãos e controlando o funcionamento deles. São vários os tipos de hormônios produzidos no corpo humano, mas vamos nos restringir aos hormônios sexuais. 
Na puberdade, a glândula hipófise começa a produzir as gonadotropinas (ou gonadotrofinas), hormônios que vão atuar sobre as gônadas – órgãos onde são formadas as células destinadas à reprodução sexuada: os gametas. As gonadotropinas são o hormônio folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). 
Na infância, as gônadas não produzem gametas, mas, no início da puberdade, estimuladas por esses hormônios, começam a desempenhar essa função. As gônadas femininas chamam-se ovários e as masculinas, testículos.
O ovário libera uma célula chamada ovócito II, que pode ser fecundada pelo gameta masculino, o espermatozoide. Nesse caso, quando o espermatozoide começa a penetrar o ovócito II, este completa sua diferenciação em óvulo e, logo em seguida, há a união dos núcleos do espermatozoide e do óvulo, dando origem ao zigoto. Tem início, a partir desse momento, o desenvolvimento do embrião. 
O processo de formação dos espermatozoides completa-se nos testículos. O espermatozoide é alongado e móvel, apresentando duas regiões: a cabeça e a cauda. A cabeça contém enzimas responsáveis pelo processo de penetração no ovócito II. A cauda é responsável pelo deslocamento da célula em meio líquido.
As gonadotropinas, além de estimular a produção de gametas, estimulam também as gônadas a produzirem os hormônios sexuais: a testosterona, no sexo masculino; os estrógenos e a progesterona, no sexo feminino. 
São os hormônios sexuais que desencadeiam o aparecimento das características físicas típicas dos sexos feminino e masculino, chamadas características sexuais secundárias. Esses hormônios sexuais também estimulam a produção de gametas.
No sexo masculino, a produção de gonadotropinas não varia muito com o tempo.
O sexo feminino, no entanto, apresenta um ciclo de produção de gonadotropinas que participa do ciclo menstrual. Em cada ciclo, em geral, ocorre a liberação de apenas um ovócito II. Além disso, a produção de gonadotropinas cessa quando a mulher atinge, aproximadamente, 50 a 55 anos, o que caracteriza a entrada na menopausa: a mulher não tem mais ciclos menstruais e não produz mais gametas.



Partenogênese

Em alguns animais é possível ocorrer o nascimento de um novo ser apenas com o desenvolvimento do óvulo, sem que haja para isso a fecundação pelo espermatozoide. Esse tipo de reprodução é conhecido como partenogênese, que quer dizer ‘origem virgem’. 
Vários grupos de animais podem se reproduzir por partenogênese, como pulgas-d’água, pulgões, abelhas, lagartos, salamandras, alguns peixes como o tubarão-martelo, entre outras espécies. 
Existem várias formas de partenogênese e duas delas são bastante conhecidas: a que ocorre em abelhas, em que os machos (zangões) são originados por partenogênese (de óvulos não fecundados); e a que ocorre em certos lagartos, em que as fêmeas produzem clones de si mesmas.

O desenvolvimento dos animais

Após a fecundação, inicia-se o desenvolvimento do organismo. O zigoto sofre divisões mitóticas e o embrião é formado. Os estágios iniciais do desenvolvimento podem ocorrer no interior do corpo da mãe ou fora dele.
Na formação do embrião, o desenvolvimento dos animais pode prosseguir de duas maneiras, listadas a seguir.  
• Desenvolvimento direto: os filhotes nascem semelhantes ao adulto. Isso acontece em mamíferos, répteis, aves, na maioria dos peixes e em alguns grupos de invertebrados. Nesse caso, os filhotes crescem e se desenvolvem até atingir a fase adulta. 
• Desenvolvimento indireto: os filhotes nascem diferentes da forma adulta e passam por transformações ao longo do ciclo de vida, até se tornarem adultos. Isso acontece, por exemplo, em alguns peixes, nos anfíbios e em diversos grupos de invertebrados.

No desenvolvimento indireto, durante as fases de vida, o animal pode ter diferenças nas estruturas corporais, nos hábitos de alimentação e de vida e até nos habitat que ocupa. Isso é o que ocorre, por exemplo, com as rãs e os sapos, que fazem parte do grupo dos anfíbios. Dos ovos desses animais, saem larvas chamadas de girinos, que em muitas espécies se desenvolvem na água. Os girinos têm cauda e respiram por brânquias. Com o passar do tempo, eles vão sofrendo transformações em um processo chamado de meta morfose. Nele, gradualmente eles perdem a cauda e surgem as pernas. 
A respiração vai se modificando com o desenvolvimento de pulmões e da capacidade de respirar através da pele, enquanto ocorre a regres são das brânquias. A estrutura da boca e a alimentação também se modificam. Depois de todas essas transformações, se tornam adultos. 
Em outros animais com desenvolvimento indireto, a transformação das larvas em adultos também recebe o nome de metamorfose. É o caso de diversos insetos, crustáceos e moluscos. O número de fases larvais e as mudanças durante o desenvolvimento podem variar entre as espécies. 
No caso das borboletas, por exemplo, a metamorfose tem três fases principais. A larva que sai do ovo é muito diferente do adulto; ela se ali menta e cresce durante um tempo. Depois, na fase de pupa, entra em um casulo e dele emerge com as características do adulto. 
Os gafanhotos, por sua vez, saem dos ovos parecidos com o adulto, em uma fase chamada de ninfa. As ninfas passam por algumas trans formações, como o desenvolvimento das asas, até se tornarem adultos. 

Animais ovíparos

Quando o embrião se desenvolve fora do corpo da mãe, mas dentro de um ovo, dizemos que o animal é ovíparo. Alguns animais ovíparos depositam seus ovos diretamente no ambiente aquático, como a maioria dos peixes, ou nas proximidades da água, como muitos anfíbios. Outros depositam seus ovos no ambiente terrestre, como os répteis, as aves e alguns poucos mamíferos, como o ornitorrinco.

Animais ovovivíparos

Quando o embrião se desenvolve no interior de um ovo, mas é mantido no corpo da fêmea até o momento da eclosão, dizemos que o animal é ovovivíparo. É o caso de alguns peixes e alguns répteis. Nesse caso, o embrião obtém os nutrientes de que precisa do ovo, e não do corpo da mãe.

Animais vivíparos

Quando o embrião se desenvolve no corpo da mãe, ou seja, obtendo nutrientes diretamente do corpo dela, sem que haja um ovo, dizemos que o animal é vivíparo. É o caso da maioria dos mamíferos e de alguns peixes, anfíbios e répteis.

Comparando esses três tipos de desenvolvimento, os que possibilitam maior proteção à prole são os que ocorrem no interior do corpo da mãe, ou seja, em ovovivíparos ou em vivíparos. No entanto, em algumas espécies ovíparas, os ovos recebem cuidados parentais até o momento da eclosão, o que também lhes confere proteção.

Número de filhotes e cuidado parental

Muitos animais cuidam de seus ovos e de sua prole nos estágios iniciais de desenvolvimento, o que aumenta a chance de sobrevivência dos filhotes. Esse comportamento se denomina cuidado parental.
A maior parte dos peixes não apresenta cuidado parental. No entanto, em algumas espécies, o macho é quem cuida dos ovos, ou dos filhotes, depois que eclodem. O macho da espécie Opistognathus aurifrons, por exemplo, carrega os ovos em sua cavidade bucal até o momento da eclosão, protegendo-os de eventuais predadores.
Em muitas espécies de aves, tanto o macho quanto a fêmea exibem comportamentos de cuidado parental. Por exemplo, na espécie Tachycineta leucorrhoa, conhecida popularmente como andorinha-de-sobre-branco, macho e fêmea fazem a manutenção e a proteção do ninho, e ambos providenciam a alimentação dos filhotes. 
Para cuidar da prole, geralmente pouco numerosa, os pais gastam muita energia. No entanto, os cuidados aumentam a probabilidade de os filhotes nascerem e de atingirem a vida adulta. 
Em espécies que não exibem cuidado parental, como muitos peixes e tartarugas, a maior parte da prole não chega à fase adulta por diversos fatores, como a predação de ovos e de juvenis. Contudo, geralmente há produção de grande número de ovos.

Formas de reprodução: vantagens e desvantagens

Cada forma de reprodução apresenta vantagens e desvantagens para o indivíduo e, portanto, para a população daquela espécie. 
Na reprodução assexuada, a principal vantagem para o indivíduo é a economia de energia: não é preciso procurar parceiros nem produzir gametas. Para a população, a vantagem é a geração de grande quantidade de descendentes adaptados às condições ambientais daquele hábitat, o que garante aumento rápido do crescimento da população. 
Como todos os descendentes de um mesmo organismo são idênticos a ele, dizemos que há pouca ou nenhuma variabilidade entre eles. Isso significa que, em caso de uma alteração ambiental, como uma mudança de temperatura, umidade ou salinidade, ou no caso de uma doença, existe um grande risco de toda a população ser eliminada de uma só vez, constituindo uma desvantagem desse tipo de estratégia reprodutiva.
Na reprodução sexuada, a principal vantagem é a grande variabilidade genética dos descendentes, que herdam um dos conjuntos cromossômicos do pai e o outro da mãe, ou seja, eles não são idênticos a nenhum de seus genitores. Essa diversidade aumenta a chance de sobrevivência da espécie em caso de alterações no ambiente. 
Entretanto, a reprodução sexuada também tem desvantagens, como a necessidade do encontro entre machos e fêmeas, o que implica gasto de energia; a possibilidade de transmissão de doenças entre parceiros; a menor quantidade de descendentes, quando comparada com a reprodução assexuada, resultando em um crescimento mais lento da população.

Fecundação interna ou externa

O encontro dos gametas masculino e feminino pode acontecer no interior do corpo dos animais ou no ambiente. Na fecundação interna, o encontro dos gametas masculinos e femininos ocorre no interior do corpo da fêmea. Os mamíferos são um exemplo de animais que apresentam fecundação interna.
Fala-se em fecundação externa quando o encontro dos gametas ocorre no ambiente. Os anfíbios anuros, como os sapos e as rãs, realizam a fecundação externa.

Fecundação cruzada e autofecundação

Na reprodução sexuada, a união dos gametas masculino e feminino pode ocorrer de duas maneiras: por meio de fecundação cruzada ou por autofecundação. 
Quando os gametas masculinos de um indivíduo fecundam os gametas femininos de outro indivíduo, fala-se em fecundação cruzada. Podemos observar a união de gametas de dois indivíduos diferentes na maioria dos animais vertebra dos e em alguns invertebrados. 
Entretanto, em algumas espécies, um mesmo indivíduo pode apresentar gametas masculinos e femininos. Esses indivíduos são chamados hermafroditas. 
Nessas espécies pode ocorrer a autofecundação, que é a fecundação dos gametas femininos do indivíduo por seus próprios gametas masculinos

A divisão celular

Há dois tipos de divisão celular: a mitose e a meiose. Vamos estudar, a seguir, esses dois processos e as situações em que cada um deles ocorre.

Mitose

Para crescer, desenvolver-se e reparar ferimentos, os seres vivos pluricelulares precisam de novas células, que são produzidas por meio do processo de divisão celular denominado mitose.

Meiose

Muitos seres vivos pluricelulares também produzem células específicas para a reprodução sexuada, por meio da divisão celular denominada meiose. As células geradas são chamadas células sexuais ou gametas.




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