terça-feira, 29 de setembro de 2026

O Império Acadiano

Suméria e Acádia

Os sumérios migraram para o sul da Mesopotâmia, provavelmente em busca de terras férteis, por volta de 8000 a.C. Lá, estabeleceram algumas cidades e desenvolveram uma cultura comum: criaram a escrita cuneiforme, falavam a mesma língua, tinham um sistema religioso semelhante e estavam ligados por intensas trocas comerciais.
Os agricultores sumérios desenvolveram sofisticadas técnicas de irrigação e de construção de represas para controlar as enchentes provocadas pela estação das chuvas. Dessa forma, conseguiram ampliar as terras férteis em torno dos rios Eufrates e Tigre.
Os sumérios dominaram a técnica de fundição do cobre, e, a partir dele, passaram a produzir o bronze. Esse material rígido e resistente permitiu a fabricação de ferramentas mais adequadas ao trabalho agrícola e de armas mais eficazes.

O Império Acadiano

Depois de tentativas frustradas de unificação das cidades sumérias em torno de um único rei, elas foram dominadas por Sargão, rei dos acadianos, por volta de 2350 a.C. Em seguida, ele expandiu sua autoridade sobre uma vasta região da Mesopotâmia, fundando um império. Era a primeira vez em que um Estado organizado exercia o domínio sobre outros povos e territórios.
O Império Acadiano durou cerca de 150 anos, ruindo quando cidades se rebelaram e o poder de Acádia se enfraqueceu. O legado de Sargão foi contado em poemas épicos, escritos muitos séculos depois, quando foi retratado como herói e profeta.

Ilustração que reconstitui a figura de um touro com cabeça humana e a figura de um humano, ambos com asas. Acreditava-se que essas figuras serviam de proteção e por isso sua imagem ficava ao lado da porta do palácio do rei Sargão. A obra original é do século VIII a.C.




As mulheres e a organização da família na Mesopotâmia

Inúmeros historiadores têm pesquisado o papel das mulheres na organização das famílias nas cidades mesopotâmicas. Por meio dessas pesquisas, descobriu-se que, por volta do século XX a.C., em geral, a condição feminina na Mesopotâmia era marcada pelo domínio patriarcal, mas as mulheres tinham certa independência para realizar atividades comerciais e gerenciar seu patrimônio. Essa independência, no entanto, variava conforme o povo, a cidade, o grupo social ao qual a mulher pertencia e o trabalho que ela exercia.
O casamento dependia de um acordo, normalmente oral, entre as famílias dos noivos. E havia uma transferência de bens: a família da jovem oferecia um dote, na forma de objetos valiosos, animais, porções de terra ou dinheiro. Esse dote não era entregue ao marido, mas destinado, posteriormente, aos filhos do casal. Já o homem oferecia à família da noiva um “contradote” de valor inferior.
As mulheres assírias e babilônicas eram responsáveis por negócios e estabeleciam acordos com mercadores. Elas tinham certa independência financeira em virtude das rendas adquiridas com seu trabalho ou por meio da venda de presentes caros, dados pelo marido. Além disso, pesquisas identificaram mulheres em diferentes profissões, como parteiras, taberneiras, cantoras, dançarinas, camareiras, cozinheiras e escribas.

Divindade feminina

Divindades femininas ocupavam um papel importante nas crenças politeístas mesopotâmicas. Nessa representação, Inanna, deusa do amor e da guerra, utiliza uma coroa chifrada e tem armas às costas e um leão domado aos seus pés. Ela era uma das deusas mais cultuadas entre sumérios e babilônicos, cujas narrativas mitológicas incluem uma descida de Inanna ao inferno para contestar o poder de sua irmã, a deusa dos mortos, Ereshkigal.

Deusa Inanna (ou Ishtar) em um selo acadiano produzido entre 2350 a.C. e 2150 a.C.

A antiga civilização indiana

Segundo os arqueólogos, o Vale do Rio Indo, onde hoje se localiza o Paquistão, começou a ser ocupado por volta de 7000 a.C. Como ocorreu na Mesopotâmia e na China, a agricultura irrigada pela água dos rios foi fundamental para o desenvolvimento da civilização indiana antiga. Por volta de 2600 a.C., grandes cidades, como Harapa e Mohenjo-daro, já existiam nas margens do rio Indo e de seus afluentes. 
Estudos arqueológicos indicam que Harapa era a cidade mais antiga do Vale do Rio Indo e pode ter sido o centro dessa civilização. Isso porque os artefatos encontrados nos diversos sítios arqueológicos da região são semelhantes aos que foram descobertos em Harapa.
A principal característica das cidades do Vale do Rio Indo era o planejamento urbano. Harapa era circundada por grandes muralhas e possuía espaçosas avenidas separando os bairros. Além disso, a cidade dispunha de um sistema de fornecimento de água, de áreas de banho e de uma rede subterrânea de esgotos. 
A agricultura constituía a base econômica da civilização harapense. Os habitantes do Vale do Rio Indo foram os primeiros cultivadores do algodão, cujas fibras eram usadas para produzir tecidos.
Os harapenses também desenvolveram um artesanato bastante variado. Eles produziam ferramentas de pedra e metal, utensílios domésticos, armas e joias tanto para o uso cotidiano como para a troca. 
As cidades harapenses entraram em declínio por volta de 1900 a.C. Por razões ainda desconhecidas, essas cidades foram progressivamente abandonadas.

A Índia do período védico 

A desorganização das cidades harapenses coincidiu com a chegada de povos nômades e guerreiros de origem ariana, vindos da Europa Oriental. Eles entraram na Índia e se estabeleceram no Vale do Rio Ganges, onde construíram uma nova civilização. 
A principal fonte para o estudo da história da Índia do período ariano são os livros chamados Vedas (palavra do sânscrito que significa “livros do conhecimento”). Trata-se de um conjunto de hinos religiosos, preces, fórmulas mágicas e comentários sobre a natureza humana e o Universo transmitidos oralmente ao longo das gerações. Os Vedas trazem muitas informações sobre a sociedade, os costumes e as cerimônias religiosas na Índia ariana.

A sociedade de castas 

Os arianos sentiam-se superiores aos nativos. Esse preconceito foi um dos fatores que deram origem à sociedade de castas, uma divisão social em que cada pessoa tinha um lugar hierarquicamente definido. 
Uma vez nascida em uma casta, a pessoa, assim como todos seus descendentes, jamais mudaria de posição social. Veja a seguir as castas que formavam a sociedade indiana na Antiguidade. 
• Brâmanes: eram os sacerdotes, que compunham a casta dominante. Controlavam os rituais e interpretavam os Vedas para estabelecer as leis, além de ocupar altos cargos no Estado.  
• Xátrias: formada pelos nobres guerreiros. Com os brâmanes, constituíam as castas dominantes. Mohenjo--Daro g Harapa 
• Vaixás: eram os comerciantes, artesãos e agricultores. Embora pudessem até ser muito ricos, eram obrigados a contribuir com impostos e a servir na guerra. 
• Sudras: casta constituída pelos servos, trabalhado res dependentes de um senhor. Em geral, descendiam dos antigos habitantes da Índia.

Além desses grupos, existiam os chamados intocáveis, pessoas que não faziam parte de nenhuma casta e que, por isso, eram consideradas impuras. Hoje, esse grande grupo se autodenomina dalit, e luta contra a discriminação.

A religião hindu 

A antiga religião ariana estava fortemente relacionada às forças da natureza, como os ventos, o fogo e as tempestades. Acreditava-se que os deuses eram como os humanos, que se alegram e se entristecem. 
Por volta do século VII a.C., introduziu-se na religião védica a ideia de um deus maior (Brahma), que abrangeria todo o Universo. Também foi criada uma teoria para justificar o sistema de castas: cada casta teria origem em uma parte do corpo de Brahma e, por isso, cada uma tinha uma função na sociedade.
As crenças em um ser eterno e absoluto, o Brahma, e na existência de um estágio final de purificação da alma constituem a base do bramanismo, religião que predomina na Índia até hoje. Atualmente, o bramanismo é mais conhecido como hinduísmo.
Os hinduístas acreditam que a alma humana passa por várias vidas (reencarnações) até libertar--se do sofrimento e atingir o moksha, o estágio da libertação final. A crença na reencarnação está as sociada à ideia do carma, ou seja, de que o Universo é regido por uma lei imutável, que determina a sucessão de nascimentos e mortes pelos quais o ser humano teria de passar.
Assim, o tipo de vida que cada pessoa tem seria determinado pelas ações que praticou em vidas anteriores. Para se libertar do ciclo de reencarnações, chamado samsara, o indivíduo deveria seguir os caminhos da iluminação: o do conhecimento; o da ação, que implica aceitar o sofrimento e renunciar aos desejos materiais; e o da santidade individual, percorrido por meio da meditação, das orações e da prática da ioga.

Templo hinduísta de Meenakshi, em Madurai, na Índia. O templo foi construído no século XVII, mas a cidadela de Madurai data de mais de 2.500 anos atrás.



As cidades-Estado e as colônias fenícias

Os fenícios ficaram conhecidos ao longo do tempo como grandes comerciantes e navegadores. Eles fundaram diversas cidades-Estado, entre elas Tiro, Sídon e Biblos. Essas cidades-Estado estavam localizadas na costa do Mar Mediterrâneo, o que favoreceu a navegação e o comércio de diversas mercadorias, como alimentos, tecidos, joias, metais e madeira. 
As condições geográficas do território fenício, marcadas pela presença de montanhas, contribuíram para a formação de núcleos urbanos isolados uns dos outros. Apesar de com partilharem a mesma origem, língua e cultura, as cidades fenícias eram política e economicamente autônomas; por isso, são chamadas de cidades-Estado. 
Cada cidade-Estado fenícia tinha o próprio rei, que acumulava funções políticas e religiosas. Existem evidências históricas de que, em algumas cidades, o rei era auxiliado por um conselho de anciãos. Como os comerciantes eram muito ricos, acredita-se que eles também exerciam alguma influência no governo das cidades. As principais cidades-Estado fenícias eram Arado, Biblos, Beritus (Beirute), Sídon e Tiro. 

AS CIDADES-ESTADO 

Os fenícios não centralizaram o poder político em um go vernante. Para muitos pesquisadores, as montanhas que se paravam os vales onde esse povo se estabeleceu e os rios que cortavam os territórios fenícios favoreceram a organização em cidades-Estado independentes umas das outras. Dessa forma, cada cidade tinha o próprio governante, que poderia ser um rei, uma elite de comerciantes ou uma família influente, de acordo com o costume de cada núcleo fenício. O mesmo ocorria na religião: cada cidade cultuava uma divindade ou um conjunto delas.
Havia, porém, elementos comuns às cidades fenícias, como a língua, o costume de fazer registros escritos, as tecnologias náuticas, o controle de determinadas rotas comerciais e o politeísmo. 
O período de 1200 a.C. a 800 a.C. é considerado o auge da cultura fenícia. O desenvolvimento das cidades-Estado era referência para outros povos da época, como gregos e persas

BIBLOS: A CIDADE DOS PAPIROS 

Correspondente à atual cidade de Jubeil, no Líbano, Biblos é considerada a mais antiga cidade não só da Fenícia, mas também do mundo. 
De acordo com pesquisadores, há vestígios da ocupação de Biblos que datam do ano 5000 a.C. A elite comerciante dessa cidade exportava principalmente o cedro, usado na construção de embarcações. Em troca, importava bens de variadas culturas e os comercializava com povos do Mediterrâneo. Dessa forma, o comércio fenício foi essencial para as trocas culturais entre os povos dessa região.
Por exemplo: o comércio do papiro. Os fenícios compravam esse produto dos egípcios e o revendiam aos gregos. Com o tempo, passaram a ser os principais comerciantes de papiro na Grécia. Por isso, a cidade era chamada pelos gregos de Biblos, cujo significado está ligado ao papiro e à escrita. Esse nome deu origem a termos usados ainda hoje, como biblioteca. 
Na verdade, Biblos era conhecida como Gubal pelos fenícios, e a divindade adorada era Baalat Gubal, a Senhora de Biblos, considerada a deusa da fertilidade e da maternidade.

TIRO 

Tiro ocupava a atual cidade de mesmo nome, no Líbano, e dividia-se em duas regiões: uma mais antiga e pouco habitada, no continente, e outra em uma ilha posicionada em local estratégico, na qual funcionava a vida urbana. Entre 1200 a.C. e 1000 d.C., a cidade tornou-se o maior centro comercial do Mediterrâneo, atraindo o interesse de diversas potências do mundo antigo. Como veremos, Tiro chegou a formar colônias ao longo do Mediterrâneo e, ao longo do tempo, foi dominada por assírios, babilônicos, persas, macedônios e romanos.
Durante o domínio romano, ficou conhecida pela produção e exportação de uma tinta vermelha denominada púrpura de Tiro. O pigmento, extraído de uma glândula do molusco múrex, era usado para tingir tecidos, resultando em tonalidades entre as cores rosa e vermelho-escuro. Usar vestes com essas tonalidades se tornou símbolo de poder no mundo antigo. Assim, a cor púrpura passou a fazer parte da identidade dos fenícios. A palavra fenícia deriva do grego phoeínikes, que significa vermelho. 
A divindade cultuada em Tiro era Baal Melcarte, considerado o deus da morte e da ressurreição, fundador de Tiro e o criador da púrpura de Tiro e da navegação para o oeste.

SÍDON 

Na atual cidade de Sídon, no Líbano, há vestígios da Sídon antiga, de origem fenícia. O núcleo urbano tornou-se comercial mente próspero em 2000 a.C. Assim como Tiro, Sídon foi dominada por vários povos, inclusive macedônios e romanos. 
Durante o domínio romano, iniciou--se nessa cidade a produção de outro tipo de púrpura e de vidro. Não há consenso entre os historiadores se a tecnologia do vidro foi desenvolvida por fenícios ou por egípcios. Sabe-se, porém, que os fenícios de Sídon foram importantes produtores e exportadores de objetos feitos desse material.
O território administrado por cada cidade incluía o núcleo urbano principal, algumas vilas menores, as áreas de cultivo e de criação de animais, além das florestas, de onde os fenícios extraíam madeira para a construção de embarcações e a confecção de móveis. 
As oficinas fenícias ficavam próximas aos portos de embarque de mercadorias, que eram transportadas para as mais diversas regiões. No final do segundo milênio a.C., com o aumento do comércio de artefatos de metais, a atividade comercial marítima dos fenícios aumentou consideravelmente. Por volta de 1000 a.C., os fenícios ampliaram suas rotas por todo o mar Mediterrâneo, chegando ao oceano Atlântico. 
Ao longo dessas rotas, eles fundaram várias colônias no norte da África, na Sicília, na Sardenha e na costa da Espanha. Nesses locais, eles adquiriam matérias-primas como metais, além de cereais e escravos.

As colônias

Os fenícios estabeleceram diversas colônias ao longo de suas rotas comerciais. Elas foram fundadas por meio de acordos entre os comerciantes fenícios e os governantes locais. Com isso, os fenícios conseguiram aumentar o comércio e melhorar a economia de suas cidades. 
A maior e mais famosa colônia fenícia foi Cartago, fundada em 814 a.C., no norte do continente africano. Por causa das riquezas e da prosperidade proporcionadas pela atividade comercial, ela passou a sofrer constantes ataques. 
A partir do século VIII a.C., Cartago envolveu-se em conflitos com outros povos, entre eles os persas e os gregos. Romanos e cartagineses também se enfrentaram três vezes a partir de 264 a.C., nas chamadas Guerras Púnicas. Em 146 a.C., Cartago foi destruída pelos romanos.

O alfabeto fenício

A necessidade dos fenícios de desenvolver um código de comunicação escrita que facilitasse suas atividades, principalmente o comércio, levou-os a adaptar conhecimentos de outros povos e criar o alfabeto, um conjunto de sinais que representam os sons de uma língua.
O alfabeto fenício tinha 22 sinais que representavam as consoantes. Ao serem usados para escrever, os sinais eram alinhados da direita para a esquerda. Por volta do ano 1000 a.C., o alfabeto fenício se difundiu pelas regiões ocidental e oriental do mar Mediterrâneo. 
Ao chegar à Grécia, foi ampliado com a adição das vogais. Mais tarde, a combinação do alfabeto fenício com o grego e o etrusco foi adaptada pelos romanos para desenvolver o alfabeto latino. Embora tenha se modificado ao longo de vários séculos, é esse o alfabeto utilizado hoje para escrever a língua portuguesa e a maior parte das línguas ocidentais.

Inscrição em alfabeto fenício (detalhe) no sarcófago de Eshmunazar, rei de Sídon. Século V a.C. Museu do Louvre, Paris, França. Poucos escritos fenícios foram encontrados, provavelmente porque muitos eram feitos em papiro, material de origem orgânica que se deteriora rapidamente. Essa inscrição foi encontrada na antiga cidade de Sídon, no atual Líbano.




A religião fenícia

Os fenícios eram politeístas, ou seja, cultuavam vários deuses. Na língua fenícia, deus era el e deusa era elat. Mas el também era usado para indicar um deus específico, o pai dos deuses.
Os fenícios ofereciam sacrifícios de animais aos deuses. Há registros de sacrifícios de crianças também. Geralmente, os rituais religiosos eram realizados ao ar livre em regiões elevadas das cidades.
Cada cidade fenícia tinha um deus principal ou um casal de deuses que protegia seus moradores. Por exemplo, em Tiro, a divindade principal era Melkart e, em Sídon, cultuava-se o deus Eshmun.
Entre as principais fontes para o estudo da religião fenícia estão as inscrições encontradas na cidade de Ras Shamra, no norte da Síria, território da antiga cidade fenícia de Ugarit.

Fenícios: navegadores do Mediterrâneo

Os fenícios ocupavam a costa oriental do mar Mediterrâneo desde o milênio III a.C. As condições geográficas dessa região, que corresponde hoje ao Líbano, não contribuíam para as atividades agrícolas, pois não havia rios que pudessem fertilizar as terras – ao contrário do Egito e da Mesopotâmia. 
No entanto, a estreita faixa que os fenícios habitavam era abundante em cedro, árvore que fornecia madeira, com a qual eles construíam eficientes embarcações. 
Entre os séculos XII a.C. e VIII a.C., os fenícios se tornaram os principais comerciantes e navegadores do mar Mediterrâneo. Comercializavam produtos como azeite, cereais, vinhos, perfumes, joias, pedras preciosas, tapetes, tecidos de lã tingidos na cor púrpura, essências aromáticas, incensos, armas decoradas e prisioneiros de guerra, vendidos como escravos.
Os fenícios se tornaram senhores do mar Mediterrâneo, viajando para lugares distantes, dominando rotas até então desconhecidas. Fundaram várias colônias, que também viviam do comércio marítimo. A mais poderosa delas foi Cartago, no norte da África, fundada em 814 a.C., muito próximo de Túnis, atual capital da Tunísia.

Sarcófago fenício, datado de aproximadamente 500 a.C., encontrado na região da Palestina.

Os fenícios eram também artesãos muito habilidosos: trabalhavam o ouro, o vidro transparente, a madeira, a cerâmica e o metal. Aprenderam várias técnicas com outros povos e ainda difundiram o que sabiam. O sistema de escrita dos fenícios foi fundamental para registrar as intensas trocas comerciais que realizavam com outros povos. A escrita fenícia era prática e mais simples do que a escrita egípcia e a dos povos da Mesopotâmia. Era uma escrita fonética, em que as letras registravam sons.


Moeda fenícia.

CONSTRUTIVISMO

Na área da pedagogia, a inspiração para o construtivismo vem principalmente de Jean Piaget. A ideia mais importante da teoria desse psicólog...