Inúmeros historiadores têm pesquisado o papel das mulheres na organização das famílias nas cidades mesopotâmicas. Por meio dessas pesquisas, descobriu-se que, por volta do século XX a.C., em geral, a condição feminina na Mesopotâmia era marcada pelo domínio patriarcal, mas as mulheres tinham certa independência para realizar atividades comerciais e gerenciar seu patrimônio. Essa independência, no entanto, variava conforme o povo, a cidade, o grupo social ao qual a mulher pertencia e o trabalho que ela exercia.
O casamento dependia de um acordo, normalmente oral, entre as famílias dos noivos. E havia uma transferência de bens: a família da jovem oferecia um dote, na forma de objetos valiosos, animais, porções de terra ou dinheiro. Esse dote não era entregue ao marido, mas destinado, posteriormente, aos filhos do casal. Já o homem oferecia à família da noiva um “contradote” de valor inferior.
As mulheres assírias e babilônicas eram responsáveis por negócios e estabeleciam acordos com mercadores. Elas tinham certa independência financeira em virtude das rendas adquiridas com seu trabalho ou por meio da venda de presentes caros, dados pelo marido. Além disso, pesquisas identificaram mulheres em diferentes profissões, como parteiras, taberneiras, cantoras, dançarinas, camareiras, cozinheiras e escribas.
Divindade feminina
Divindades femininas ocupavam um papel importante nas crenças politeístas mesopotâmicas. Nessa representação, Inanna, deusa do amor e da guerra, utiliza uma coroa chifrada e tem armas às costas e um leão domado aos seus pés. Ela era uma das deusas mais cultuadas entre sumérios e babilônicos, cujas narrativas mitológicas incluem uma descida de Inanna ao inferno para contestar o poder de sua irmã, a deusa dos mortos, Ereshkigal.
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