Os fenícios ocupavam a costa oriental do mar Mediterrâneo desde o milênio III a.C. As condições geográficas dessa região, que corresponde hoje ao Líbano, não contribuíam para as atividades agrícolas, pois não havia rios que pudessem fertilizar as terras – ao contrário do Egito e da Mesopotâmia.
No entanto, a estreita faixa que os fenícios habitavam era abundante em cedro, árvore que fornecia madeira, com a qual eles construíam eficientes embarcações.
Entre os séculos XII a.C. e VIII a.C., os fenícios se tornaram os principais comerciantes e navegadores do mar Mediterrâneo. Comercializavam produtos como azeite, cereais, vinhos, perfumes, joias, pedras preciosas, tapetes, tecidos de lã tingidos na cor púrpura, essências aromáticas, incensos, armas decoradas e prisioneiros de guerra, vendidos como escravos.
Os fenícios se tornaram senhores do mar Mediterrâneo, viajando para lugares distantes, dominando rotas até então desconhecidas. Fundaram várias colônias, que também viviam do comércio marítimo. A mais poderosa delas foi Cartago, no norte da África, fundada em 814 a.C., muito próximo de Túnis, atual capital da Tunísia.
Os fenícios eram também artesãos muito habilidosos: trabalhavam o
ouro, o vidro transparente, a madeira, a cerâmica e o metal. Aprenderam
várias técnicas com outros povos e ainda difundiram o que sabiam.
O sistema de escrita dos fenícios foi fundamental para registrar as
intensas trocas comerciais que realizavam com outros povos. A escrita
fenícia era prática e mais simples do que a escrita egípcia e a dos povos
da Mesopotâmia. Era uma escrita fonética, em que as letras registravam sons.
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