A necessidade dos fenícios de desenvolver um código de comunicação escrita que facilitasse suas atividades, principalmente o comércio, levou-os a adaptar conhecimentos de outros povos e criar o alfabeto, um conjunto de sinais que representam os sons de uma língua.
O alfabeto fenício tinha 22 sinais que representavam as consoantes. Ao serem usados para escrever, os sinais eram alinhados da direita para a esquerda. Por volta do ano 1000 a.C., o alfabeto fenício se difundiu pelas regiões ocidental e oriental do mar Mediterrâneo.
Ao chegar à Grécia, foi ampliado com a adição das vogais. Mais tarde, a combinação do alfabeto fenício com o grego e o etrusco foi adaptada pelos romanos para desenvolver o alfabeto latino. Embora tenha se modificado ao longo de vários séculos, é esse o alfabeto utilizado hoje para escrever a língua portuguesa e a maior parte das línguas ocidentais.
Inscrição em alfabeto fenício
(detalhe) no sarcófago de
Eshmunazar, rei de Sídon.
Século V a.C. Museu do Louvre,
Paris, França. Poucos escritos
fenícios foram encontrados,
provavelmente porque muitos
eram feitos em papiro, material de
origem orgânica que se deteriora
rapidamente. Essa inscrição foi
encontrada na antiga cidade de
Sídon, no atual Líbano.
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