terça-feira, 29 de setembro de 2026

O alfabeto fenício

A necessidade dos fenícios de desenvolver um código de comunicação escrita que facilitasse suas atividades, principalmente o comércio, levou-os a adaptar conhecimentos de outros povos e criar o alfabeto, um conjunto de sinais que representam os sons de uma língua.
O alfabeto fenício tinha 22 sinais que representavam as consoantes. Ao serem usados para escrever, os sinais eram alinhados da direita para a esquerda. Por volta do ano 1000 a.C., o alfabeto fenício se difundiu pelas regiões ocidental e oriental do mar Mediterrâneo. 
Ao chegar à Grécia, foi ampliado com a adição das vogais. Mais tarde, a combinação do alfabeto fenício com o grego e o etrusco foi adaptada pelos romanos para desenvolver o alfabeto latino. Embora tenha se modificado ao longo de vários séculos, é esse o alfabeto utilizado hoje para escrever a língua portuguesa e a maior parte das línguas ocidentais.

Inscrição em alfabeto fenício (detalhe) no sarcófago de Eshmunazar, rei de Sídon. Século V a.C. Museu do Louvre, Paris, França. Poucos escritos fenícios foram encontrados, provavelmente porque muitos eram feitos em papiro, material de origem orgânica que se deteriora rapidamente. Essa inscrição foi encontrada na antiga cidade de Sídon, no atual Líbano.




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