- a exigência de uma dinâmica interna de momentos discursivos (raciocínio, dedução, demonstração...);
- o entendimento
(aprendizado) do presente é baseado no passado e dá ao futuro nova
construção - nessa aprendizagem o autor reconstrói o conhecimento, e o
educador reflete sua prática pedagógica;
- o conhecimento
encontra-se em constante reconstrução.
No Brasil, esse tipo de ensino começou a ser usado nas escolas a partir da década de 70, quando a teoria de Jean Piaget começava a fazer parte dos ambientes educacionais. A partir daí, surge um movimento que tem visão de mundo diferente das escolas tradicionais que tratavam o aluno como objeto que deve ser treinado pelos moldes comportamentalistas, estudado pelos behavioristas.
Com a escola construtivista, o aluno passa a ser o
sujeito da sua aprendizagem, ele é ser ativo que participa do processo escolar.
Nesse contexto, vários autores elaboram suas obras
tomando como base a teoria do desenvolvimento e aprendizagem dos psicólogos
Piaget e Vygotsky. Assim, autoras como Emília Ferreiro e Ana Teberosky
estudaram e utilizaram os pressupostos de Piaget para elaborar a psicogênese da
escrita, que é considerado teoria construtivista do processo de
ensino-aprendizagem da escrita. Porém, aqui neste texto, não há preocupação de
estudar esses autores, mas, como já dito, o esboço fica restrito aos próprios
psicólogos que influenciaram na construção metodológica do construtivismo
Piaget pode ser mencionado como percursor da visão
construtivista, em razão do que é sem dúvida um dos traços distintivos por
excelência da epistemologia piagetiana. A saber, a explicação da gênese do
pensamento racional, como o resultado de um processo de construção que tem sua
origem na lógica das ações do sujeito sobre o meio (objeto, cultura, outros
homens etc). Pode se concluir que a teoria genética, e em especial, os três
princípios explicativos sobre o funcionamento do psiquismo humano que são
¨competência¨ e ¨capacidade de aprendizagem¨, ¨atividade mental construtiva¨ e
a ¨equilibração das estruturas cognitivas,¨ como sendo, pontos de partida para
a elaboração de uma concepção construtivista do ensino e da aprendizagem
escolar.
É interessante lembrar as contribuições de outros
teorias (Vygotsky, contribuições da teoria da aprendizagem verbal significativa
de Ausubel), como as que auxiliam a análise da própria pedagogia. Ou também,
outras teorias do desenvolvimento e da aprendizagem, como importantes
contribuições para avançar visões construtivista. Dizendo que estes
possibilitam reinterpretar ou ressignificar as teorias anteriores, numa nova
construção. Como por exemplo, as teorias de Vygotsky possibilita revisar o
caráter solitário, individual que é o desenvolvimento cognitivo de Piaget. Quando
ele incorpora o conceito de zona de desenvolvimento proximal enfatizando
o desenvolvimento interno, externo, as relações com a linguagem, e
principalmente, os aspectos interativos que o ser humano estabelece para o seu
aprendizado.
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