O conhecimento deste conteúdo, instrumentaliza o educador, norteando o seu trabalho e agora, com certos indicadores, pode identificar qualquer falha possível que venha ocorrer no curso desta prática.
A democratização da escola, portanto deve ser:
1-Ampliação das oportunidades educacionais
2-Difusão dos conhecimentos
3-Reelaboração crítica desses conhecimentos
4-Conhecimento científico para as camadas populares
5-Conhecimento científico visando melhoria de vida para essas camadas, quando
esses forem motivos de resposta a anseios e aspirações imediatas.
6- Inserção do indivíduo num projeto coletivo de mudança da sociedade.
Tendências pedagógicas na prática escolar
Boa parte dos professores baseia sua prática pedagógica em prescrições que
viram senso-comum, aquelas mesmas incorporadas ao longo da vida estudantil ou
pela transmissão informal dos mais velhos.
Saviani, num artigo (1981), descreve sobre uma confusão que os professores
vivenciam nesta época. Caracterizando a pedagogia tradicional e a pedagogia
nova, indica o aparecimento da tendência tecnicista e das teorias
crítico-reprodutivas, todas incidindo sobre o professor. "Os professores
têm na cabeça o movimento e os princípios da escola nova. A realidade, porém,
não oferece aos professores condições para instaurar a escola nova, porque a
realidade em que atuam é tradicional. (...) o professor se vê pela pedagogia
oficial que prega a racionalidade e a produtividade do sistema e do seu
trabalho, isto é: ênfase nos meios (tecnicismo). (...) E não aceita a linha crítica
porque não quer receber a denominação de agente repressor".
As tendências pedagógicas foram classificadas em liberais e progressistas, a
saber:
A - Pedagogia Liberal
1- tradicional
2- renovada progressista
3- renovada não-diretiva
4- tecnicista
B - Pedagogia progressista
1- libertadora
2- libertária
3- crítico-social dos conteúdos
Pedagogia Liberal
O termo liberal não tem o sentido de "avançado",
"democrático", "aberto", como costuma ser usado. A doutrina
liberal apareceu como justificação do sistema capitalista que ao defender a
predominância da liberdade e dos interesses individuais na sociedade,
estabeleceu uma forma de organização social baseada na propriedade privada dos
meios de produção, também denominada sociedade de classes. A pedagogia liberal
é uma manifestação própria desse tipo de sociedade.
A educação brasileira tem sido marcada nos últimos cinqüenta anos pelas
tendências liberais, nas suas formas ora conservadora, ora renovada. Tais
tendências se manifestam, concretamente, nas práticas escolares e no ideário
pedagógico de muitos professores, ainda que estes não se dêem conta disso.
A pedagogia liberal sustenta a idéia de que a escola tem por função preparar os
indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais,
para isso os indivíduos precisam aprender adaptar-se aos valores e às normas
vigentes na sociedade de classes, através do desenvolvimento da cultura
individual. A ênfase no aspecto cultural esconde a realidade das diferenças de
classes, pois embora difunda a idéia de igualdade de oportunidades, não leva em
conta a desigualdade de condições. Historicamente, a educação liberal
iniciou-se com a pedagogia tradicional e, por razões de recomposição da
hegemonia da burguesia, evoluiu para a pedagogia renovada (também denominada
escola nova ou ativa). O que não significou a substituição de uma pela outra,
pois ambas conviveram e convivem com a prática escolar.
Pedagogia Progressista:
Este termo, emprestado de SNYDERS, é usado aqui para designar as tendências
que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam
implicitamente as finalidades sócio-políticas da educação. Evidentemente a
Pedagogia Progressista não tem como se institucionalizar numa sociedade
capitalista; daí ser um instrumento de luta dos professores ao lado de outras
práticas sociais.
SABER, SABER SER, SABER FAZER O CONTEÚDO DO FAZER PEDAGÓGICO
Tradicionalmente a formação do educador escolar vem abrangendo três dimensões
da prática docente – o saber, o saber ser e o saber fazer – privilegiando-se
uma ou outra, de acordo com a concepção filosófica do processo educativo que se
adote. Raramente essas dimensões andaram juntas: a escola renovada, por
exemplo, durante muito tempo, acentuou o saber fazer em prejuízo do saber, ao
contrário da escola conservadora, que acentuou exatamente o inverso. Com muita
freqüência, também o deslocamento da ênfase para o saber ser – ou seja, nas
características pessoais positivas do educador – tem levado, ora à neutralidade
da prática docente que valoriza um professor ausente, ora a um comprometimento
pessoal político ou religioso tão envolvente que dissolve a especificidade do
ensino escolar – o saber e o saber fazer.
... A educação escolar deve recuperar sua unidade através de uma perspectiva
integradora. Na verdade, é dessa integração que resultarão os princípios de um
novo projeto de fazer pedagógico. Sem essa dimensão explícita da ação
pedagógica escolar – a perspectiva integradora no ato educativo -, a escola
deixa de ter sentido. Se, efetivamente, como querem alguns críticos, ensinar
não é dar aula, organizar planos de ensino, administrar, prever métodos e
técnicas, fazer algum tipo de aconselhamento, supervisionar, etc., (...) Numa
perspectiva de educação crítica, direcionada para uma pedagogia social que
privilegia uma educação de classe no rumo de um novo projeto de sociedade, a
escola pública possui papel relevante e indispensável. Para isso, é preciso
sim, dar aulas, fazer planos, controlar a disciplina, manejar a classe, dominar
o conteúdo e tudo o mais. (...) Uma boa instrumentação teórico-prática é
necessária, para que os professores tomem consciência do lado político de sua
prática.
ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL, ESCOLA PÚBLICA E PEDAGOGIA CRÍTICO-SOCIAL DOS CONTEÚDOS
As posições dos educadores envolvidos no cotidiano da escola pública de hoje
podem ser caracterizadas em três grupos: os que continuam atuando dentro de
pressupostos da pedagogia liberal, seja de tipo tradicional, seja de tipo
renovado-tecnicista; os que continuam sustentando o discurso da escola
reprodutora preferindo a denúncia política ao trabalho pedagógico na escola e
os que vêm tentando uma atuação pedagógica crítica, por acreditar na
possibilidade de explorar os espaços disponíveis pelas contradições da
sociedade de classes.
(...) a orientação educacional é um produto genuíno da pedagogia nova, por onde
se formalizou sua conotação de mentora, na escola, do enfoque psicológico
estrito da educação.
...Há muito trabalho a ser feito por orientadores, supervisores, psicológicos
educacionais. As tarefas parcializadas desses profissionais deveriam ser
unificadas numa única, a coordenação de ensino, centrada sobre as relações
entre alunos-professores-matérias de ensino e na prática social vivida.
PSICOLOGIA EDUCACIONAL: UMA AVALIAÇÃO CRÍTICA – ESTUDO SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE
PSICOLOGIA E DIDÁTICA
A mais grave limitação do ensino da Psicologia educacional é a distância entre
seu conteúdo e a prática escolar e isso explica seu efeito quase insignificante
na formação de professores.
(...) uma das dificuldades desse entrosamento pode estar na impermeabilidade
entre as ciências que concorrem para a explicação do ato educativo. Devido ao
pouco desenvolvimento da ciência pedagógica, os próprios educadores têm
permitido que as ciências auxiliares da educação (Psicologia da, Sociologia da,
Economia da) disputem a hegemonia sobre o especificamente pedagógico. Isso tem
favorecido toda a sorte de reducionismos: além do próprio pedagogismo, o
sociologismo e o psicologismo.
(...) o enfoque sociopolítico leva a reduzir todos os problemas da escola e da
educação ao conhecimento e crítica da função social de reprodução das relações
sociais de produção que cumprem em nossa sociedade. Esta posição recusa
qualquer fundamentação psicológica na educação, força a diluição do pedagógico
no sociopolítico e assim falha por não considerar o ato educativo na sua
totalidade.
(...) o enfoque estritamente psicológico ignora o efeito das condições sociais
e políticas sobre o comportamento, tornando subjetivos os problemas gerados
pela estrutura social e econômica. As tendências psicológicas atuais continuam
concebendo um tipo de sociedade idealizada, para a qual as pessoas devem ser
ajustadas, buscando no indivíduo a origem de suas condutas.
(...) o pedagogismo é tido por muitos professores e técnicos escolares como a
preservação da missão salvadora da escola na supressão das desigualdades
sociais, independentemente do sistema social e político, como se a sociedade
pudesse ser modificada exclusivamente em decorrência da ação escolar.
(...) O ato educativo não é exclusivamente psicológico ou pedagógico ou
sociopolítico; é um momento específico de interação social, configurando uma
totalidade para a qual convergem fatores econômicos, sociais e psicológicos e
que se constituem em condições para o completamento da ação pedagógica, cujo
termo é o desenvolvimento individual e social. ... É em referência ao evento
pedagógico que se buscará a contribuição da psicologia educacional e sociologia
educacional.
(...) No que se refere ao ensino da Psicologia, trata-se de articular seus
princípios e explicações com a prática cotidiana do professor, para que ele
próprio os transforme em métodos e conteúdos. Levar em conta a problemática
real da escola significa: classes numerosas, condições desiguais nos
pré-requisitos para a aprendizagem, motivação e interesses vinculados a
perspectivas de classe social, problemas de comunicação e entendimento
professor-alunos, indisciplina, inadequação de programas, etc. a orientação do
ensino se torna psicológica quando pretende adaptar-se ao aluno. Na verdade,
não se estaria errando muito se se pudesse extrair o conteúdo da Psicologia da
observação atenta de como certos professores conseguem aproximar-se dos
interesses, compreensão e linguagem das crianças sem sacrificar a tarefa de
ensinar, o que Wallon chama de "poder espontâneo de simpatia
intelectual", e que infelizmente não pertence a todos.
O segundo nível de atuação da Psicologia na escola se dá através do
supervisor/orientador educacional. O autor não faz distinção relevante entre
supervisor pedagógico e orientador educacional: quanto mais cresce a convicção
da unidade do ato pedagógico na sua diversidade, menos sentido faz a
fragmentação do atendimento ao professor e ao aluno; algo parecido se poderia
dizer do próprio diretor de escola.
ANOTAÇÕES SOBRE A QUESTÃO PEDAGÓGICO-DIDÁTICA E A POLÍTICA DA EDUCAÇÃO
Pedagogia e didática se correspondem, mutuamente, a primeira buscando na
prática educativa a compreensão crítica da sociedade, da cultura, da geração em
desenvolvimento a partir de seus determinantes histórico-sociais,
constituindo-se na teoria da ação educativa na sua intimidade, a fim de
apreender suas exigências concretas; e os determinantes que afetam os sujeitos
envolvidos (sistema de valores, linguagem, condições concretas de vida e de
trabalho, motivações, etc.), proporcionando elementos para a reavaliação das
diretrizes teóricas.
(...) o ato pedagógico constitui-se de uma relação entre o aluno e as matérias
de estudo, mediadas pelo professor, a quem cabe garantir os efeitos formativos
desse encontro. O ato pedagógico não se dá ao acaso, exige um trabalho docente
sistemático, intencional, planejado, visando introduzir o aluno nas estruturas
significativas; exige, além disso, que a assimilação seja ativa, embora não
espontânea. É preciso que se conheçam as disposições do aluno, em termos
socioculturais e psicológicos, a fim de que sejam conquistados seus interesses,
sua colaboração, sua aspiração à formação. É preciso não apenas que se valorize
o significado humano e social da cultura, mas o desvelamento das contradições
sociais, atribuindo-se uma conotação crítica à transmissão do saber.
(...) os discursos e a mobilização política em torno da escola pública e
gratuita tendem a se tornar inócuos caso não sejam seguidos de intervenções
dentro das escolas, no domínio do pedagógico-didático; para isso é preciso que
os educadores empenhados na valorização da escola adquiram uma formação
pedagógica mais consistente e pesquisem situações pedagógicas reais, com suas
exigências concretas, suas dificuldades e positividades.
DIDÁTICA E PRÁTICA HISTÓRICO-SOCIAL
(Uma introdução aos fundamentos do trabalho docente)
Pedagogia crítico-social - esta corrente da pedagogia progressista defende o
ponto de vista de que a principal contribuição da escola para a democratização
da sociedade está na difusão da escolarização para todos, colocando a formação
cultural e científica nas mãos do povo como instrumento de luta para sua
emancipação. Valoriza a instrução como domínio do saber sistematizado e os
meios de ensino como processo de desenvolvimento das capacidades cognitivas dos
alunos e viabilização da atividade de transmissão/assimilação ativa de
conhecimentos. Assume a historicidade da escola, sendo determinada pelos interesses
opostos das classes existentes na sociedade, e, determinante, porque histórica
e fruto da atividade humana transformadora.
A pedagogia crítico-social propõe uma teoria pedagógica embasada numa concepção
de mundo que parte das condições concretas em que se desenvolve a luta de
classes; propõe uma didática que determina princípios e meios como diretrizes
orientadoras para os processos de ensino necessários ao domínio de
conhecimentos, garantindo durabilidade aos efeitos formativos da instrução e da
educação.
O trabalho docente concebe o aluno como ser educável, sujeito ativo do próprio
conhecimento, mas também como ser social, historicamente determinado, indivíduo
concreto, inserido no movimento coletivo de emancipação humana. (...) É preciso
que o professor aprenda a abarcar todos os aspectos, ligações e mediações
inerentes à ação pedagógica, tomá-lo no seu desenvolvimento, nas suas
contradições, a fim de introduzir no trabalho docente a dimensão da prática
histórico-social no processo do conhecimento.
(...) uma didática crítico-social concebe o ensino como transmissão intencional
e sistemática de conteúdos culturais e científicos, a partir do entendimento de
cultura como expressão das contradições e lutas concretas da sociedade.
Os enfoques da didática nas tendências pedagógicas são pelo menos três:
O tradicional → didática assentada na transmissão cultural, concebendo o aluno
como um ser receptivo/passivo, atribuindo um caráter dogmático aos conteúdos e
métodos da educação.
Valoriza o aspecto material do ensino. A didática é entendida como um conjunto
de regras e preceitos → matéria a ser ensinada, devendo o aluno submeter-se aos
métodos do professor.
O renovado-tecnicista → versão modernizada da escola nova, acentua o caráter
prático-técnico do ensino e sua neutralidade face às questões sociais.
(...) inspirado numa concepção de sociedade assentada na produtividade, na
eficiência e no rendimento, foi incorporado à tendência escolanovista como
continuidade dela.
O sóciopolitico → assume uma postura crítica em relação aos dois anteriores,
acentua a relevância dos determinantes sociais na educação e, as finalidades
sociopolíticas da escola. Sustenta uma visão parcializada da educação, ao
reduzi-la à sua dimensão sociopolítica, negando a especificidade do pedagógico.
(...) é acentuado pelas tendências progressistas, mas é exacerbado nas versões
libertadora e libertária. ... o movimento da crítica sociopolítica à pedagogia
e à didática se inicia no começo da década de 70, mas é na segunda metade que
aparecem suas manifestações na prática escolar → não existem problemas
pedagógicos, mas problemas políticos. A escola cumpre o papel de aparelho
ideológico do Estado garantindo uma função política de inculcacão da ideologia
burguesa, acomoda-se às necessidades do sistema industrial como formadora de
mão-de-obra, domestica professores e alunos por meio de procedimentos
burocráticos e técnicas didáticas, subordina-se aos princípios da
racionalidade, eficiência e rendimento máximos.
A pedagogia crítico-social dos conteúdos tem como propósitos integrar os
aspectos material/formal do ensino e, ao mesmo tempo, articulá-los com os
movimentos concretos tendentes à transformação da sociedade. Valoriza a escola
enquanto mediadora entre o aluno e o mundo da cultura, cumprindo esse papel
pelo processo de transmissão/assimilação crítica dos conhecimentos, inseridos
no movimento da prática social concreta dos homens, que é objetiva e histórica.
A pedagogia dos conteúdos considera que a invenção da escola na sociedade não é
mera casualidade, mas resultado de necessidades e exigências sociais que lhe
dão o caráter inelutável de historicidade, e, por conseguinte, de
transitoriedade de cada modalidade e ação formativa existente.
(...) Teoria e prática, pedagogia e didática são momentos inseparáveis na
atividade transformadora da prática social, enriquecendo-se mutuamente à medida
que a prática educativa concreta é questionada e modificada em decorrência das
exigências de situações pedagógicas que ocorrem em circunstâncias históricas determinadas.
(...) o trabalho docente é um momento-síntese, uma totalidade à qual afluem
determinantes econômicos, sociais, biológicos, psicológicos que são, ao mesmo
tempo, condições para o complemento do ato educativo. São também mediações que
irão favorecer ou dificultar a um aluno apropriar-se do saber escolar e, por
ele, construir-se como ser social ativo. ... o trabalho docente consiste então
na atuação do professor no ato educativo medindo os processos pelos quais o
aluno apropria ou reapropria o saber de sua cultura e o da cultura dominante,
elevando-se do senso comum ao saber criticamente elaborado. (...) o núcleo do
trabalho docente é o encontro direto do aluno com o material formativo
(apropriação ativa de conhecimentos). (...) o trabalho docente consiste numa
atividade mediadora entre o individual e o social, entre o aluno e a cultura
social e historicamente acumulada, entre o aluno e as matérias de estudo.
No trabalho docente as orientações metodológicas podem ser operacionalizadas em
três passos articulados entre si:
Situação orientadora inicial (síncrese)
Desenvolvimento operacional (análise)
Integração e generalização (síntese)
"A síncrese corresponde à visão global, indeterminada, confusa,
fragmentária da realidade; a análise consiste no desdobramento da realidade em
seus elementos, a parte como parte do todo; a síntese é o resultado da
integração de todos os conhecimentos parciais num todo orgânico e lógico,
resultando em novas formas de ação → Do sincrético pelo analítico para o sintético".
(...) a didática progressista assentada numa pedagogia crítico-social dos
conteúdos vai buscar formas pedagógicas da pedagogia tradicional, da pedagogia
renovada e outras pedagogias, em procedimentos lógico-metodológicos de análise
da realidade concreta que sirvam de apoio ao professor nas situações
pedagógicas específicas. Uma teoria crítica de escola parte de uma avaliação
das circunstâncias histórico-sociais e concretas que determinaram o
aparecimento e o desenvolvimento das formas pedagógicas, para incorporá-las,
por superação, às realidades sociais presentes.
Análise crítica
O professor Libâneo ressalta a importância do trabalho dos professores na
escola, o que significa juntar a teoria e a pesquisa à prática pedagógica.
Grande conhecedor das mazelas do ensino público, o autor intenta, em seu livro,
conscientizar os profissionais de educação para a fragilidade de nosso sistema
educacional, todo calcado em modelos estranhos à nossa realidade, visto que
importados de outras culturas.
O objetivo da "Democratização da Escola Pública" deve ser o ensino e
o caminho é a valorização desse tipo de escola; deve ser a realização de um
trabalho didático-pedagógico diferente do que é, muitas vezes, impingido aos
docentes que, por sua vez, devem deixar de lado sua cômoda posição de culpar
"o sistema" (entenda-se: governo, direção da escola, situação
econômica do país, desinteresse dos alunos,...) e partir para a luta a fim de
que o ensino público sirva, não só de canal de informação, mas também de
formação dos educandos.
Democratizar a escola é formar um aluno capaz de se expressar bem; capaz de se
comunicar de diversas formas, de desenvolver o gosto pelo estudo, de dominar o
saber escolar; é ajudá-lo na formação de sua personalidade social,
percebendo-se dentro da organização enquanto coletividade. Trata-se de
proporcionar-lhe o saber e o saber-fazer críticos como pré-condição para sua
participação em outras instâncias na vida social, inclusive para melhoria de
suas condições de vida.,a fim de que ele consiga dar um salto qualitativo do
senso-comum para o conhecimento científico.
Bibliografia
LIBÂNEO, José C. Democratização da escola pública, São Paulo, Edições.
Loyola,1985.
UNIVERSIDADE DO BRASIL – UFRJ
CFCH/FE/PEDAGOGIA
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