terça-feira, 29 de setembro de 2026

Formação do Império Persa

Um dos impérios mais poderosos da Idade Antiga foi o Império Persa, que se localizou onde hoje se encontra o Irã, um dos países mais antigos do Oriente Médio. Até 1935, o Irã guardava essa herança no nome do país, pois era cha mado de Pérsia. Sua história tem início por volta de 2000 a.C., quando duas tribos nômades, os medos e os persas, ocuparam um planalto a leste da Mesopotâmia e lá se seden tarizaram, organizando dois reinos rivais.
Posteriormente, os persas derrotaram os medos e, entre os séculos VI a.C. e IV a.C., realizaram diversas conquistas territoriais, expandindo suas fronteiras e formando um vasto e poderoso império. Observe nos mapas a seguir o território persa na Antiguidade e o do atual Irã.

Formação do Império Persa 

Em 559 a.C., sob o comando do rei Ciro, o Grande, os persas derrotaram os medos e iniciaram um período de conquistas territoriais, impondo sua dominação sobre regiões vizinhas: Mesopotâmia, Fenícia e Palestina. Assim, a Pérsia se transformou em um império, ou seja, um reino que domina outros povos e submete-os às leis e às decisões do governo imperial. 
A expansão territorial persa prosseguiu com o imperador Cambises, que li derou o exército persa na conquista do Egito. Mas foi durante o longo governo de seu sucessor, Dario, que a Pérsia se tornou um dos impérios mais organiza dos e poderosos de seu tempo.

O governo de Dario 

Dario detinha controle absoluto sobre o império, mantendo numerosos funcionários públicos com a função de percorrer e fiscalizar constantemente os territórios dominados e de passar todas as informações importantes para o imperador. Esses funcionários eram conhecidos como “os olhos e os ouvidos do rei”. Para melhor governar, Dario dividiu o império em vinte províncias chamadas satrápias. 
Cada uma delas era governada por um sátrapa, que obedecia fiel mente às ordens do imperador. Diferentemente dos outros impérios da época, a Pérsia tinha cinco capitais: Persépolis, Susa, Sardes, Ecbátana e Babilônia. 
O imperador mandou construir estradas ligando as principais cidades e organizou um sistema de correios, cujas mensagens eram levadas por pessoas a cavalo. Tanto as estradas como os correios foram essenciais para integrar e manter uma boa comunicação entre as diversas regiões do grande império. 
Nesse período, as atividades comerciais foram muito intensificadas, momento em que foi criada uma moeda única para todo o império: o dárico.

As relações com os povos conquistados 

Dario exigia que os povos dominados pagassem altos impostos e fornecessem homens para o exército e para a construção de estradas e ou tras obras públicas. Em troca, permitia que eles mantivessem os costumes, as leis, a língua e a religião. Por meio desse acordo de tolerância à cultura dos povos conquistados, durante muito tempo o imperador conseguiu evitar que eles se revoltassem contra a dominação persa.

O enfraquecimento do Império 

Os persas foram o primeiro povo da Antiguidade a pagar salários aos sol dados, geralmente recrutados entre os povos conquistados. Acreditava-se que esses soldados estrangeiros – chamados de mercenários – estariam sempre motivados a lutar, incentivados pelo dinheiro que ganhavam. Esse costume tornou possível a organização de um exército com milhares de soldados de origens diversas. No entanto, o exército de mercenários mostrou-se insuficiente nas guerras travadas contra um temido inimigo da Pérsia: a Grécia.
Entre 500 a.C. e 479 a.C., nas Guerras Médicas (assim denominadas porque os gregos chamavam os persas de medos), a Pérsia foi enfim derrotada. Por ser estrangeiros, os mercenários do exército persa falavam línguas diferentes e muitos não compreendiam as ordens dos comandantes; outros desistiam, pois não estavam lutando por seu próprio povo. Embora fossem numericamente inferiores, os gregos resistiram e lutaram de forma unificada para defender suas terras, tradições e, principalmente, sua liberdade. Essa teria sido uma das principais razões do início do processo de enfraquecimento do Império Persa. Após essa derrota, os imperadores enfrentaram muitas dificuldades para fazer valer sua dominação, defender seu território e submeter os povos conquistados.
As constantes revoltas dos povos do minados e as lutas pelo poder dentro do governo também contribuíram para a queda do Império. A destruição final do Império ocorreu em 330 a.C., quando os macedônicos, liderados por Alexandre, o Grande, conquistaram a Pérsia.

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