Um dos impérios mais poderosos da Idade Antiga foi o Império Persa, que se localizou onde hoje se encontra o Irã, um dos países mais antigos do Oriente Médio. Até 1935, o Irã guardava essa herança no nome do país, pois era cha mado de Pérsia. Sua história tem início por volta de 2000 a.C., quando duas tribos nômades, os medos e os persas, ocuparam um planalto a leste da Mesopotâmia e lá se seden tarizaram, organizando dois reinos rivais.
Posteriormente, os persas derrotaram os medos e, entre os séculos VI a.C. e IV a.C., realizaram diversas conquistas territoriais, expandindo suas fronteiras e formando um vasto e poderoso império. Observe nos mapas a seguir o território persa na Antiguidade e o do atual Irã.
Formação do Império Persa
Em 559 a.C., sob o comando do rei Ciro, o Grande, os persas derrotaram
os medos e iniciaram um período de conquistas territoriais, impondo sua
dominação sobre regiões vizinhas: Mesopotâmia, Fenícia e Palestina. Assim,
a Pérsia se transformou em um império, ou seja, um reino que domina
outros povos e submete-os às leis e às decisões do governo imperial.
A expansão territorial persa prosseguiu com o imperador Cambises, que li
derou o exército persa na conquista do Egito. Mas foi durante o longo governo
de seu sucessor, Dario, que a Pérsia se tornou um dos impérios mais organiza
dos e poderosos de seu tempo.
O governo de Dario
Dario detinha controle absoluto sobre o império, mantendo numerosos funcionários públicos com a função de percorrer e fiscalizar constantemente os
territórios dominados e de passar todas as informações importantes para o
imperador. Esses funcionários eram conhecidos como “os olhos e os ouvidos
do rei”.
Para melhor governar, Dario dividiu o império em vinte províncias chamadas
satrápias.
Cada uma delas era governada por um sátrapa, que obedecia fiel
mente às ordens do imperador. Diferentemente dos outros impérios da época,
a Pérsia tinha cinco capitais: Persépolis, Susa, Sardes, Ecbátana e Babilônia.
O imperador mandou construir estradas ligando as principais cidades e organizou um sistema de correios, cujas mensagens eram levadas por pessoas
a cavalo. Tanto as estradas como os correios foram essenciais para integrar
e manter uma boa comunicação entre as diversas regiões do grande império.
Nesse período, as atividades comerciais foram muito intensificadas, momento em que foi criada uma moeda única para todo o império: o dárico.
As relações com os povos conquistados
Dario exigia que os povos dominados pagassem altos impostos e fornecessem homens para o exército e para a construção de estradas e ou
tras obras públicas. Em troca, permitia que eles mantivessem os costumes, as
leis, a língua e a religião. Por meio desse acordo de tolerância à cultura dos
povos conquistados, durante muito tempo o imperador conseguiu evitar que
eles se revoltassem contra a dominação persa.
O enfraquecimento do Império
Os persas foram o primeiro povo da Antiguidade a pagar salários aos sol
dados, geralmente recrutados entre os povos conquistados. Acreditava-se que
esses soldados estrangeiros – chamados de mercenários – estariam sempre
motivados a lutar, incentivados pelo dinheiro que ganhavam. Esse costume
tornou possível a organização de um exército com milhares de soldados de
origens diversas.
No entanto, o exército de mercenários mostrou-se insuficiente nas guerras
travadas contra um temido inimigo da Pérsia: a Grécia.
Entre 500 a.C. e 479 a.C., nas Guerras Médicas (assim denominadas porque
os gregos chamavam os persas de medos), a Pérsia foi enfim derrotada. Por
ser estrangeiros, os mercenários do exército persa falavam línguas diferentes e
muitos não compreendiam as ordens dos comandantes; outros desistiam, pois
não estavam lutando por seu próprio povo. Embora fossem numericamente
inferiores, os gregos resistiram e lutaram de forma unificada para defender suas terras, tradições e, principalmente, sua liberdade.
Essa teria sido uma das principais razões do início do processo de
enfraquecimento do Império Persa. Após essa derrota, os imperadores enfrentaram muitas dificuldades para fazer valer sua dominação, defender
seu território e submeter os povos conquistados.
As constantes revoltas dos povos do
minados e as lutas pelo poder dentro do
governo também contribuíram para a
queda do Império. A destruição final do
Império ocorreu em 330 a.C., quando os
macedônicos, liderados por Alexandre, o
Grande, conquistaram a Pérsia.
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