Por volta de 1200 a.C., os hebreus chegaram à Palestina, então ocupada pelos filisteus, o que deu início a aproximadamente dois séculos de lutas pela disputa desse território.
Cada tribo hebraica era governada por um juiz, que desempenhava as funções de chefe militar e religioso. As tribos produziam o necessário à sobrevivência e praticavam principalmente a agricultura e a criação de animais.
Em 1030 a.C., temendo a derrota para os filisteus, as tribos hebraicas se uniram sob um governo monárquico, cujo primeiro rei foi Saul. As poucas terras férteis que ocupa vam passaram a pertencer a apenas algumas famílias mais poderosas – assim, a maior par te da população hebraica passou a trabalhar em terras que não eram suas.
Na mesma época, comerciantes e funcionários públicos também compunham a sociedade hebraica, formando suas
camadas intermediárias. Sob o governo de Davi, sucessor de Saul, os hebreus
derrotaram definitivamente os filisteus, e a cidade de Jerusalém tornou-se a
capital do reino. No reinado de Salomão, que sucedeu Davi, o reino hebraico
alcançou grande desenvolvimento.
Nesse período, o comércio teve grande impulso, tornando-se fonte de riqueza para o reino; organizou-se a construção
de templos, palácios e fortalezas militares
(obras públicas financiadas com o aumento
dos impostos); e permitiu-se a escravidão
por dívidas, o que dificultou a situação das
camadas mais pobres da população.
Cisma hebraico
Ainda de acordo com as fontes religiosas, após a
morte do rei Salomão, seu filho e sucessor, Roboão,
aumentou a já elevada carga de impostos cobrados
do povo. O descontentamento popular com essa si
tuação provocou revoltas que, em 926 a.C., levaram
à divisão do povo hebreu em dois reinos – o de Israel
e o de Judá. Essa passagem da história é chamada de
Cisma hebraico.
Em 722 a.C., cerca de dois séculos após sua for
mação, o Reino de Israel foi dominado pelos assírios.
Com o tempo, os hebreus do Reino de Israel assimilaram a cultura dos povos com que conviveram,
abandonando em parte as tradições e os costumes
hebraicos.
Os hebreus do Reino de Judá conseguiram evitar
o domínio assírio, mantendo sua independência por
meio do pagamento de muitos impostos. A partir de
então, os hebreus passaram a ser conhecidos como
judeus.
Judá, em 586 a.C., foi dominada pelos caldeus,
povo que formara o II Império Babilônico, e os ju
deus foram levados à cidade da Babilônia, onde fica
ram prisioneiros por quase 50 anos.
Em 539 a.C., os
persas derrotaram os caldeus e libertaram os judeus
da escravidão na Babilônia, permitindo que retornas
sem a suas terras, na época sob domínio do Império
Persa. Nem todos quiseram sair da Babilônia, por
que já estavam estabelecidos como comerciantes.
Depois do domínio persa, o território palestino
sofreu ainda invasões dos macedônicos e, poste
riormente, dos romanos. Estes últimos tomaram
Jerusalém em 63 a.C., incorporando a cidade a seu
império.
Os judeus reagiram ao domínio romano
com rebeliões; esforçaram-se para manter suas
práticas culturais e, dessa forma, impedir que a
dominação se estendesse sobre as tradições e os
costumes do povo.
Em resposta à resistência dos judeus, no ano 70 d.C. o exército roma
no destruiu o principal centro religioso
judaico, o Templo de Jerusalém, fato
que deu início ao processo de diáspora. A partir de então, os judeus migraram para várias partes do mundo; no
entanto, não perderam sua identidade cultural.
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