Até aproximadamente o século VII a.C., os persas eram politeístas e, em seus cultos, praticavam sacrifícios de animais e consumiam bebidas consideradas sagradas.
Entre os séculos VII a.C. e VI a.C., um sacerdote chamado Zoroastro come çou a fazer pregações nas quais criticava o politeísmo tradicional e propunha uma religião dualista baseada na existência de duas divindades opostas que estavam em constante luta: Aura-Mazda (deus do bem), associado a princípios como vida, verdade e justiça, e Arimã (deus do mal), associado à morte, à desonra, à injustiça.
Os sacerdotes politeístas combateram Zoroastro,
mas, com o passar do tempo, grande parte do povo
persa adotou a nova religião, acreditando que o com
portamento das pessoas podia garantir a vitória de
um deus sobre o outro: se elas agissem com base
nos bons princípios, o bem derrotaria o mal; caso
contrário, Arimã venceria Aura-Mazda.
Também aguardavam a vinda de um “Salvador” que
prepararia seu povo para o fim do mundo. Nesse dia
aconteceria o Juízo Final, quando os mortos ressuscita
riam e seriam julgados: os bons iriam para o paraíso e os maus, para o inferno. Tais
crenças influenciaram o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Os ensinamentos da religião persa estão reunidos no livro sagrado
Zend-Avesta e foram inicialmente organizados por Zoroastro; por esse motivo
a religião é também conhecida por zoroastrismo. Seus seguidores não representam os deuses em esculturas nem constroem templos religiosos, como em
outras religiões. Atualmente, há seguidores do zoroastrismo sobretudo no Irã e
na Índia, onde são chamados de parsis.
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