A Pérsia situava-se no Planalto do Irã, região montanhosa e com poucas planícies. Ali, a partir do segundo milênio, estabeleceram-se diversos povos, entre os quais os medos e os persas. Durante muito tempo, os persas foram dominados pelos medos. Mas, por volta de 550 a.C., um príncipe persa, de nome Ciro, liderou uma rebelião vitoriosa e, depois de dominar os povos da região, fundou o Império Persa.
Visando à conquista de riquezas e povos, o rei Ciro organizou um poderoso exército com o qual expandiu as fronteiras do Império em várias direções. Seus sucessores, Cambises e Dario, comandaram novas conquistas, e assim, o Império Persa passou a abranger uma área gigantesca que ia do vale do Rio Nilo, no Egito, até o vale do Rio Indo, na Índia.
Fotografia atual de relevo da escadaria do Palácio de Apadana (c. 515 a.C.) em Persépolis (Irã).
Administração do império
Para melhorar a organização d do império, Dario I o manteve
dividido em províncias chamadas satrápias; e, para administrá-las, nomeou funcionários de sua confiança, os sátrapas. Esses funcionários, por sua vez, eram vigiados de perto por inspetores, conhecidos como "olhos e ouvidos do rei".
Os persas permitiam que os povos dominados mantivessem seus costumes e sua religião, mas exigiam que eles servissem no exército persa e pagassem pesados impostos.
A fim de facilitar a comunicação, o comércio e o deslocamento do exército persa no interior do império, Dario I mandou construir um eficiente sistema de correios e uma rede de estradas. A principal delas era a Estrada Real, que ligava Susa a Sardes, e tinha cerca de 2 600 km de extensão. Para percorrê-la, os corredores reais levavam oito dias a cavalo, sendo cada um deles responsável por um trecho da estrada.
O imperador Dario I mandou também cunhar uma moeda única, o que facilitou enormemente o comércio entre todos os povos sob seu domínio. Entre as muitas mercadorias comercializadas no império havia magníficas peças de artesanato em ouro, prata e pedras preciosas feitas pelos artesãos persas.
A religião persa
Os Os persas tinham uma religião antiga que foi reformada por Zoroastro (628-551 a.C.), também chamado de Zaratustra. Para o zoroastrismo, o Universo é palco de uma luta permanente entre bem e mal, verdade e mentira. Por isso se diz que o zoroastrismo é dualista. Sua doutrina está contida no livro sagrado Avesta.
Nessa religião, há um deus supremo, Ahura Mazda, que representa o bem, a luz e é o criador de todas as coisas boas; seu maior adversário é Arimã, que representa o mal, a destruição, as trevas.
O zoroastrismo acredita no julgamento dos mortos e na vida eterna para os justos.
Persas
Os persas ocupavam o planalto do Irã desde 1500 a.C. Durante séculos, o modo de vida dos persas baseou-se na agricultura e na pecuária.
Expansão imperial
Em torno de 539 a.C., Ciro II (c. 600 a.C.-530 a.C.), rei da dinastia aquemênida, comandou a expansão persa no Oriente Próximo, iniciando a
formação de um grande império.
O exército comandado por Ciro venceu o Império Babilônico e pôs
fim ao cativeiro dos judeus. Depois, anexou regiões do Crescente Fértil,
como a Síria, e estendeu o domínio persa até as fronteiras da Índia.
O Império Persa continuou crescendo com o sucessor de Ciro II, o rei
Cambises, que derrotou o Egito em 525 a.C.
Foi no reinado de Dario I, porém, que o Império Persa atingiu sua extensão territorial máxima. O exército de Dario (550 a.C.-486 a.C.) invadiu
a Ásia Menor e anexou territórios no mar Egeu, ameaçando os interesses comerciais das cidades gregas.
O exército dos persas era forte, bem equipado e numeroso. Eles foram os primeiros na história a pagar soldos, ou seja, a remunerar os sol
dados, incluindo os voluntários das províncias dominadas.
Administração persa
O Império Persa se tornou tão grande que foi dividido em satrapias,
que eram grandes regiões administrativas. Cada uma delas devia pagar
impostos, em prata ou em produtos.
Para garantir que suas decisões fossem executadas e para fiscalizar
as ações de líderes locais, Dario I nomeava funcionários reais conhecidos
como “olhos e ouvidos do rei”.
Várias estradas foram construídas como forma de melhorar a comunicação e o transporte de mercadorias entre as diversas regiões do Império Persa. Destaca-se a Estrada Real, que ligava as cidades de Susa
e Sardes.
A arquitetura era grandiosa, com os palácios reais de Persépolis e
Susa exibindo todo o poder dos aquemênidas.
A queda do Império Persa
Os persas não impuseram seus costumes aos povos conquistados, permitindo que cada um
continuasse a praticar sua religião. Entretanto, cobraram altos impostos, o que levou à revolta de
muitas províncias no século VI a.C.
O maior desafio, porém, ocorreu no estrangeiro. Os persas haviam atacado colônias gregas na
parte oriental do mar Mediterrâneo e, em 490 a.C., os gregos reagiram.
Com o apoio de Atenas, principal cidade grega, a cidade de Mileto se rebelou contra o domí
nio persa. Os gregos ganharam algumas batalhas, os persas outras, mas a vitória final foi dos
gregos, em torno de 480 a.C. A derrota enfraqueceu o Império Persa, que, em 330 a.C., foi inva
dido pelos macedônios.
O zoroastrismo tornou-se a religião oficial do Império Persa entre os séculos VI a.C. e IV a.C. A palavra zoroastrismo se originou do nome de seu fundador, Zoroastro (ou Zaratustra), homem nascido
em meados do século VII a.C. Segundo Zaratustra, havia um deus associado ao bem e à verdade,
chamado Ormuz, e um deus associado ao mal e à morte, conhecido como Arimã. Os dois deuses
poderiam influenciar a vida das pessoas de acordo com o comportamento de cada uma delas.
Alguns estudiosos sugeriram que a religião persa era monoteísta: Ormuz era o deus; Arimã era o
diabo. Mas isso não é exato.
Os persas cultuavam dois deuses principais: um do bem, outro do mal.
Seus seguidores acreditavam no fim do mundo e num julgamento final, quando viria um
salvador da humanidade. Eles não representavam seus deuses em imagens nem os cultuavam
em templos.
Por tudo o que estudamos, prevalece a ideia de que os únicos monoteístas do Oriente Próximo
eram os hebreus. Moisés renovou a aliança de Abraão com Deus ao libertar os hebreus do cativeiro. Mas Moisés era mesmo hebreu? Há quem duvide, sugerindo que ele era filho do faraó, ou seja,
um príncipe do Egito.
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