Jerusalém é a maior cidade de Israel, um território sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos. Suas antigas edificações guardam a memória de diferentes impérios que disputaram a região ao longo de séculos. Hoje, Jerusalém conta com uma população de aproximadamente 944.000 pessoas (dados de 2020).
Do total de habitantes da cidade, 64% são judeus, 34% são árabes muçulmanos e 2% são formados principalmente de cristãos, muitos deles árabes. Jerusalém está dividida em dois agrupamentos urbanos: a cidade nova, moderna, que cresceu em todas as direções; e a cidade velha, cercada por uma grande muralha.
No interior dessa muralha estão localizados os monumentos sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos: o Muro das Lamentações (sagrado para judeus), a Igreja do Santo Sepulcro (sagrada para cristãos) e o Domo da Rocha (sagrado para muçulmanos).
É possível entender a diversidade em Jerusalém observando o cotidiano de seus habitantes. Os membros de algumas seitas judaicas ultraortodoxas, por exemplo, usam chapéus
que identificam aqueles que nasceram e vivem em Jerusalém. Na tradição judaica, cobrir
a cabeça é um sinal de devoção a Deus. Mas, em geral, os judeus religiosos ou ortodoxos
usam o kipá, nome hebraico do pequeno solidéu tradicional.
As diferentes denominações cristãs em Jerusalém também se distinguem pelo tipo de
chapéu. O chapéu cônico preto, utilizado pelos sacerdotes armênios, que são cristãos ortodoxos, remete ao formato do Monte Ararat, na Armênia, que é sua terra natal.
Por sua vez, as mulheres muçulmanas cobrem a cabeça com os tradicionais hijabs. Em
Jerusalém, os lenços tendem a ser coloridos e alegres, com lantejoulas ou bordados.
Jerusalém é hoje a capital oficial do Estado de Israel. Mas essa condição não é reconhecida
pela maior parte da comunidade internacional. Judeus e palestinos reivindicam o direito
histórico sobre a cidade e ainda não há uma
solução definitiva para o conflito entre eles.
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