Muitos anos após estabelecerem-se novamente em Canaã, no século XI a.C., os hebreus consolidaram um Estado com o poder centralizado em torno de um rei. Sob o governo do rei Davi, que durou de 1000 a.C. a 965 a.C., a cidade de Jerusalém foi transformada na capital do reino. Na nova capital, Davi centralizou o culto ao Deus único Yahweh (Javé ou Jeová), convertendo o monoteísmo hebraico em religião do Estado.
Em 926 a.C., o norte do reino se rebelou e criou o Reino de Israel, com capital em Samaria. No sul, formou-se o Reino de Judá, que manteve sua capital em Jerusalém. Após a divisão dos dois reinos, os habitantes do Reino de Judá
passaram a ser conhecidos como judeus.
Em 722 a.C., os assírios conquistaram o Reino
de Israel, deportaram sua população para os
territórios assírios e levaram estrangeiros para
ocupar as terras conquistadas.
O Reino de Judá resistiu por mais tempo aos
ataques de outros povos. Contudo, no século
I a.C., a região passou a ser domínio do Império
Romano, e os conflitos entre os governantes
romanos e os judeus passaram a ser constantes.
Em 70 d.C., os romanos impulsionaram uma
grande revolta judaica, saquearam e destruíram
o Templo de Jerusalém e expulsaram os judeus
da região. A maior parte deles espalhou-se então
por vários domínios romanos. Esse movimento
de dispersão geográfica ficou conhecido como
Diáspora (ou a Grande Diáspora).
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