Nasceu em New York in 1915; é um cognitivista e, em decorrência, acredita que a aprendizagem é um processo que ocorre internamente, mediado cognitivamente, e não um produto direto do ambiente, das pessoas ou de fatores externos àquele que aprende.
Bruner pesquisou o trabalho de sala de
aula e desenvolveu uma teoria da instrução,
que sugere metas e meios para a ação do educador. Seu livro, "Uma Nova
Teoria da Aprendizagem", em português, foi lançado em 1966.
A teoria de Bruner leva em consideração a curiosidade do aluno e o papel do
professor como instigador dessa curiosidade, daí ser
denominada teoria ( ou método ) da descoberta. É uma teoria desenvolvimentista,
que tenta explicar como a criança, em diferentes etapas da vida, representa o
mundo com o qual interage. Apresenta três níveis de
representação do mundo pela criança:
- enativo - a criança representa o mundo ( objetos ) pela ação que exerce sobre eles
- icônico - já representa mentalmente os
objetos
- simbólico - utiliza símbolos, sem necessidade de imagens ou ação
- estruturação das matérias de ensino
- seqüência de apresentação das matérias
- motivação ( predisposição para aprender )
- reforço
- propícios à memorização e transferência dessa memorização, pois o
aluno satisfeitas essas condições, transfere a aprendizagem para uma nova
situação.
Bruner
não limita a descoberta a apenas o encontro de coisas novas, mas
preferencialmente, inclui nesta estratégia todas as formas de busca de
conhecimentos pelo próprio aluno. Para Bruner a descoberta pode:
- liberar o estudante de expectativas quanto à pré-existência de
uma resposta correta, situação em que nada haveria para ser descoberto,
ativando deste modo todo o potencial intelectual disponível;
- libertar o aluno do controle por meio de recompensas ou do castigo
imediato e, assim, provocar uma verdadeira motivação para o trabalho;
- permitir o desenvolvimento pessoal de processos de descoberta que
podem ser generalizados para as mais variadas situações;
- favorecer a invocação de informações, já que elas foram retidas
dentro de uma estrutura cognitiva construída pela própria pessoa.
Nessa concepção o
aluno é colocado em uma situação ativa, encarado como o construtor de sua
própria aprendizagem e situando o professor como elemento desafiador e não
apenas como um fornecedor de respostas prontas.
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