A sociedade ateniense estava dividida em três grupos sociais: cidadãos, metecos e pessoas escravizadas. Os cidadãos eram minoria na população ateniense e apenas eles tinham direitos civis, políticos, jurídicos e religiosos assegurados. Cabia-lhes participar da vida de sua comunidade, cuidar da defesa do território, envolver-se nas festividades públicas e nas atividades políticas da pólis. Inicialmente, apenas os grandes proprietários de terra, conhecidos como eupátridas, eram considerados cidadãos.
Posteriormente, outros grupos conquistaram o direito à cidadania, como agricultores que detinham algumas posses (chamados de georgóis; em grego, gergoi) e comerciantes e artesãos (demiurgos; em grego, demiourgoi), por exemplo.
A sociedade ateniense era patriarcal, assim, as mulheres não podiam dispor de propriedades,
administrar negócios ou ter direitos
políticos. Elas eram sempre representadas
pelo marido ou por algum parente de gênero
masculino.
Seu principal papel naquela sociedade
era ser mãe e gerar herdeiros.
As mulheres atenienses
casadas deviam, de modo geral,
ficar reclusas em suas casas,
dedicando-se à vida doméstica. Ainda assim, cabia a elas a
organização de algumas das festas
que aconteciam na cidade, como
as Panateneias, em homenagem à
deusa Atena.
As mulheres das camadas
mais baixas da sociedade, no entanto,
costumavam trabalhar, dedicando-se
ao pequeno comércio, administrando
tabernas, vendendo mercadorias na ágora,
entre outras atividades.
Metecos e pessoas escravizadas
Os metecos, por sua vez, eram um grupo formado pelas pessoas escravizadas que
conseguiram a liberdade e pelos estrangeiros que viviam em Atenas. Para os atenienses,
eram consideradas estrangeiras as pessoas que não pertenciam à pólis. Assim, tanto um
egípcio residente na cidade quanto um grego natural de outra pólis, como Esparta ou
Corinto, eram estrangeiros em Atenas.
Os metecos não podiam ser donos de terras e não
tinham direitos civis nem políticos assegurados. Só se tornavam cidadãos os metecos que
prestassem serviços importantes a Atenas.
As pessoas escravizadas formavam a camada mais baixa
da sociedade ateniense e, com os metecos, compunham a maior
parte da população. Em sua maioria, eram prisioneiros de guerra
originários da Ásia Menor ou da Trácia.
De modo geral, todos os
cidadãos – inclusive os mais pobres – possuíam trabalhadores escraviza
dos. Estes pertenciam a seus amos,
que eram proibidos de praticar
maus-tratos contra eles.
A escravidão desempenhava
um papel fundamental para o funcionamento da economia no mundo
antigo, envolvendo as principais
atividades produtivas, especial
mente a agricultura. O trabalho das
pessoas escravizadas garantia parte
importante da produção e, assim,
possibilitava o exercício da cidadania
pelos atenienses livres.
Nesse contexto, os atenienses
relutavam em dar liberdade às pessoas escravizadas. Houve poucos
casos de libertos que conquistaram
o direito à cidadania.
Afresco que representa um pescador,
produzido por volta do século XVII a.C.
A obra foi encontrada na ilha grega de
Santorini, no Mar Egeu.
No século V a.C., quase metade da população ateniense era formada por escravos. Os homens livres frequentavam todos os espaços da cidade, entre eles movimentados mercados, onde se comercializavam escravos e diversos tipos de produtos. Os mercados eram também pontos de encontro onde se conversava sobre negócios, política e problemas da cidade.
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