Na região grega do Peloponeso localizava-se a cidade-Estado de Esparta. Por volta de 1200 a.C., os dórios, povo nômade provavelmente de origem asiática, fixaram-se na Península Balcânica, onde fundaram a cidade de Esparta, na região do Peloponeso.
A sociedade de Esparta manteve a tradição militar dos dórios durante toda a Antiguidade. Eles usavam armas de ferro, metal – um material que era desconhecido na Grécia – e, como se dedicavam à guerra, destruíram a civilização dos povos que lá viviam e escravizaram sua população. Cercada por montanhas e solos férteis,
Esparta desenvolveu como principais atividades econômicas a agricultura e a criação de animais. Sua sociedade destacou-se principalmente pela rigidez de costumes e pelo espírito guerreiro; um bom exemplo disso era a dedicação aos treinamentos físicos e militares. Os espartanos valorizavam a guerra como forma de demonstrar honra, coragem e força física, características que os historiadores geralmente relacionam à herança militar dos dórios, povo fundador de Esparta.
Na sociedade espartana, os esparciatas, nome dos cidadãos espartanos que permaneciam à disposição do exército ou dos negócios públicos, consideravam-se os únicos descendentes dos dórios. Eram a minoria da população, do nos das melhores terras e, além disso, somente eles tinham direito à cidadania, controlando o governo.
Os periecos viviam nos arredores da cidade e eram proprietários das terras menos férteis; alguns eram pequenos comerciantes, outros, artesãos.
Havia também os hilotas, prisioneiros de guerra que trabalhavam como agricultores ou soldados. Eles pertenciam ao governo, que tinha o poder de libertá-los. Aqueles que ganhavam a liberdade dedicavam-se a diferentes atividades e podiam possuir bens. Filhos de mulher hilota e pai esparciata poderiam ser reconhecidos como cidadãos de Esparta.
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