A sociedade espartana estava dividida em três grupos sociais bem distintos: espartiatas (ou esparciatas), periecos e hilotas. Os espartiatas, também chamados de espartanos, compunham a elite da sociedade e descendiam diretamente dos dórios. Representavam cerca de 10% da população, eram proprietários de terras e consideravam-se os verdadeiros cidadãos de Esparta e superiores ao restante da população. Controlavam o poder político da cidade e de todas as instituições de governo. Eram os únicos que podiam participar de assembleias e assumir cargos públicos.
Os éforos e os dois reis vitalícios (diarcas) que governavam a cidade também pertenciam a esse grupo social.
Os espartiatas viviam da renda de suas terras e eram proibidos de realizar trabalhos
manuais. Desde pequenos, eram criados para tornarem-se guerreiros. A partir dos 7 anos, os
meninos eram afastados de suas famílias e encaminhados aos quartéis. Até os 12 anos, dedicavam-se aos esportes e aprendiam sobre valores como força, bravura, disciplina e solidariedade.
Ao completarem 18 anos, os jovens enfrentavam um rigoroso treinamento militar. Dos
20 aos 30, permaneciam nos quartéis, prontos para entrar em combate. Só eram liberados
do serviço militar aos 30 anos, quando, então, conquistavam a cidadania. Entretanto,
somente após os 60 anos eram dispensados de suas obrigações militares.
Outro grupo social de Esparta era o dos periecos, antigos habitantes das regiões
conquistadas pelos dórios e que não combateram os invasores. Os periecos viviam na
periferia da pólis, eram livres e tinham a obrigação de alistarem-se no exército, podendo,
inclusive, tornarem-se oficiais, mas não tinham o direito de participar do governo. Muitos
se dedicavam ao comércio e à manufatura, uma vez que essas
atividades eram proibidas aos espartiatas.
Os hilotas (prisioneiros, em grego) faziam parte do grupo que
combateu os dórios quando estes invadiram a Península Balcânica.
Com a vitória dos invasores, foram submetidos à escravidão e passaram a pertencer a um senhor, mas a cidade-Estado de Esparta
tinha direitos sobre eles. Os hilotas não podiam ser vendidos
para fora do território espartano e apenas o governo da
pólis poderia libertá-los.
Os homens hilotas trabalhavam nas terras dos espartiatas e eram obrigados a dar a eles metade do que produziam.
Também podiam ser convocados para o exército, mas
lutavam com armamentos mais simples. As mulheres trabalhavam nas casas da cidade como amas de leite, tecelãs ou
fiandeiras. A insatisfação dos hilotas diante de toda essa
situação era grande e por vezes eles revoltaram-se contra
os espartiatas.
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