domingo, 11 de outubro de 2026

ROMA E SUAS CONSTRUÇÕES

No campo da construção, os romanos desenvolveram importantes técnicas e conhecimentos. Alguns dos melhores exemplos da Engenharia romana são as casas de banho (termas), as estradas e os aquedutos (canais que serviam ao transporte de água).
As estradas romanas eram retas, niveladas e planas. Isso facilitava tanto o comércio quanto o movimento de tropas por todo o Império Romano.
Daí o dito popular “Todos os caminhos levam a Roma”.
A partir de 312 a.C., os romanos desenvolveram um complexo sistema de abastecimento para resolver os problemas de acesso à água corrente da cidade. Para isso, construíram uma vasta rede de canais e aquedutos que alimentava as fontes públicas.
Roma chegou a ter 11 aquedutos e 1 300 fontes públicas. Não havia desperdício: a água que não era utilizada nas fontes servia para alimentar os banhos públicos, para lavar as latrinas públicas ou ia para o sistema de esgoto subterrâneo, construído para receber os dejetos e as águas pluviais.
Os aquedutos são canais que servem ao transporte de água, que, após ser recolhida em nascentes e poços, era levada até as cidades. Inicialmente, os aquedutos eram tubulações de um metro e 20 centímetros de largura por um metro e 80 centímetros de altura, construídas no nível do solo. Durante a expansão militar, os adversários do Império Romano procuravam os aquedutos romanos para roubar ou envenenar a água que seguia para Roma. Para evitar o roubo ou o envenenamento da água, os romanos construíram aquedutos aéreos, com colunas de 15 metros de altura, como o que se vê na imagem.

Acima, vemos a ilustração de um esquema da construção de aqueduto aéreo. Note que ele corre sobre uma fileira contínua de arcos construídos sobre altos pilares apoiados em enormes alicerces. 


As habitações romanas - O espaço urbano


Geralmente, no núcleo central das cidades, ficavam os edifícios públicos mais importantes, como o fórum (principal centro comercial), a basílica (amplo espaço coberto no qual se instalavam repartições administrativas e judiciárias), os templos (edifícios religiosos), os teatros, as latrinas e as termas.

Imagem do projeto Roma Renascida, maquete da Roma antiga em 3D, com vista geral da cidade: templos do monte Palatino à esquerda e o Coliseu no centro.

Lojas, tavernas, padarias, açougues e mercearias estavam dispersos por toda a cidade. Na periferia, longe do centro, encontravam-se os locais de treinamento físico, os depósitos de lixo e as hortas. Assim como nos dias atuais, as pessoas viviam em diferentes tipos de habitação. A minoria rica residia em casas térreas, muito amplas e luxuosas.
No começo do período imperial, foram construídos edifícios para os mais pobres. Conhecidos como ínsulas, tinham até cinco andares e eram feitos de pedra ou de madeira. Cada ínsula tinha vários apartamentos que se abriam para um corredor interno ou para a rua. 
As condições de vida no interior dessas habitações eram precárias, a começar pelo fato de não possuírem banheiros. Seus diversos andares eram ligados por uma escada externa.
Geralmente, o andar térreo da ínsula era ocupado por lojas e oficinas. Os proprietários moravam no fundo ou no andar de cima. À noite, esses estabelecimentos eram fechados com placas ou toras de madeira.
A maioria dos apartamentos não tinha cozinha, o que obrigava os romanos a comprar comida quente ou a cozinhar na rua em fogões portáteis. Em algumas residências havia cisternas para armazenar a água das chuvas.

Reconstrução histórica ilustrada de uma ínsula, moradia da plebe durante o período imperial em Roma.

Já os ricos viviam em casas luxuosas e confortáveis, com aberturas no teto, várias salas e jardim nos fundos. Esse tipo de habitação era denominado domus. Geralmente, as paredes dessas residências eram decoradas com pinturas e mosaicos.

Vista do interior de uma domus decorada com mosaico. Campânia (Itália), fotografia de 2017

A domus romana era formada, geralmente, de:

1. vestíbulo: pequeno corredor que dá acesso ao átrio;
2. átrio: área com um pequeno tanque no centro, que captava a água das chuvas. Uma abertura no teto permitia a entrada de luz natural no átrio e nos cômodos próximos, quartos de dormir, escritório, depósito e sala;
3. tablino: sala de visitas ou de reuniões para receber pessoas que não fossem da família.
4. alas: saletas abertas na lateral;
5. peristilo: grande jardim rodeado de colunas e embelezado com arbustos, flores e estátuas. Além de ser uma área de lazer, esse jardim possibilitava a entrada de luz natural, que clareava outras construções, como, por exemplo, o salão de festas. O jardim, como se vê, ficava no fundo da casa;
6. salão de festas e banquetes: os banquetes romanos eram servidos por numerosos criados, livres ou escravizados; havia comida e bebida à vontade e apresentações de dança e música feitas por profissionais contratados.

Ilustração que reconstitui uma domus romana elaborada com base em uma planta da época.


Caminhos e construções


Via Appia: construída no ano 312 a.C., seu projeto inicial traçava uma rota entre duas cidades, Roma e Cápua. Essa estrada era tão bem acabada que foi chamada pelos romanos de “A Rainha das Estradas” (em latim, Regina Viarum). Mas não se pode considerar a Via Appia um modelo típico de estrada romana, pois cada uma era construída de acordo com as condições de seu terreno.

Via Salaria: a construção de estradas ampliou as possibilidades de comunicação e comércio entre várias regiões. Um exemplo de estrada comercial era a Via Salaria, que ficou assim conhecida porque foi construída em uma antiga rota utilizada para transportar sal. Assim como nos dias atuais, naquela época o sal era um importante tempero e conservante de alimentos.

Marco miliário: eram pedras cilíndricas que marcavam as distâncias nas estradas romanas. Eles têm esse nome porque eram colocados a cada mil passos (cerca de um quilômetro e meio). Neles, podia haver inscrições com o nome do construtor da estrada e a distância entre aquele e outros pontos (escrita em milhas ou léguas).

Pontes: os romanos criaram pontes tanto de madeira quanto de pedra, muitas delas em forma de arco.

Vista da Ponte Emília, também chamada de Ponte Partida, construída no século II a.C. Roma, Itália.


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