No campo da construção, os romanos desenvolveram importantes técnicas e conhecimentos. Alguns dos melhores exemplos da Engenharia romana são as casas de banho (termas), as estradas e os aquedutos (canais que serviam ao transporte de água).
As estradas romanas eram retas, niveladas e planas. Isso facilitava tanto o comércio quanto o movimento de tropas por todo o Império Romano.
Daí o dito popular “Todos os caminhos levam a Roma”.
A partir de 312 a.C., os romanos desenvolveram um complexo sistema de abastecimento para resolver os problemas de acesso à água corrente da cidade. Para isso, construíram uma vasta rede de canais e aquedutos que alimentava as fontes públicas.
Roma chegou a ter 11 aquedutos e 1 300 fontes públicas. Não havia desperdício: a água que não era utilizada nas fontes servia para alimentar os banhos públicos, para lavar as latrinas públicas ou ia para o sistema de esgoto subterrâneo, construído para receber os dejetos e as águas pluviais.
Os aquedutos são canais que servem ao transporte de água, que, após ser recolhida em nascentes e poços, era levada até as cidades. Inicialmente, os aquedutos eram tubulações de um metro e 20 centímetros de largura por um metro e 80 centímetros de altura, construídas no nível do solo. Durante a expansão militar, os adversários do Império Romano procuravam os aquedutos romanos para roubar ou envenenar a água que seguia para Roma. Para evitar o roubo ou o envenenamento da água, os romanos construíram aquedutos aéreos, com colunas de 15 metros de altura, como o que se vê na imagem.
As habitações romanas - O espaço urbano
Geralmente, no núcleo central das cidades, ficavam os edifícios públicos mais importantes, como o fórum (principal centro comercial), a basílica (amplo espaço coberto no qual se instalavam repartições administrativas e judiciárias), os templos (edifícios religiosos), os teatros, as latrinas e as termas.
Imagem do projeto Roma Renascida, maquete da Roma antiga em 3D, com vista geral da cidade: templos do monte Palatino à esquerda e o Coliseu no centro.
Lojas, tavernas, padarias, açougues e mercearias estavam dispersos por toda a cidade. Na periferia, longe do centro, encontravam-se os locais de treinamento físico, os depósitos de lixo e as hortas. Assim como nos dias atuais, as pessoas viviam em diferentes tipos de habitação. A minoria rica residia em casas térreas, muito amplas e luxuosas.
No começo do período imperial, foram construídos edifícios para os mais pobres. Conhecidos como ínsulas, tinham até cinco andares e eram feitos de pedra ou de madeira. Cada ínsula tinha vários apartamentos que se abriam para um corredor interno ou para a rua.
As condições de vida no interior dessas habitações eram precárias, a começar pelo fato de não possuírem banheiros. Seus diversos andares eram ligados por uma escada externa.
Geralmente, o andar térreo da ínsula era ocupado por lojas e oficinas. Os proprietários moravam no fundo ou no andar de cima. À noite, esses estabelecimentos eram fechados com placas ou toras de madeira.
A maioria dos apartamentos não tinha cozinha, o que obrigava os romanos a comprar comida quente ou a cozinhar na rua em fogões portáteis. Em algumas residências havia cisternas para armazenar a água das chuvas.
Reconstrução histórica ilustrada de uma ínsula, moradia da plebe durante o período imperial em Roma.
Já os ricos viviam em casas luxuosas e confortáveis, com aberturas no teto, várias salas e jardim nos fundos. Esse tipo de habitação era denominado domus. Geralmente, as paredes dessas residências eram decoradas com pinturas e mosaicos.
A domus romana era formada, geralmente, de:
1. vestíbulo: pequeno corredor que dá acesso ao átrio;
2. átrio: área com um pequeno tanque no centro, que captava a água das chuvas. Uma abertura no teto permitia a entrada de luz natural no átrio e nos cômodos próximos, quartos de dormir, escritório, depósito e sala;
3. tablino: sala de visitas ou de reuniões para receber pessoas que não fossem da família.
4. alas: saletas abertas na lateral;
5. peristilo: grande jardim rodeado de colunas e embelezado com arbustos, flores e estátuas. Além de ser uma área de lazer, esse jardim possibilitava a entrada de luz natural, que clareava outras construções, como, por exemplo, o salão de festas. O jardim, como se vê, ficava no fundo da casa;
6. salão de festas e banquetes: os banquetes romanos eram servidos por numerosos criados, livres ou escravizados; havia comida e bebida à vontade e apresentações de dança e música feitas por profissionais contratados.
Caminhos e construções
Via Appia: construída no ano 312 a.C., seu projeto inicial traçava uma rota entre duas cidades, Roma e Cápua. Essa estrada era tão bem acabada que foi chamada pelos romanos de “A Rainha das Estradas” (em latim, Regina Viarum). Mas não se pode considerar a Via Appia um modelo típico de estrada romana, pois cada uma era construída de acordo com as condições de seu terreno.
Via Salaria: a construção de estradas ampliou as possibilidades de comunicação e comércio entre várias regiões. Um exemplo de estrada comercial era a Via Salaria, que ficou assim conhecida porque foi construída em uma antiga rota utilizada para transportar sal. Assim como nos dias atuais, naquela época o sal era um importante tempero e conservante de alimentos.
Marco miliário: eram pedras cilíndricas que marcavam as distâncias nas estradas romanas. Eles têm esse nome porque eram colocados a cada mil passos (cerca de um quilômetro e meio). Neles, podia haver inscrições com o nome do construtor da estrada e a distância entre aquele e outros pontos (escrita em milhas ou léguas).
Pontes: os romanos criaram pontes tanto de madeira quanto de pedra, muitas delas em forma de arco.






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