Para os romanos, os filhos eram sempre vistos como garantia importante para a continuidade da família. A educação das crianças variava conforme o grupo social e o sexo.
Os filhos das famílias mais pobres em Roma geralmente cresciam analfabetos, ou seja, sem conhecimentos sobre leitura e escrita. Alguns desses jovens conseguiam adquirir noções de leitura e escrita, especialmente para trabalhar. Os meninos e meninas de Roma entravam na escola por volta dos 7 anos de idade. Nela, eles aprendiam a ler, a escrever e também recebiam noções de cálculo.
Por volta dos 12 anos, as meninas deixavam a escola e passavam a ser educadas unicamente pelas suas mães. O objetivo era que se tornassem boas donas de casa, es posas e mães.
A partir dos 12 anos, somente os meninos de famílias influentes continuavam a estudar. Aprendiam literatura, história e o idioma grego. Também eram preparados para a vida militar.
Já as meninas das camadas sociais mais altas recebiam lições de cálculo, escrita e leitura até a adolescência. Entre 12 e 13 anos de idade, elas paravam de estudar e podiam se casar. Com o tempo, elas aprendiam com outras mulheres da família a cozinhar, a fiar e a tear lã, além de ajudar suas mães a cuidar dos irmãos.
Por sua vez, os rapazes de famílias ricas em Roma deviam, geralmente, prosseguir nos estudos, iniciados já na infância. Com o auxílio de um professor de gramática ou de literatura, eles estudavam as obras e as heranças culturais dos grandes autores gregos e romanos. Estudavam também noções de agricultura, astronomia, religião, matemática, arquitetura, geografia, história e retórica.
Nesse relevo romano, um jovem romano
exercita gestos comuns da prática da oratória,
o que pode ser observado pela postura dele e
pela posição de suas mãos.
Além desses conteúdos, as aulas eram voltadas ao ensino da oratória, a fim de que aprendessem como discursar e como defender uma ideia em público. Nessa etapa, muitas aulas eram realizadas nos espaços públicos para que os alunos entrassem em contato com o dia a dia da política.
Detalhe de relevo
romano do século II
representando um
professor e seus
alunos em uma
instituição de ensino.
Ao completar 12 anos, os meninos eram incentivados a ler as obras de poetas gregos e romanos
considerados importantes.
A maioria das meninas não chegava a esse estágio
da educação formal, pois elas tinham de começar a
se preparar para o casamento.
Os materiais utilizados para escrever nas instituições
escolares eram feitos de bronze e de madeira.
Os meninos romanos, além de serem educados no ambiente familiar e nas instituições escolares, recebiam uma formação militar. Nos treinamentos, eles aprendiam noções de disciplina e técnicas de utilização de armamentos e também passavam por uma rigorosa preparação física. A formação militar era bastante valorizada e foi muito importante para a expansão e a manutenção do Império.




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