A OCUPAÇÃO DA PENÍNSULA ITÁLICA
A península Itálica, onde se localiza Roma, já era ocupada desde o primeiro milênio antes de Cristo por vários povos. A região apresenta características estratégicas para a sobre vivência das comunidades: o solo é fértil, o clima é ameno e a área é cercada por montanhas.
Os montes Apeninos cortam o território do centro até o leste. Ao norte, há os Alpes. As duas formações montanhosas serviam como muralhas naturais, impedindo a chegada dos ventos frios do norte (que poderiam arruinar a agricultura) e dificultando a entrada de potenciais invasores.
Essas características favoreceram a ocupação sucessiva da península Itálica, assim como as trocas culturais, as alianças e os conflitos entre os diferentes grupos que habitaram a região.
Os povos itálicos, também denominados italiotas, entre os quais estavam os úmbrios, os latinos e os sabinos, foram os primeiros a chegar, ocupando o centro da península. Eles fundaram aldeias agrícolas e pastoris nessa região.
Em seguida, vieram os etruscos, uma comunidade de comerciantes e navegadores. Os gregos povoaram o sul da península e a Sicília, fundando colônias nessa área.
Possivelmente, a cidade de Roma surgiu, em meados do século VIII a.C., da união de sete aldeias sabinas e latinas, estabelecidas às margens do rio Tibre. Essas comunidades mantiveram contato estreito com os gregos e os etruscos.
Vista de Roma, atual capital da
Itália, de onde é possível observar
vestígios da Roma Antiga, como
o Coliseu (ao fundo) e o Fórum
Romano (à frente).

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