Durante o império, os romanos revelaram-se grandes mestres das construções. Os imensos edifícios públicos, como templos, monu mentos comemorativos, anfiteatros e aquedutos, eram a expressão da grandiosidade do império. Por causa da ampla utilização do mármore nessas construções, os cronistas da época afirmaram que Augusto havia edificado uma “cidade de mármore”. As construções do período impe rial suplantavam a arquitetura republicana em riqueza e singularidade.
Muitos desses edifícios eram decorados com bustos e estátuas de bronze ou mármore de imperadores e outros personagens da elite política e intelectual do império. A escultura romana seguia os padrões gregos de proporção ideal, serenidade e equilíbrio. Muitas vezes, apenas a cabeça era esculpida de maneira realista, de acordo com a fisionomia dos imperadores. O corpo representado era, geralmente, perfeito e idealizado, segundo os padrões de beleza da época.
Coluna de Trajano
Os romanos também esculpiam relevos históricos. Os temas de caráter
militar e político exaltavam as vitórias das legiões romanas e o poder dos imperadores. Os relevos eram esculpidos em monumentos comemorativos, como os
arcos do triunfo, ou em colunas, sendo a mais conhecida a Coluna de Trajano.
Marco Úlpio Trajano foi imperador de Roma entre os anos 98 e 117. Durante
seu governo, o Império Romano atingiu sua maior extensão territorial graças
às conquistas militares promovidas pelo imperador. Uma das regiões conquistadas nesse período foi a Dácia, em 106, onde atualmente estão a Romênia e
a Moldávia.
Para registrar sua vitória, Trajano mandou construir uma coluna de 38 metros de altura composta de 19 blocos de mármore, nos quais foram esculpidas
figuras em baixo-relevo que contam a história das duas batalhas promovidas
contra os dácios.
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