A principal diversão da população romana era os espetáculos promovidos em circos
(arenas) e anfiteatros. Nesses locais, os governantes patrocinavam diversos tipos de jogos
violentos. O grande público tinha paixão pelas lutas e pelas corridas. Os jogos prediletos
eram os combates entre gladiadores que costumavam terminar com a morte de lutadores.
Havia uma edificação especial para esse tipo de torneio: o anfiteatro. O mais famoso
deles, o Coliseu de Roma (ou Anfiteatro de Flaviano), foi construído no ano 80, com
capacidade para receber entre 50 mil e 80 mil espectadores.
Outro local de destaque era o Circo
Máximo, utilizado desde os tempos da monarquia e onde aconteceram os primeiros jogos
romanos, os festivais, as competições e as corridas
de biga. A queda dos condutores era frequente
e representava uma verdadeira atração para os
espectadores. Ganhava o carro que chegasse em
primeiro lugar – com ou sem condutor.
Os espetáculos públicos eram frequentados pela maior parte dos moradores de
Roma, das pessoas escravizadas aos imperadores. O grande número de feriados facilitava o acesso da população a esses espetáculos; pois no século III havia cerca de 200
feriados por ano. Além disso, havia muitos circos, arenas e teatros onde assistir a eles.
No período Imperial, a cidade de Roma tornou-se uma metrópole com cerca de
um milhão de habitantes. Grande parte dessa população, no entanto, não encontrava trabalho e vivia em condições miseráveis. Foi nessa época que os imperado
res adotaram a chamada política do “pão e circo” (panis et circenses).
De acordo com essa política, os imperadores distribuíam pães e cereais para a
população carente e também promoviam grandes espetáculos, oferecidos gratuitamente ao povo. Entre os principais espetáculos públicos estavam as encenações
de teatro, as lutas na arena e as corridas de biga.
Os espetáculos começavam pela manhã e se prolongavam pelo resto do dia. As pessoas levavam comida e bebida de casa para consumir no local. As torcidas eram divididas por cores: verde, azul, branco e vermelho. Havia controle por parte da guarda, mas, muitas vezes, a rivalidade entre as torcidas terminava em pancadaria.
O teatro
As encenações teatrais, conhecidas
como jogos cênicos (ludi scenici), ocorriam em Roma desde os primeiros
tempos da República. Os espetáculos
teatrais podiam ser de diversos tipos,
como comédias, dramas e tragédias.
Porém, como havia um grande número de estrangeiros em Roma, as
encenações teatrais que atraíam maior
público eram a mímica e a pantomima, espetáculos que representavam a
trama por meio de gestos e dança.
As corridas de biga e quadriga
As corridas de biga e quadriga também atraíam multidões em Roma, as
quais ocorriam nos circos, nome dado a grandes construções destinadas a esse
tipo de competição. Havia circos em muitas cidades romanas. O maior deles, o
Circo Máximo, em Roma, tinha capacidade para acomodar 250 mil pessoas nas
arquibancadas.
As lutas de arena
Um dos espetáculos públicos que mais chamava a atenção da população era a
luta de arena. Sua principal atração, o combate entre gladiadores, em geral acontecia entre pessoas escravizadas treinadas especialmente para lutar.
Nessas arenas, também havia lutas entre animais selvagens, como elefantes,
ursos, leões, touros, e entre gladiadores e animais. A maior arena construída para
lutas de gladiadores foi o Coliseu, em Roma, com capacidade para acomodar cerca de 50 mil espectadores.
Desde a época de Roma antiga até hoje, estudiosos procuram entender o que
levava milhões de romanos a assistir às lutas de gladiadores, mesmo com toda a
violência expressa nesse tipo de espetáculo.
Diferentes hipóteses foram levantadas, entre elas está o fato de a violência fazer
parte daquela cultura de modo marcante. Além disso, não sendo os romanos os
únicos a apreciá-la. Outra hipótese é a de que esse tipo de interesse pela violência
é gerado em uma sociedade em crise, cuja população pouco se interessa por assuntos políticos, encontrando-se alienada, alheia aos problemas da sociedade.
Gladiador, escravo e rebelde
Nascido na região grega da Trácia, o soldado Espártaco (c. 109 a.C.-71 a.C.) poderia ter segui do carreira no exército romano até o fim de sua vida, mas não... Desertou das tropas, foi capturado e escravizado. Foi mandado por seu dono, o mercador Lêntulo Batiato, a uma escola de gladiadores no sul da península Itálica, pois era forte e habilidoso.
Os gladiadores eram escravos que lutavam entre si ou contra animais nas arenas para divertimento público. Utilizavam nos combates lanças, tridentes, escudos e redes e podiam vir montados em cavalos ou em cima de carros puxados por esses animais. A luta terminava somente quando um dos gladiadores era morto, desarmado ou ferido, sem poder continuar o combate.
Esses espetáculos agradavam muito aos romanos, e os imperadores es
timulavam essas lutas para oferecer diversão à população. Os gladiadores
aprendiam a lutar em escolas específicas, recebendo um treinamento rigo
roso para se tornarem excelentes lutadores.
Em torno de 73 a.C., Espártaco liderou uma revolta de escravos que treinavam com ele. Era o Período Republicano da história romana. Durante sua
fuga, o grupo saqueou um carregamento de armas, garantindo a defesa de todos até a chegada ao
topo do vulcão Vesúvio, onde se esconderam. A revolta de Espártaco deu trabalho às legiões romanas,
além de ameaçar um dos pilares da economia romana: a escravidão.
Os povos na Antiguidade tiveram como base para seu
desenvolvimento econômico o trabalho escravo. Os escravos eram capturados nas guerras de
conquista e expansão territorial. A população escrava de Roma contribuiu bastante para que a cidade se tornasse
importantíssima no Império.





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