As principais bases de sustentação do Império eram sua aliança com as elites provinciais e a força de um exército organizado e profissional, com cerca de 300 mil homens. O apoio das elites provinciais garantia a ordem pública e a cobrança de impostos.
O exército protegia suas fronteiras. Mas, como observou o historiador Norberto Guarinello, a integração política do Império não diminuiu as desigualdades no seu interior; eis o que ele diz:
[...] Os pobres continuaram pobres [...]. Em Alexandria, por exemplo, havia claras distinções nos direitos dos cidadãos romanos, dos gregos mais ricos (os que frequentavam o ginásio), dos demais gregos, dos judeus e da população egípcia nativa. Os pobres sempre permaneceram sujeitos ao arbítrio de seus superiores, tinham pouco acesso à justiça e podiam ser submetidos a castigos corporais. Ao longo do território do Império, as [...] sociedades [...] eram altamente hierarquizadas. [...]
GUARINELLO, Norberto Luiz. História antiga. São Paulo: Contexto, 2014. p. 145.
A relativa estabilidade política vivida pelo Império Romano nos dois primeiros séculos da nossa era favoreceu o crescimento da economia e a expansão do comércio romano.

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