A sociedade romana era formada por quatro grupos principais: patrícios, plebeus, clientes e escravizados.
Os patrícios eram os membros da aristocracia e proprietários de vastas extensões de terras e de grandes rebanhos. De nominavam-se assim pois acreditavam ser os descendentes dos fundadores de Roma. Eram os únicos com direito a fazer parte do Senado romano.
Os pequenos proprietários, os agricultores, os artesãos e os comerciantes, chamados plebeus, eram pessoas livres e formavam a maioria da população de Roma. Exerciam as principais atividades econômicas e, durante o período monárquico, não tinham direitos políticos.
Os clientes, pessoas livres e pobres, dependiam das famílias patrícias, para as quais prestavam regularmente favores e serviços, além de dar-lhes apoio político e militar. Em troca, recebiam ajuda econômica e proteção. Quanto mais clientes um patrício tivesse sob sua proteção, mais importância política e social ele conquistava.
Havia também os escravos, que eram, em geral, prisioneiros de guerra ou plebeus e clientes endividados. Eles realizavam todo tipo de trabalho, principalmente os que envolviam esforço físico. No período monárquico, a população escrava não era numerosa.
A FAMÍLIA ROMANA
A origem da palavra família é latina e designava o conjunto de bens que um pater famílias, chefe da família patrícia, possuía. Esses bens incluíam familiares, escravos, clientes, terras, animais, plantações, moradias, meios de transporte e todo tipo de objeto considerado do patriarca.
Dessa forma, na Roma Antiga, a ideia de família estava relacionada à posse, diferente mente do modo como a compreendemos hoje. Na sociedade ocidental contemporânea, as famílias são constituídas por vínculos afetivos; além disso, objetos e propriedades não são considerados membros da família.
Nas famílias de plebeus, o conceito de família também estava ligado à figura do pai, a
liderança masculina. Apesar de não dispor de
tantos bens quanto os patrícios, os chefes
de famílias plebeias também exerciam autoridade sobre a vida dos filhos, que não os desacatavam mesmo depois de estarem casados.
Relevo romano feito em estela
fúnebre, por volta do século II a.C.
Ele representa algumas das
pessoas que faziam parte de uma
família romana. A personagem
representada à direita, em
tamanho menor que as demais, é,
possivelmente, um escravo.

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