domingo, 11 de outubro de 2026

Roma - Lutas e corridas

A principal diversão da população romana era os espetáculos promovidos em circos (arenas) e anfiteatros. Nesses locais, os governantes patrocinavam diversos tipos de jogos violentos. O grande público tinha paixão pelas lutas e pelas corridas. Os jogos prediletos eram os combates entre gladiadores que costumavam terminar com a morte de lutadores. Havia uma edificação especial para esse tipo de torneio: o anfiteatro. O mais famoso deles, o Coliseu de Roma (ou Anfiteatro de Flaviano), foi construído no ano 80, com capacidade para receber entre 50 mil e 80 mil espectadores.
Outro local de destaque era o Circo Máximo, utilizado desde os tempos da monarquia e onde aconteceram os primeiros jogos romanos, os festivais, as competições e as corridas de biga. A queda dos condutores era frequente e representava uma verdadeira atração para os espectadores. Ganhava o carro que chegasse em primeiro lugar – com ou sem condutor.
Os espetáculos públicos eram frequentados pela maior parte dos moradores de Roma, das pessoas escravizadas aos imperadores. O grande número de feriados facilitava o acesso da população a esses espetáculos; pois no século III havia cerca de 200 feriados por ano. Além disso, havia muitos circos, arenas e teatros onde assistir a eles.
No período Imperial, a cidade de Roma tornou-se uma metrópole com cerca de um milhão de habitantes. Grande parte dessa população, no entanto, não encontrava trabalho e vivia em condições miseráveis. Foi nessa época que os imperado res adotaram a chamada política do “pão e circo” (panis et circenses).
De acordo com essa política, os imperadores distribuíam pães e cereais para a população carente e também promoviam grandes espetáculos, oferecidos gratuitamente ao povo. Entre os principais espetáculos públicos estavam as encenações de teatro, as lutas na arena e as corridas de biga.
Os espetáculos começavam pela manhã e se prolongavam pelo resto do dia. As pessoas levavam comida e bebida de casa para consumir no local. As torcidas eram divididas por cores: verde, azul, branco e vermelho. Havia controle por parte da guarda, mas, muitas vezes, a rivalidade entre as torcidas terminava em pancadaria.

O teatro 


As encenações teatrais, conhecidas como jogos cênicos (ludi scenici), ocorriam em Roma desde os primeiros tempos da República. Os espetáculos teatrais podiam ser de diversos tipos, como comédias, dramas e tragédias. 

Mosaico romano do século III que representa atores e máscaras de teatro.

Porém, como havia um grande número de estrangeiros em Roma, as encenações teatrais que atraíam maior público eram a mímica e a pantomima, espetáculos que representavam a trama por meio de gestos e dança.

As corridas de biga e quadriga 


As corridas de biga e quadriga também atraíam multidões em Roma, as quais ocorriam nos circos, nome dado a grandes construções destinadas a esse tipo de competição. Havia circos em muitas cidades romanas. O maior deles, o Circo Máximo, em Roma, tinha capacidade para acomodar 250 mil pessoas nas arquibancadas.

As lutas de arena 


Um dos espetáculos públicos que mais chamava a atenção da população era a luta de arena. Sua principal atração, o combate entre gladiadores, em geral acontecia entre pessoas escravizadas treinadas especialmente para lutar. 

Mosaico romano do século IV que representa uma luta de gladiadores.

Nessas arenas, também havia lutas entre animais selvagens, como elefantes, ursos, leões, touros, e entre gladiadores e animais. A maior arena construída para lutas de gladiadores foi o Coliseu, em Roma, com capacidade para acomodar cerca de 50 mil espectadores.

Ruínas do Coliseu em Roma, Itália, 2020.

Desde a época de Roma antiga até hoje, estudiosos procuram entender o que levava milhões de romanos a assistir às lutas de gladiadores, mesmo com toda a violência expressa nesse tipo de espetáculo. 
Diferentes hipóteses foram levantadas, entre elas está o fato de a violência fazer parte daquela cultura de modo marcante. Além disso, não sendo os romanos os únicos a apreciá-la. Outra hipótese é a de que esse tipo de interesse pela violência é gerado em uma sociedade em crise, cuja população pouco se interessa por assuntos políticos, encontrando-se alienada, alheia aos problemas da sociedade.

Gladiador, escravo e rebelde


Nascido na região grega da Trácia, o soldado Espártaco (c. 109 a.C.-71 a.C.) poderia ter segui do carreira no exército romano até o fim de sua vida, mas não... Desertou das tropas, foi capturado e escravizado. Foi mandado por seu dono, o mercador Lêntulo Batiato, a uma escola de gladiadores no sul da península Itálica, pois era forte e habilidoso.
Os gladiadores eram escravos que lutavam entre si ou contra animais nas arenas para divertimento público. Utilizavam nos combates lanças, tridentes, escudos e redes e podiam vir montados em cavalos ou em cima de carros puxados por esses animais. A luta terminava somente quando um dos gladiadores era morto, desarmado ou ferido, sem poder continuar o combate.

A morte de Espártaco, ilustração de Hermann Vogel, 1882.

Esses espetáculos agradavam muito aos romanos, e os imperadores es timulavam essas lutas para oferecer diversão à população. Os gladiadores aprendiam a lutar em escolas específicas, recebendo um treinamento rigo roso para se tornarem excelentes lutadores. 
Em torno de 73 a.C., Espártaco liderou uma revolta de escravos que treinavam com ele. Era o Período Republicano da história romana. Durante sua fuga, o grupo saqueou um carregamento de armas, garantindo a defesa de todos até a chegada ao topo do vulcão Vesúvio, onde se esconderam. A revolta de Espártaco deu trabalho às legiões romanas, além de ameaçar um dos pilares da economia romana: a escravidão. 
Os povos na Antiguidade tiveram como base para seu desenvolvimento econômico o trabalho escravo. Os escravos eram capturados nas guerras de conquista e expansão territorial.  A população escrava de Roma contribuiu bastante para que a cidade se tornasse importantíssima no Império.

Detalhe da maquete em 3D da Roma antiga, que representa o Coliseu de Roma.


A SOCIEDADE ROMANA

A sociedade romana era formada por quatro grupos principais: patrícios, plebeus, clientes e escravizados.
Os patrícios eram os membros da aristocracia e proprietários de vastas extensões de terras e de grandes rebanhos. De nominavam-se assim pois acreditavam ser os descendentes dos fundadores de Roma. Eram os únicos com direito a fazer parte do Senado romano.
Os pequenos proprietários, os agricultores, os artesãos e os comerciantes, chamados plebeus, eram pessoas livres e formavam a maioria da população de Roma. Exerciam as principais atividades econômicas e, durante o período monárquico, não tinham direitos políticos.
Os clientes, pessoas livres e pobres, dependiam das famílias patrícias, para as quais prestavam regularmente favores e serviços, além de dar-lhes apoio político e militar. Em troca, recebiam ajuda econômica e proteção. Quanto mais clientes um patrício tivesse sob sua proteção, mais importância política e social ele conquistava.
Havia também os escravos, que eram, em geral, prisioneiros de guerra ou plebeus e clientes endividados. Eles realizavam todo tipo de trabalho, principalmente os que envolviam esforço físico. No período monárquico, a população escrava não era numerosa.

A FAMÍLIA ROMANA 


A origem da palavra família é latina e designava o conjunto de bens que um pater famílias, chefe da família patrícia, possuía. Esses bens incluíam familiares, escravos, clientes, terras, animais, plantações, moradias, meios de transporte e todo tipo de objeto considerado do patriarca.
Dessa forma, na Roma Antiga, a ideia de família estava relacionada à posse, diferente mente do modo como a compreendemos hoje. Na sociedade ocidental contemporânea, as famílias são constituídas por vínculos afetivos; além disso, objetos e propriedades não são considerados membros da família.
Nas famílias de plebeus, o conceito de família também estava ligado à figura do pai, a liderança masculina. Apesar de não dispor de tantos bens quanto os patrícios, os chefes de famílias plebeias também exerciam autoridade sobre a vida dos filhos, que não os desacatavam mesmo depois de estarem casados.

Relevo romano feito em estela fúnebre, por volta do século II a.C. Ele representa algumas das pessoas que faziam parte de uma família romana. A personagem representada à direita, em tamanho menor que as demais, é, possivelmente, um escravo.


AS LUTAS DE CLASSE NA REPÚBLICA


Embora os plebeus constituíssem a maioria da população eram marginalizados desde os tempos da Monarquia continuando até na República. Como conseqüência, os plebeus sofriam sérias discriminações. Nas guerras ficavam com os piores despojos; quando se endividavam e não podiam pagar suas dívidas, tornavam-se escravos. Nessa época, as leis não eram escritas, mas orais, baseadas na tradição, o que concedia grandes privilégios aos patrícios devido à sua complexa interpretação.
Os plebeus não tinham direito de participar das decisões políticas. Tinham deveres a cumprir: lutar no exército, pagar impostos, etc. A segurança de Roma dependia de um exército forte e numeroso. Os plebeus eram indispensáveis na formação do exército, uma vez que constituíam a maior parte da população. Conscientes disso e cansados de tanta exploração, os plebeus recusaram-se a servir ao exército, o que representou um duro golpe na estrutura militar de Roma.
Iniciaram um longa luta política contra os patrícios, que perdurou por mais de um século. Lutaram para conquistar direitos, como o de participar das decisões políticas, exercer cargos da magistratura ou casar-se com os patrícios.
Para retornar ao serviço militar, os plebeus fizeram várias exigências aos patrícios e conquistaram direitos. Entre eles encontrava-se a criação de um comício da plebe, presidido por um tribuno da plebe. O tribuno podia vetar todas as leis contrárias aos interesses da plebe, menos em épocas de guerras, ou de graves perturbações sociais, quando todas as leis ficavam sob o controle exclusivo do ditador. Ele era considerado inviolável e quem o agredisse era condenado à morte.

Outras importantes conquistas obtidas pela plebe foram:

Leis das Doze Tábuas (450 a.C.) – juízes especiais (decênviros) decretariam leis escritas válidos para patrícios e plebeus. Embora o conteúdo dessas leis fosse favorável aos patrícios, o código escrito serviu para dar clareza às normas, evitando arbitrariedades.
Lei Canuleia (445 a.C.) – autorizava o casamento entre patrícios e plebeus. Mas na prática só os plebeus ricos conseguiam casar-se com os patrícios.
Lei Licínia – Aboliu a escravidão por dívidas e ainda concedeu aos plebeus a participação no consulado.
Lei Ogúlnia (300 a.C.) – Com essa lei os plebeus adquiriram o direito de exercer a Magistratura de Pontífice Máximo.
Lei Ortênsia – Os plebeus conseguiram que as leis aprovadas pela Assembleia da Plebe (Comitia Plebis) tivessem validade para todo o Estado. Essas decisões foram chamadas de plebiscito, o que significa "a plebe aceita".

Embora os progressos alcançado pelas conquistas da plebe tivessem sido grandes, essas leis, na prática, continuaram a beneficiar apenas os plebeus ricos, principalmente os comerciantes, que, por casamento, podiam almejar os melhores cargos da república. A exploração dos pobres, no entanto, continuou, não havendo a mínima condição de alcançarem o poder.
Apesar disso, por volta do século III a.C., a República Romana se caracterizava pelo equilíbrio de poder entre a classes, o que no fundo, escondia o fato de que havia um Estado Patrício e um Estado Plebeu.


Religião em Roma

Os antigos romanos eram politeístas, e a religiosidade deles estava presente no cotidiano de diferentes maneiras. Nas moradias, as pessoas geralmente tinham pequenos altares, onde faziam oferendas aos deuses domésticos (conhecidos como lares). De acordo com essa crença, os lares protegiam a casa, o alimento e a família.
Os altares públicos também eram muito comuns. Existiam altares do lado de fora dos templos, onde os sacerdotes conduziam rituais para homenagear os deuses.
Entre os diversos tipos de culto, havia também o culto ao imperador. Os imperadores eram adorados como seres superiores, mesmo depois da morte. A população devia prestar homenagens a eles, e os que se recusassem a fazê-las eram considerados traidores.
Agora perceba o detalhe da imagem a seguir: há um edifício retangular com colunas na lateral que representa o templo de Vênus, deusa do Amor, e de Roma A eterna, deusa da cidade de Roma, construído a partir do ano 121.

 Ruínas do templo de Vênus e Roma, localizado em Roma, na Itália, 2019.


O templo é uma homenagem dos romanos a duas deusas que adoravam. A devoção deles aos ancestrais e aos deuses se expressava nas oferendas de comida e vinho depositadas nos templos e nos altares domésticos.
Outras manifestações eram as orações, as procissões e os sacrifícios de animais. Nos templos, as cerimônias e os rituais religiosos eram celebrados pelos magistrados; nas residências, essa tarefa ficava a cargo do dono da casa.
Durante o processo de expansão no século III a.C., Roma entrou em contato com diversas religiões e culturas, chegando a adotar características de algumas delas. Entre essas culturas, a que mais se destacou foi a grega, que influenciou não só a arquitetura e a filosofia romanas mas também a religião.

Altar do século II construído em homenagem ao imperador Galiano.

Os romanos assimilaram os deuses gregos e suas histórias, e deram a eles outros nomes. Nos primeiros séculos da Era Cristã, também havia um culto que reverenciava os impera dores romanos. Era uma espécie de religião cívica praticada principalmente pelas elites.

Afresco produzido na cidade de Pompeia, por volta do século I a.C., que representa a iniciação de mulheres no culto à deusa Deméter.

Influências etruscas e egípcias


A religiosidade dos antigos romanos foi influenciada por diferentes povos. A primeira grande influência veio da cultura etrusca. Os romanos adotaram diversas práticas dos etruscos, como a arte da adivinhação. Por exemplo, acreditava-se que era possível prever ou adivinhar determinado fato por meio da observação do comportamento dos pássaros. 

Deusa Ísis. Escultura em mármore do século I encontrada no templo dedicado a Ísis, em Pompeia.

Os deuses cultuados pela população romana eram bastante diversificados. O culto a Ísis, deusa de origem egípcia, por exemplo, era muito comum em várias regiões do Império. Outras divindades orientais também eram bastante cultuadas, como Mitra (deus persa do Sol) e Cibele (deusa frígia da fertilidade).

Influências gregas


Os romanos foram fortemente influenciados pela religiosidade grega. Muitos de seus deuses revelam características semelhantes aos dos deuses gregos. Por exemplo, Júpiter apresenta diversas semelhanças com Zeus, o líder dos deuses do panteão grego.

Detalhe de afresco do século I representando Júpiter e Cupido.


As conquistas romanas na Grécia e Oriente Próximo abriram o caminho para a introdução de divindades orientais, tais como Isis, Serápis e Mitra. Obviamente, os deuses greco-romanos tradicionais, como Júpiter, Juno e Minerva, caíram em descrédito. O Mitraísmo, uma religião de raízes persas relacionada com o culto do Sol e representada pelo touro, fez inúmeros adeptos.
O Cristianismo veio a substituir todos esses cultos pagãos. Mas seu domínio sobre o Império somente se efetivou em fins do século IV.
O Edito de Milão de Constantino estabeleceu a liberdade de culto aos cristãos, encerrando as violentas perseguições. No século IV d.C., o cristianismo tornou-se a religião oficial, por determinação do imperador Teodósio.

 


Legado cultural romano

A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. 
Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola, somos herdeiros da antiga civilização romana. 
Mas a herança que Roma nos deixou vai além das línguas neolatinas. Os romanos também transmitiram a Cultura Grega e oriental aos povos bárbaros e à civilização da Idade Média que, por sua vez, a transmitiram ao mundo moderno e contemporâneo.
Roma nos deixou ainda uma série de ensinamentos notáveis no campo da política (a idéia de República), e do direito (o direito romano é a base da ciência jurídica da maioria dos povos contemporâneos). 
Além disso, no âmbito da arquitetura e do sistema de administração municipal, bem como a organização da igreja Católica - que modelou o mundo medieval - existem diversos legados romanos. Desse modo, conhecer a história de Roma é conhecer um pouco de nossa própria história.
A expansão territorial romana favoreceu o intercâmbio entre sua cultura e as culturas dos povos conquistados.
Influenciados pelos gregos, os romanos valorizavam a criatividade, a sabedoria e outras qualidades humanas. Assim, representaram o humanismo nas artes, sobretudo na pintura e na escultura.
Os deuses gregos foram adotados pelos romanos, que deram a eles nomes latinos. O deus grego Zeus passou à mitologia romana como Júpiter; Afrodite, deusa grega do amor, tornou-se Vênus; Poseidon, que os gregos consideravam o deus dos mares, ficou conhecido pelos romanos como Netuno; Ártemis, a deusa da caça, foi chamada Diana.
Com a formação do Império, os romanos divulgaram o latim por várias regiões, e ele deu origem a outros idiomas falados atualmente, como italiano, português, espanhol, francês, romeno, entre outros.
O Direito Romano, código de leis vigente em Roma, foi usado como modelo para leis posteriores. Ainda hoje, ele é estudado para ajudar a compreender as ideias nas quais se baseiam algumas leis.
Os romanos também criaram formas de utilizar o espaço público e o privado. A engenharia e a arquitetura foram muito desenvolvidas nas cidades do Império, como demonstram as construções erguidas com diversas finalidades: teatros, templos, arcos, fóruns, moradias, jardins, fontes, termas, aquedutos, estradas, entre outras.

A arquitetura romana


A arquitetura romana destacou-se como a arte capaz de combinar o útil com o belo. Os romanos construíram, por exemplo, anfiteatros, termas, aquedutos, templos, palácios e monumentos. 
Com as conquistas militares, as construções foram se tornando mais elaboradas, demonstrando a riqueza da sociedade romana. A arquitetura adquiriu um aspecto grandioso com a introdução de elementos como as abóbadas, as cúpulas e as colunas de origens gregas. Além disso, as construções eram decoradas com esculturas.
Os romanos tornaram-se grandes construtores. Ergueram aquedutos para levar água encanada para as cidades e abriram estradas de enorme qualidade, que ligavam a capital às terras conquistadas. 
A água encanada, no entanto, era um privilégio das confortáveis casas das famílias ricas romanas. Nas moradias da população pobre, que eram edifícios de pequenos cômodos denominados insulae, a água não chegava aos andares superiores. A maio ria das cidades era dotada de banheiros públicos, termas (onde era possível tomar banho), teatros, arenas e hipódromos.

Religião 


No período monárquico, os romanos eram politeístas e cultuavam vários deuses em altares nos seus domicílios. Ofereciam leite, mel e vinho para os antepassados e espíritos ligados à família, chamados por eles de lares. Os romanos, inspirados nos gregos, passaram a cultuar também os deuses do panteão olímpico, embora adotassem nomes latinos para as divindades. 
Com o estabelecimento da República, a religiosidade romana passou a se expandir gradualmente dos ambientes privados para cerimônias religiosas públicas. As festividades e cerimônias públicas contribuíram para o sentimento de pertencimento a uma mesma comunidade, com crenças, rituais e costumes comuns.

Teatros e anfiteatros 


Durante o Império Romano, foram construídos muitos teatros. Eles tinham a forma semicircular. Os romanos tinham admiração pelas comédias e pelas tragédias teatrais, inspiradas na tradição grega. Nas cidades mais importantes havia também os anfiteatros (arenas ovais ou circulares) ao ar livre. As arenas eram rodeadas de degraus que serviam de assentos para os espectadores, onde os romanos gostavam de assistir às lutas de gladiadores.

Cena de dois gladiadores lutando no Coliseu de Roma no filme Gladiador (Estados Unidos, 2000), dirigido por Ridley Scott. Essa ficção conta a história de um general romano da época de Marco Aurélio que, depois de lutar para conter a invasão dos germanos, é traído pelo filho do imperador.

Os combates dos gladiadores, entre si ou contra animais ferozes, eram espetáculos populares. Na cidade de Roma, um dos lugares onde aconteciam os espetáculos era a arena conhecida como Coliseu, onde cabiam quase 90 mil pessoas.

Termas e aquedutos 


Aqueduto é uma construção que conduz água de uma fonte até um reservatório na cidade. Os aquedutos começaram a ser construídos nos domínios romanos a partir do século IV a.C. Os romanos achavam tão importante ter acesso à água fresca que, só em Roma, havia mais de 400 quilômetros de aquedutos, fornecendo cerca de 300 milhões de litros de água por dia aos moradores da cidade. 
As termas eram lugares para banhos, práticas esportivas e culturais. Elas eram encontradas em todas as grandes cidades romanas. Só na Roma do século IV a.C. havia cerca de mil termas. 
As termas contavam com fornos para fornecimento de água quente, morna e fria, salas de massagem e de ginástica, além de quadras de esportes. Nesses locais, havia também bibliotecas, salas de música e salões para conversar.

Escultura e arcos do triunfo 


Na escultura romana, foram importantes as influências culturais etrusca e grega. No entanto, ao contrário dos gregos, que idealizavam seus modelos, os escultores romanos procuravam criar obras mais fiéis e realistas. 
Havia diferentes tipos de esculturas, estátuas equestres (cavaleiro montado em seu cavalo), retratos de pessoas e relevos históricos. Nesses relevos, era comum a representação de vitórias militares e de políticos importantes para decorar fachadas de palácios, templos e arcos do triunfo.
Os arcos do triunfo são um tipo de monumento decorativo em formato de arco, construído em locais públicos. Geralmente, tinham como objetivo homenagear governantes ou militares que se sobressaíam em guerras. 
Esses homens e seus comandados costumavam desfilar pelas ruas de Roma e passar sob o arco, exibindo as riquezas e os escravos (os prisioneiros de guerra) obtidos nas regiões conquistadas.

Esse entalhe em pedra é uma parte do Arco de Tito (81 d.C.), construído em Roma para celebrar a conquista de Jerusalém. Durante a conquista, o exército romano saqueou e destruiu o templo de Jerusalém, como mostra a representação. 


O Direito Romano


Os romanos nos deixaram uma vasta herança cultural, artística e linguística. O legado jurídico, representado pelo Direito Romano, por exemplo, exerceu influência profunda em muitos países. 
O desenvolvimento do Direito foi uma das principais características culturais da Roma antiga. Os romanos criaram um conjunto de leis que foram aplicadas em seus vastos domínios e se referiam a muitos aspectos da vida social.
O primeiro passo dado pelos romanos na formulação de leis escritas que dariam origem ao Direto Romano aconteceu em 450 a.C., com a criação da Lei das Doze Tábuas, ou Lex Duodecimim Tabularum.
Desde o primeiro código escrito (a Lei das Doze Tábuas, do século V a.C.), as leis se ampliaram e passaram por muitas modificações.
Os princípios legais das Doze Tábuas, mesmo sofrendo algumas modificações ao longo do tempo, foram seguidos em quase todo o império por cerca de mil anos. 
Mesmo com a queda do Império Romano do Ocidente, muitos princípios da Lei das Doze Tábuas continuaram vigorando no Império Romano do Oriente. Com a ascensão do imperador Justiniano, em 527, esses princípios foram reinterpretados e compilados.
Mas nem tudo o que estava escrito nas leis era devidamente cumprido na prática social. Existia muita desigualdade na vida cotidiana e isso se refletia na aplicação das leis. Por exemplo, se um cidadão pobre processasse um cidadão romano poderoso, seria quase impossível ganhar o processo.

Monumento em homenagem ao imperador Justiniano. Escópia, Macedônia do Norte, 2020

O Corpo do Direito Civil 


Esse trabalho de reinterpretação e compilação das leis romanas deu origem ao Corpo do Direito Civil (Corpus Juris Civilis), base do sistema jurídico de vários países, como Alemanha, França, Japão, Indonésia, México e Brasil. Conheça a seguir alguns dos princípios de Direito Romano presentes em nossa sociedade. 
• Cuique suum: princípio básico da justiça, significa que a cada um pertence aquilo que é seu. 
• Dura Lex, sed lex: a lei é dura, mas é a lei. 
• Nullum crimen, nulla poena sine lege: não há crime nem pena sem que a lei decida.

Língua e literatura 


Roma foi fundada em uma região chamada Lácio (ou Latium) e seus habitantes falavam latim. Essa era a língua oficial do Império Romano. A literatura da Roma antiga, escrita em latim, produziu obras de diversos gêneros, como poesia, prosa, comédia, tragédia, sátira, história e biografia. Muitas dessas obras, por sua beleza, elegância e profundidade, marcaram a história da literatura ocidental.

Alguns dos principais autores latinos foram: 

• os poetas Virgílio (70 a.C.-19 a.C.), autor de poemas como Eneida, inspirado nas obras gregas Ilíada e Odisseia; Horácio (65 a.C.-8 a.C.) e Ovídio (43 a.C.-17 d.C.); 
• o filósofo e político Cícero (106 a.C.-43 a.C.); 
• o historiador Tito Lívio (59 a.C.-17 d.C.).

Latim: a língua dos romanos 


Várias línguas antigas influenciaram na formação do latim, entre elas o osco, o umbro e o grego. Com a expansão do Império Romano, o latim foi levado a diferentes regiões e passou a ser falado por um grande número de pessoas. A escrita latina era registrada de diferentes maneiras.

As línguas neolatinas 


Com a expansão do Império Romano, o latim foi bastante difundido e, aos poucos, misturou-se com as línguas faladas nas províncias conquistadas. Dessa mistura, originaram-se várias línguas, como o italiano, o espanhol, o francês, o romeno e o português. Em função de sua origem comum, essas línguas são chamadas de românicas ou neolatinas.
O latim se tornou a língua oficial do império por volta do século II, mas os registros escritos encontrados nas diferentes regiões do Império Romano não foram feitos só nessa língua. O grego também foi muito utilizado, principalmente pelas pessoas mais instruídas. Outras línguas, como o púnico e o aramaico, também eram faladas. 

Inscrição em latim feita no século II.

Apesar dessa variedade linguística, o latim foi a língua mais difundida no século V, mesmo após a desagregação do império. No entanto, por causa da diversidade de culturas no império, essa língua se fundiu com outras e deu origem ao que chamamos de línguas neolatinas, entre elas estão italiano, espanhol, francês e português.

As línguas neolatinas guardam semelhanças entre si.  A seguir, observe essas semelhanças nas traduções da frase “Ars longa, vita brevis”, do médico grego Hipócrates: 

• português: “A arte é longa, a vida é curta”; 

• espanhol: “El arte es largo, la vida es corta”; 

• francês: “L’art est long, la vie est courte”; 

• italiano: “L’arte è lunga, la vita è corta”; 

• romeno: “Arta este lunga, viata este scurtã”.

A educação na Roma Antiga


Para os romanos, os filhos eram sempre vistos como garantia importante para a continuidade da família. A educação das crianças variava conforme o grupo social e o sexo.
Os filhos das famílias mais pobres em Roma geralmente cresciam analfabetos, ou seja, sem conhecimentos sobre leitura e escrita. Alguns desses jovens conseguiam adquirir noções de leitura e escrita, especialmente para trabalhar. Os meninos e meninas de Roma entravam na escola por volta dos 7 anos de idade. Nela, eles aprendiam a ler, a escrever e também recebiam noções de cálculo.

Detalhe de relevo em mármore do século III representando um menino brincando.

Por volta dos 12 anos, as meninas deixavam a escola e passavam a ser educadas unicamente pelas suas mães. O objetivo era que se tornassem boas donas de casa, es posas e mães.
A partir dos 12 anos, somente os meninos de famílias influentes continuavam a estudar. Aprendiam literatura, história e o idioma grego. Também eram preparados para a vida militar.
Já as meninas das camadas sociais mais altas recebiam lições de cálculo, escrita e leitura até a adolescência. Entre 12 e 13 anos de idade, elas paravam de estudar e podiam se casar. Com o tempo, elas aprendiam com outras mulheres da família a cozinhar, a fiar e a tear lã, além de ajudar suas mães a cuidar dos irmãos.
Por sua vez, os rapazes de famílias ricas em Roma deviam, geralmente, prosseguir nos estudos, iniciados já na infância. Com o auxílio de um professor de gramática ou de literatura, eles estudavam as obras e as heranças culturais dos grandes autores gregos e romanos. Estudavam também noções de agricultura, astronomia, religião, matemática, arquitetura, geografia, história e retórica.

Nesse relevo romano, um jovem romano exercita gestos comuns da prática da oratória, o que pode ser observado pela postura dele e pela posição de suas mãos.

Além desses conteúdos, as aulas eram voltadas ao ensino da oratória, a fim de que aprendessem como discursar e como defender uma ideia em público. Nessa etapa, muitas aulas eram realizadas nos espaços públicos para que os alunos entrassem em contato com o dia a dia da política.

Detalhe de relevo romano do século II representando um professor e seus alunos em uma instituição de ensino.

Ao completar 12 anos, os meninos eram incentivados a ler as obras de poetas gregos e romanos considerados importantes. A maioria das meninas não chegava a esse estágio da educação formal, pois elas tinham de começar a se preparar para o casamento.

Os materiais utilizados para escrever nas instituições escolares eram feitos de bronze e de madeira. 

Os meninos romanos, além de serem educados no ambiente familiar e nas instituições escolares, recebiam uma formação militar. Nos treinamentos, eles aprendiam noções de disciplina e técnicas de utilização de armamentos e também passavam por uma rigorosa preparação física. A formação militar era bastante valorizada e foi muito importante para a expansão e a manutenção do Império.

A origem e fundação de Roma

Roma Antiga é o nome dado à civilização que se desenvolveu a partir da cidade de Roma, fundada na península Itálica durante o século VIII a.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar num vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural.
A civilização romana se desenvolveu na Península Itálica, região localizada no sul da Europa, banhada pelo Mar Mediterrâneo. A existência de recursos hídricos e de terras relativamente férteis favoreceu a prática da agricultura, atraindo diferentes povos para lá ao longo do tempo.
Na área central da península (denominada Lácio ou Latium, em latim), viviam, por exemplo, os povos latinos – responsáveis pela criação do núcleo que deu origem à cidade de Roma. Ao longo do tempo, eles mantiveram diferentes formas de contato com seus vizinhos – às vezes amistosas, outras não. Tais contatos definiram diversos aspectos da civilização romana. Dois dos povos que viveram nessa região merecem destaque por sua influência na formação romana: os gregos, ao sul, e os etruscos, ao norte.
A partir do século VIII a.C., nas proximidades do Mar Mediterrâneo, os gregos fundaram colônias como Neapolis (hoje chamada Nápoles) e Heracleia, no sul da Península Itálica, e Agrigento, Siracusa e Panormos (hoje Palermo), na Sicília. Eles chamavam essa região de Magna Grécia. Lá encontraram os cartagineses (descendentes dos fenícios) e os demais povos itálicos. Tais povos impediram o avanço dos gregos para outras áreas.
Os romanos, portanto, tiveram contato próximo com as colônias gregas. Por essa razão, adotaram vários elementos da religião, da arte e da cultura gregas. Por exemplo, o consumo de produtos derivados de uvas e de azeitonas, como vinho e azeite produzidos pelos gregos, era comum entre os povos do Mediterrâneo, incluindo os romanos.

Os povos etruscos


Os povos etruscos foram fundamentais na formação de Roma. Como você estudará a seguir, eles exerceram influência, por exemplo, na arte, na arquitetura, nas estratégias de guerra, na forma de escrever e na organização social dos romanos.
Os etruscos viviam em cidades-Estado. Por volta do século VIII a.C., eles formavam uma das principais potências da região. Apesar de não terem constituído uma civilização unificada, os povos que habitavam a Etrúria compartilhavam a língua, a escrita, os deuses e os costumes. Eles estabeleceram amplas redes comerciais, negociando com os gregos e os fenícios.

A fundação da cidade de Roma


Assim como outros povos da Antiguidade, os romanos criaram histórias para explicar sua origem. O mais conhecido mito de fundação de Roma é a lenda dos irmãos gêmeos Rômulo e Remo, contada pelo poeta latino Virgílio em uma obra do século I a.C., chamada Eneida.
A Eneida conta a história do troiano Eneias, herói que fugiu de Troia em direção ao Lácio depois de ser derrotado pelos gregos. Segundo a tradição, o filho de Eneias fundou o reino de Alba Longa, inaugurando uma dinastia de reis. Uma das descendentes dessa dinastia era Rea Sílvia, que engravidou de Marte, o deus romano da guerra, e deu à luz os gêmeos Rômulo e Remo. Depois de um desentendimento, Remo teria sido morto pelo irmão, Rômulo, que teria fundado Roma em 753 a.C.
Rômulo chamou-a de Roma e traçou um sulco na terra para marcar seus limites. esse sulco era considerado sagrado e quem o ultrapassasse seria condenado à morte. como Remo não respeitou essa imposição e atravessou a marca, foi morto por Rômulo, que se tornou o primeiro rei.
Conta-se que, ao fundar a cidade, ele declarou que ela serviria de refúgio para todos aqueles que a procurassem. dessa forma, a sua população cresceu muito depressa. mas havia um problema a ser resolvido: Roma era uma cidade só de homens.
Para solucionar a questão, os romanos decidiram dar uma festa e convidar os sabinos. durante a festa, as mulheres sabinas foram raptadas pelos romanos e obrigadas a casarem-se com eles. esse episódio é conhecido como o rapto das sabinas.
A história nos informa que Roma surgiu por volta do ano 1.000 a. C., de uma fortificação criada pelos latinos e sabinos, com o objetivo de se protegerem das possíveis invasões dos etruscos.

Do mito à história


Apesar de intrigante, a narrativa mitológica da fundação da cidade de Roma não é confirmada pelas informações reveladas pelos vestígios arqueológicos. Os romanos criaram o mito séculos depois da fundação da cidade, quando já haviam se tornado uma potência. Assim, provavelmente eles queriam associar sua cidade a uma família de reis com sangue divino e guerreiro. Afinal, os gêmeos eram filhos do deus da guerra com uma princesa
A narrativa lendária funcionou como forma de engrandecer a cidade, que, como muitas outras da época, resultou de assentamentos. Formados em uma área pantanosa nas proximidades do Rio Tibre, por volta de 1000 a.C., eles foram iniciados, provavelmente, por comunidades de pastores e agricultores que viviam nas colinas da região, em cabanas de madeira e de ramos entrelaçados.
Por volta de 700 a.C., Roma passou por mudanças sociais e econômicas. O contato dos latinos com os etruscos e suas caravanas comerciais aumentou. Por influência dos etruscos, os latinos drenaram os pântanos. Assim, puderam construir casas de tijolos e telhas, fora das colinas.
A divisão da sociedade romana entre nobres e seus dependentes também foi incorporada dos etruscos. No século VII a.C., Roma já havia se tornado um centro comercial que atraía populações de outras regiões.




Roma - Economia e sociedade na república

Com a expansão territorial de Roma, os mercados ficaram repletos de escravos, alimentos, armas, ferramentas e diversos produtos artesanais que chegavam das inúmeras províncias romanas. Os povos conquistados deviam obedecer e pagar impostos ao governo ro mano, suas riquezas eram saqueadas pelo exército e parte de sua população era escravizada. Enquanto isso, Roma enriquecia e as guerras tornavam-se a principal forma de obter mão de obra escrava. Aos poucos, a sociedade romana tornou-se escravista, isto é, dependente do trabalho dos escravos.
O aumento do número de escravos nos trabalhos agrícolas, na pecuária, nas minas, nas obras públicas, nos serviços domésticos, nas atividades artesanais e comerciais provocou o desemprego de plebeus. Alguns deles per deram suas pequenas propriedades porque não tinham dinheiro para pagar os impostos. No entanto, uma parte da plebe enriqueceu com a expansão romana, devido ao desenvolvimento do comércio e à posse de novas terras, formando outra camada social: os homens novos.
As conquistas territoriais proporcionaram riqueza aos patrícios e aos homens novos e aumentaram o prestígio dos militares. Ao mesmo tempo, causaram o empobrecimento de muitos plebeus, aprofundando as desigualdades na sociedade romana.

Os irmãos Graco


No século II a.C., os problemas sociais enfrentados pela plebe impulsionaram os irmãos Graco, eleitos para o Tribunato da Plebe, a propor a distribuição de terra aos plebeus empobrecidos. O objetivo da medida era dar-lhes melhores condições de vida. Tibério Graco, eleito tribuno da plebe em 133 a.C., foi o primeiro a defender a reforma agrária. Entretanto, a ideia não agradou aos patrícios, que não que riam dividir suas terras. No Senado, os debates sobre o assunto tornaram-se cada vez mais fortes. Por insistir em suas ideias reformistas, Tibério, acusado de querer tornar-se rei, foi assassinado por um grupo de senadores.
Em 123 a.C., Caio Graco tornou-se tribuno da plebe, defendendo também a distribuição de terras aos plebeus. Novamente os senadores romanos se opuseram à proposta e tramaram a morte do tribuno. Percebendo que uma cilada havia sido armada contra ele e disposto a não cair nas mãos daqueles que o esperavam, Caio pediu a seu es cravo que o matasse. Com a morte dos irmãos Graco, o Senado conseguiu afastar a ame aça da reforma agrária. A plebe, porém, aliada a alguns homens novos, criou o Partido Popular, que passou a exigir maior participação de seus representantes nas decisões do governo.

A VIDA COTIDIANA EM ROMA

As pessoas levantavam cedo nas cidades romanas e faziam a primeira refeição à base de carnes e pães. Por volta das oito horas, eram abertas ...