domingo, 20 de setembro de 2026

A RELIGIÃO NA MESOPOTÂMIA

Os mesopotâmicos eram politeístas, ou seja, cultuavam vários deuses, entre eles Anu (deus-pai), Shamash (deus-Sol), Sin (deus da Lua), Inanna (deusa do amor e da guerra), Enki (deus das águas doces), Enlil (deus dos ventos), Marduk (deus protetor da Babilônia) e Nidaba (deusa da fertilidade).
Como a água dos rios era essencial para os povos da Mesopotâmia, um dos deuses mais cultuados era Enki, deus da água doce e fresca onde acreditavam que a terra flutuava. Ele era considerado também o deus da sabedoria.

Escultura de cerca de 2900 a.C. que representa um homem adorando o deus Enlil.

Para os povos da Mesopotâmia, os deuses eram semelhantes aos seres humanos, com a diferença de que eram poderosos e imortais. Eles casavam, tinham filhos, ficavam tristes ou alegres e podiam ser cruéis, invejosos ou caridosos.
Diversos povos da Mesopotâmia acreditavam também que, depois da morte, o espírito da pessoa ia para um mundo inferior, um lugar deprimente e terrível. Assim, não havia a crença em uma vida melhor após a morte. Por esse motivo, homens e mulheres queriam aproveitar ao máximo sua existência e, talvez por causa disso, a juventude era considerada a melhor fase da vida.
Os templos representavam a moradia dos deuses na Terra. Geralmente eram construídos sobre uma torre de escadas chamada zigurate (“prédio alto”). Os zigurates ficavam em posição destacada na cidade para que todos os seus habitantes, inclusive os agricultores das aldeias ao redor, pudessem contemplá-los. Dirigidos por um grão-sacerdote, os templos eram locais de culto e demais cerimônias religiosas. No interior deles, os sacerdotes dirigiam rituais de sacrifício de animais, práticas mágicas e oferendas aos deuses.
Na Mesopotâmia, religião, política e ciência estavam intimamente ligadas. Por isso, os templos também eram centros de pesquisa e ensino, nos quais a escrita e a astronomia tiveram um grande desenvolvimento.
Além de suas atividades religiosas e administrativas, sacerdotes e sacerdotisas eram encarregados de transmitir as tradições de seus povos, formulando e copiando escritos de mitos, hinos, poesias e muitos outros.

Os zigurates 


Os mesopotâmicos criaram os zigurates, grandes construções em forma de pirâmide com vários andares, nas quais realizavam cultos a suas divindades. Na parte mais alta dos zigurates, cujo acesso era por longas rampas e escadarias, ficavam localizados os templos. Nos templos eram realizadas cerimônias religiosas que consistiam em orações, sacrifícios de animais e oferendas aos deuses. Os zigurates também ser viam como depósito para armazenar cereais e como ponto de observação de astros celestes.
Zigurate restaurado da antiga cidade suméria de Ur, no atual Iraque. Fotografia da década de 2000.

Sacerdotes e templos 


Os templos religiosos eram importantes na vida social da Mesopotâmia. Nesses locais, havia culto aos deuses, realização de rituais e recebimento de oferendas. 
Cada templo era considerado o “lar dos deuses”. Cada cidade podia ter vários templos. Só na Babilônia, capital da antiga Suméria (no atual Iraque), havia cerca de cinquenta templos dedicados a diferentes deuses.
No templo, os sacerdotes e as sacerdotisas conduziam as cerimônias religiosas e administravam seus bens e negócios. Com as oferendas que recebiam dos fiéis, os sacerdotes acumulavam riquezas em forma de terras, rebanhos ou sementes, por exemplo. 
Para controlar as atividades econômicas, os sacerdotes desenvolveram um sistema de escrita e numeração (como veremos mais adiante). Em razão do poder religioso e econômico, muitos sacerdotes tiveram forte influência política, sobretudo nas cidades sumérias.

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