Os mesopotâmicos eram politeístas, ou seja, cultuavam vários deuses, entre eles Anu (deus-pai), Shamash (deus-Sol), Sin (deus da Lua),
Inanna (deusa do amor e da guerra), Enki (deus das águas doces), Enlil (deus dos
ventos), Marduk (deus protetor da Babilônia) e Nidaba (deusa da fertilidade).
Como a água dos rios era essencial para os povos da Mesopotâmia, um dos deuses mais cultuados era Enki, deus da água doce e fresca onde acreditavam que a terra flutuava. Ele era considerado também o deus da sabedoria.
Para os povos da Mesopotâmia, os deuses eram semelhantes aos seres humanos, com a diferença de que eram poderosos e imortais. Eles casavam, tinham filhos, ficavam tristes ou alegres e podiam ser cruéis, invejosos ou caridosos.
Diversos povos da Mesopotâmia
acreditavam também que, depois da
morte, o espírito da pessoa ia para um
mundo inferior, um lugar deprimente
e terrível. Assim, não havia a crença em
uma vida melhor após a morte. Por esse
motivo, homens e mulheres queriam
aproveitar ao máximo sua existência e,
talvez por causa disso, a juventude era
considerada a melhor fase da vida.
Os templos representavam a moradia dos deuses na Terra. Geralmente eram construídos sobre uma torre de escadas chamada zigurate (“prédio alto”). Os zigurates ficavam em posição destacada na cidade para que todos os seus habitantes, inclusive os agricultores das aldeias ao redor, pudessem contemplá-los. Dirigidos por um grão-sacerdote, os templos eram locais de culto e demais cerimônias religiosas. No interior deles, os sacerdotes dirigiam rituais de sacrifício de animais, práticas mágicas e oferendas aos deuses.
Na Mesopotâmia, religião, política e ciência estavam intimamente ligadas. Por isso, os templos também eram centros de pesquisa e ensino, nos quais a escrita e a astronomia tiveram um grande desenvolvimento.
Além de suas atividades religiosas e administrativas, sacerdotes e sacerdotisas eram encarregados de transmitir as tradições de seus povos, formulando e copiando escritos de mitos, hinos, poesias e muitos outros.
Os zigurates
Os mesopotâmicos criaram os zigurates, grandes construções em forma de pirâmide com vários andares, nas quais realizavam cultos a suas divindades. Na parte
mais alta dos zigurates, cujo acesso era por longas rampas e escadarias, ficavam
localizados os templos. Nos templos
eram realizadas cerimônias religiosas que consistiam em orações, sacrifícios de animais e oferendas aos
deuses. Os zigurates também ser
viam como depósito para armazenar
cereais e como ponto de observação
de astros celestes.
Sacerdotes e templos
Os templos religiosos eram importantes na vida social da Mesopotâmia. Nesses locais, havia culto aos deuses, realização de rituais e recebimento de oferendas.
Cada templo era considerado o “lar dos deuses”.
Cada cidade podia ter vários templos. Só na Babilônia, capital da
antiga Suméria (no atual Iraque), havia cerca de cinquenta templos
dedicados a diferentes deuses.
No templo, os sacerdotes e as sacerdotisas conduziam as cerimônias religiosas e administravam seus bens e negócios. Com as oferendas que recebiam dos fiéis, os sacerdotes acumulavam riquezas
em forma de terras, rebanhos ou sementes, por exemplo.
Para controlar as atividades econômicas, os sacerdotes desenvolveram um sistema de escrita e numeração (como veremos mais
adiante). Em razão do poder religioso e econômico, muitos sacerdotes tiveram forte influência política, sobretudo nas cidades sumérias.
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