Os zapotecas viveram na região de Oaxaca, localizada no litoral do Pacífico e formada pelas montanhas e vales da Sierra Madre del Sur, no México. Evidências arqueológicas indicam que eles chegaram, por volta de 2500 a.C., aos três vales e às áreas elevadas que formam essa região. Aproveitando-se dos rios, cultivaram o milho e desenvolveram ao menos três sociedades diferentes, que aparentemente competiam entre si.
Por volta de 500 a.C., os zapotecas começaram a construir, em uma área denominada Monte Albán, um importante centro urbano com vários espaços monumentais e edifícios dedicados à religiosidade, à habitação e a funções administrativas. Esse espaço parece ter contribuído para unificar a defesa das aldeias ao redor contra inimigos. Ele também representou o surgimento de uma organização política dos zapotecas, que expandiu seu domínio sobre a região de forma crescente até chegar ao auge, entre 100 a.C. e 200 d.C.
Do Monte Albán, os zapotecas exerceram controle sobre todo o Vale de Oaxaca e estenderam suas conquistas e influência para outras regiões com contatos comerciais e culturais. Esse crescente domínio transcorreu ao longo de centenas de anos até que, por volta de 500 d.C., Monte Albán entrou em declínio. Posteriormente, um povo chamado mixteca tomou a cidade.
Os zapotecas eram politeístas, cultuavam deuses relacionados a aspectos de seu cotidiano e a suas crenças e valores, como: o deus da chuva e dos trovões, Pitao Cocijo; o deus do milho, Pitao Cozibi; e o deus dos mortos, Coqui Bezelao. Os sacerdotes eram responsáveis por organizar os ritos religiosos sagrados que pudessem favorecer as plantações e as colheitas, realizando, inclusive, sacrifícios humanos como forma de venerar seus deuses.
Escultura em cerâmica de Camazotz, deus-morcego
zapoteca, datado entre 300 d.C. e 900 d.C. Na
cultura zapoteca, o morcego era associado com a
noite, com a morte e com o sacrifício. O culto a esse
deus iniciou-se por volta de 100 a.C.
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