Os egípcios e os mesopotâmicos foram os primeiros povos a erguer
templos grandiosos. Alguns podem ser vistos até hoje, como o zigurate
babilônico, na cidade de Ur, e as pirâmides do Egito antigo, localizadas
no planalto de Gizé.
O esforço coletivo para levantar templos tão monumentais tem uma
explicação. No Egito antigo, os governantes eram considerados deuses
e foram sepultados nas pirâmides, e os reis eram chamados de faraós,
que significava “grande casa” – uma referência ao palácio real, onde eles
moravam.
Lentamente, os faraós acumularam poder e passaram a criar leis e impostos; a controlar o exército, a produção agrícola e o uso da água; e a determinar a construção de obras públicas, como templos e canais de irrigação.
O faraó era cultuado por toda a
população e era considerado um deus vivo. Filho de Hórus, deus do Céu,
o faraó – acreditavam os egípcios – era capaz de controlar as forças da
natureza, como as cheias do rio Nilo e as boas colheitas.
Essa forma de
governo, em que as ordens do governante são consideradas ordens divinas, é
denominada monarquia teocrática.
Os faraós tinham várias esposas, e essa grande família morava em palácios
e convivia com outras famílias influentes, a nobreza.
As pirâmides, túmulos dos faraós e da sua família, eram construídas com
blocos de pedra; quanto maior e mais luxuosas, maior era o poder do faraó
que mandara erguê-las. Pinturas e textos sobre a vida e os feitos dos mortos
decoravam esses locais.
Quando um faraó era sepultado, seus escravos o colocavam no túmulo alimentos, animais de estimação e objetos pessoais, pois acreditavam que tudo
isso seria necessário para a vida após a morte.
Tutancâmon foi um dos faraós mais famosos. Filho do faraó Amenofis IV, assumiu o trono em 1332 a.C., quando ainda era uma criança de
9 anos. Aprendeu a ler e a escrever e teve aulas de várias matérias. Casou-se aos 10 anos, prática comum naquela época.
Afresco de cerca de 1338 a.C. encontrado na tumba de Tutancâmon, que está representado ao centro da
imagem, segurando um cetro, ao lado de sua esposa, Anquesenamon.
A vida e o reinado de Tutancâmon foram curtos, pois ele morreu aos 19 anos de idade. Por que,
então, Tutancâmon ficou famoso? Porque junto de seu túmulo, descoberto em 1922, ao sul da
cidade do Cairo, os arqueólogos encontraram vários tesouros.
A tumba de Tutancâmon era composta de um corredor e quatro salas. Em uma delas, chamada
de câmara mortuária, estava seu caixão (sarcófago), feito de ouro maciço e decorado com figuras
de deuses egípcios. Os arqueólogos também descobriram milhares de outras peças, como está
tuas de deuses, vasos, joias, baús e armas.
O título de faraó foi conservado nas mãos de poucas famílias ou
dinastias importantes. Os filhos sucediam aos pais por várias gerações
até que, por alguma razão – guerras, revoltas, etc. –, a família ou dinastia
reinante fosse substituída por outra. O Egito antigo teve 31 dinastias desde a unificação, em 3200 a.C., até o ano 343 a.C.
As pirâmides de Gizé, Cairo, Egito. Alguns povos antigos construíram grandes templos
religiosos que levaram muitos anos para ficar prontos. Feitos de blocos de pedra ou de tijolos muito
pesados, era preciso um enorme número de trabalhadores para construí-los. Cerca de 30 mil trabalhadores
atuaram na construção das pirâmides de Gizé. A maior delas tem a altura de um prédio de 49 andares, com
várias passagens internas, galerias e quartos secretos para abrigar tesouros e túmulos. Dois milhões de
blocos de pedra calcária, de várias toneladas cada um, foram utilizados em sua construção.
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