Os sumérios criaram uma das primeiras formas de escrita, que foi posteriormente adotada pelos demais povos mesopotâmicos. Com uma espátula, desenhavam em placas de argila sinais com o for mato de pequenos triângulos, chamados de cunha; por isso, sua escrita foi denominada cuneiforme. A abundância de argila nos vales do Tigre e do Eufrates explica o uso desse material na escrita.
As sociedades mesopotâmicas utilizavam a escrita para controlar as atividades comerciais: marcavam o que era estocado, comprado ou vendido, os paga mentos efetuados, os preços das mercadorias. Faziam também registros dos grandes acontecimentos, de rituais religiosos, leis e canções.
Crenças
Os povos mesopotâmicos eram politeístas e, segundo suas crenças, os humanos foram criados pelos deuses para trabalhar para o sustento das divindades.
Cada cidade-Estado pertencia a uma divindade cultua da no principal templo local, e o desenvolvimento da cidade fazia crescer sua popularidade. Em sua honra eram feitas oferendas de comidas e bebidas, sendo parte destinada a alimentar sacerdotes, músicos e serviçais dos templos.
Também realizavam rituais de magia e sacrifícios de animais; havia muitas festividades religiosas ao longo do ano organizadas pelos sacerdotes, quando as estátuas divinas eram levadas em procissão. Entre sumérios e acádios destacaram‑se os cultos à deusa Ishtar, também conhecida por Inanna, venerada como senhora da fertilidade e da guerra.
Eles acreditavam que algumas pessoas podiam ficar in visíveis ou mudar de uma forma humana para outra para escapar da ação dos demônios. Embora acreditassem que, após a morte, as pessoas iriam para o “mundo dos mortos”, preocupavam‑se mais com a vida na Terra.
As sacerdotisas
Na Mesopotâmia, as mulheres exerceram funções religiosas nos templos, dirigindo e participando dos cultos. As sacerdotisas que desempenhavam as atividades mais importantes dos cultos pertenciam à família real e eram consideradas esposas do deus principal do templo.
Ao longo do III e II milênio a.C., o prestígio das sacerdotisas cresceu e, além do papel desempenhado na religião, também conquistaram influência política e sobre as atividades econômicas realizadas nos templos, como a venda e o arrendamento de terras e a produção artesanal.
Mulheres vindas de famílias ricas, como filhas de militares e escribas, podiam se tornar sacerdotisas ao ser ofertadas pelo pai às divindades; e, ao menos duas vezes ao dia, dentro do templo, faziam súplicas para proteção e prosperidade da família do soberano, e pela paz e prosperidade da Mesopotâmia. Pesquisas indicam que os mesopotâmicos se orgulhavam de ter grupos femininos nessas funções.
Cultura e conhecimentos
Entre os conhecimentos desenvolvidos pelas sociedades mesopotâmicas, podemos mencionar noções de Astrologia; com base em observações do céu, criaram os signos do zodíaco. Também faziam o horóscopo das pessoas e previsões sobre o futuro.
Além disso, com base nos astros, criaram um calendário que dividia o ano em doze meses, a semana em sete dias, o dia em 24 horas e a hora em sessenta minutos. Obtiveram grande avanço na Astronomia, descrevendo fenômenos como o movimento elíptico dos astros, e na Matemática, desenvolvendo a construção de grandes obras de Engenharia com cálculos que envolviam a multiplicação e a divisão.
Arquitetura e funcionalidade
A Arquitetura mesopotâmica caracterizou‑se por construções típicas. Para facilitar a defesa, as cidades eram cercadas por muralhas e o acesso a elas era por meio de grandes portões de metal. As obras públicas eram, em geral, luxuosas e imponentes.
Nos principais templos religiosos, erguiam‑se torres denominadas zigurates, construídas em degraus e revestidas com tijolos esmaltados. Os zigurates chegavam a medir 100 metros de altura e foram utilizados como observa tórios astronômicos. No entanto, as moradias da maioria da população eram simples e feitas de barro, sem luxo ou conforto.
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