Nas aldeias, as disputas por terras férteis e poder levaram a alianças e guerras entre os chefes. Os vencedores passaram a governar um território maior e com mais pessoas, os um território maior e com mais pessoas, os nomos nomos. Os administra dores dos nomos eram os nomarcas. As disputas entre os dores dos nomos eram os nomarcas. As disputas entre os nomarcas deram origem a dois grandes reinos: o Alto Egito, localizado no sul, e o Baixo Egito, localizado no norte.
Estátua do faraó Khafre com a cabeça envolta nas asas do deus falcão
Hórus de Giza. Antigo Império, 4a dinastia (2613 a.C.-2494 a.C.).
Por volta do ano 3100 a.C., o rei Menés, do Alto Egito, conquistou o Baixo Egito, unificando os dois reinos. Menés tornou-se então o primeiro faraó (nome que se dava ao rei entre os egípcios) e o fundador da primeira dinastia (sucessão de reis pertencentes a uma mesma família). Nascia, assim, o Império Egípcio, com capital na cidade de Tínis, depois substituída por Mênfis, atual Cairo.
Nessa ilustração, à esquerda vemos o faraó com a coroa do Baixo Egito; no
centro, com a coroa do Alto Egito; e, à direita, com a coroa representando a
unificação do Alto com o Baixo Egito.
Periodização
Os estudiosos dividiram os mais de 3 mil anos de história registrada
do Egito antigo em três períodos principais: Antigo Império, Médio Império e Novo Império.
Antigo Império (cerca de 2680 a.C. a 2180 a.C.): O Antigo Império inicia-se com a unificação dos dois reinos do Egito antigo (Alto Egito e Baixo Egito) por Menés, também conhecido por Narmer,
com a capital em Mênfis, no norte. Os nomarcas, chefes das comunidades
camponesas, passaram a ser funcionários do faraó, que centralizou o poder.
Paleta de Narmer, feita
de xisto e para uso
cerimonial no período
pré-dinástico tardio, cerca
de 3200 a.C. O Faraó
Narmer é representando
ao centro.
Foram construídos canais de irrigação e diques para armazenar água,
o que contribuiu para aumentar as áreas de cultivo. Também surgiram as
primeiras pirâmides e templos.
Período de certa estabilidade política e de progresso econômico. Com os recursos dos impostos, o Império Egípcio construiu grandes obras públicas, entre elas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos e a as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos e a esfinge esfinge de Gizé.
Mas, no fim desse período, o poder dos faraós enfraqueceu por conta
da diminuição das cheias do rio Nilo, que prejudicou a agricultura causando a carestia de alimentos. Nesse ínterim os nomarcas começaram a
governar por conta própria.
Médio Império (cerca de 2040 a.C. a 1780 a.C.): A rivalidade entre os nomarcas fez com que o faraó Mentuhotep II
conseguisse, em 2050 a.C., recuperar o poder. A capital mudou para a
cidade de Tebas. Novos territórios foram conquistados, como parte da
Núbia, no sul, rica em minas de ouro. Pirâmides e templos voltaram a
ser construídos.
Estátua do faraó
Mentuhotep II, no
jubileu da dinastia do
Médio Império, cerca de
2051 a.C. a 2000 a.C.
Durante esse período em que os egípcios expandiram seu território em direção ao sul e intensificaram seu comércio com a Núbia, região habitada por povos negros e rica em minerais, entre os quais o ouro.
Apesar da prosperidade material, o Egito se enfraqueceu por causa de disputas pelo poder entre os próprios egípcios. Então, os hicsos, povo originário da Ásia Central, atravessaram o deserto e invadiram o Egito, lá permanecendo por 170 anos.
Os hicsos indicaram os faraós por mais de cem
anos. Introduziram tecnologias novas, como o uso de cavalos e carros de
guerra, artefatos de fiação e instrumentos musicais, mas permaneceram
somente no delta do rio Nilo.
Novo Império (cerca de 1580 a.C. a 1070 a.C.): Em 1580 a.C., os egípcios conseguiram expulsar os hicsos e tiveram
anos de prosperidade e abundância. Os faraós do Novo Império organizaram um poderoso exército com cavalaria e carros de combate e, depois de conquistar o Reino de Kush, ocuparam a Síria, a Fenícia e a Palestina, estendendo seus domínios até o Rio Eufrates, na Mesopotâmia.
No reinado de Ramsés II (1279 a.C. a 1213 a.C.), celebrado como
Ramsés, o Grande, foram construídos novos palácios, esculturas gigantescas e pirâmides.
Como o Egito era um grande produtor de trigo, atraiu o interesse de
outros povos. No reinado de Ramsés II, o exército egípcio lutou para de
fender seu território, ameaçado pelos povos hititas, vindos da Ásia.
Com as conquistas realizadas durante o Novo Império, o Egito passou a controlar importantes rotas comerciais que ligavam o centro do império às regiões conquistadas.
O controle sobre o comércio e os impostos trouxe muitas riquezas para o Estado egípcio. Já a maioria da população empobrecia, justamente por ter de pagar impostos e custear os gastos militares a fim de manter ou ampliar as conquistas. Além disso, muitos camponeses tinham de abandonar o cultivo da terra para servir na servir na infantaria infantaria.
Essa situação provocou revoltas sociais internas, o que, somadas às sublevações dos povos conquistados contra a cobrança de impostos abusivos, acabou debilitando o Estado egípcio.
Depois do Novo Império, o Egito passou por uma fase de grandes lutas pelo poder. Em 671 a.C. foi conquistado pelos assírios e, depois, pelos persas, em 525 a.C. Por fim, em 332 a.C., foi conquistado por Alexandre, o Grande, rei da Macedônia.
Busto romano da rainha egípcia Cleópatra.
Provavelmente, a peça foi esculpida quando ela visitou
Roma, por volta de 40-30 a.C. Os traços são parecidos
com os das representações esculpidas de mulheres
romanas daquela época.
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