Por volta de 1900 a.C., os amoritas, um povo semita vindo do deserto da Arábia, estabeleceram-se no centro-sul da Mesopotâmia. E, à semelhança dos acádios, construíram um poderoso império, que abrangia quase toda a Mesopotâmia: o Primeiro Império Babilônico.
O império governado pelos amoritas era chamado de
Babilônico, porque a principal cidade da região era a Babilônia.
O governante amorita mais conhecido chamava-se Hamurábi.
Hamurabi (1792-1750 a.C.), o principal imperador babilônico, ocupou-se pessoalmente da administração de seu império, chegando a coordenar a construção de numerosos edifícios públicos, canais de irrigação e açudes. Ao chegar ao trono, ele fortaleceu a centralização do poder
sobre todo o território imperial, impondo determinados aspectos culturais aos povos conquistados por meio da construção
de templos e zigurates. Sua obra mais célebre, porém, foi um código de leis que influenciou e ainda influencia o mundo atual: o Código de Hamurabi.
Para diminuir a resistência ao poder central, Hamurábi buscou
manter algumas estruturas religiosas e políticas locais e adotou
elementos da cultura dos povos conquistados em todo o império,
como o idioma acádio e a escrita cuneiforme desenvolvida primeiro na Suméria.
Após o governo de Hamurabi, uma série de povos, entre os quais os hititas, conquistaram a Babilônia, causando a desintegração do império. Enquanto isso, despontava na região o povo assírio.
Estela de Hamurabi, 1792-1750 a.C. À esquerda, vemos Hamurabi, rei da Babilônia, recebendo as leis das mãos de Shamash, o deus Sol.
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