sábado, 22 de agosto de 2026

Uma classificação para os alimentos

De acordo com o teor de nutrientes que os alimentos contêm, eles podem ser classificados em: 
• energéticos: atuam no fornecimento de energia. São exemplos os alimentos ricos em lipídios e em carboidratos. 
• construtores (ou plásticos): atuam na formação do organismo, ou seja, no crescimento e na reposição de perdas. Exemplos são os alimentos ricos em proteínas. 
• reguladores: atuam na regulação das reações químicas que acontecem nas células e no material intercelular. Como exemplos, temos os alimentos que são fonte de vitaminas e sais minerais. 
Uma alimentação saudável deve fornecer ao organismo, em quantidades necessárias, carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas, sais minerais e água. Além dessa recomendação geral, é necessário ter cuidado com a dieta. Uma forma de garantir uma alimentação equilibrada é fazer refeições com itens diversificados, entre cereais, verduras e carnes, sem comer exageradamente.

Os nutrientes

Os alimentos que costumamos ingerir – feijão, arroz, verduras, ovo, carne etc. – geralmente são constituídos por diversas substâncias: carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e sais minerais. Essas substâncias, chamadas nutrientes, são necessárias para nutrir o corpo, ou seja, fornecer a energia que regula suas funções e formar e renovar as células e os tecidos, mantendo o organismo vivo e ativo.

Carboidratos


Os carboidratos, ou glicídios, são a principal fonte de energia do organismo e são representados pelos açúcares. O amido – encontrado em diversos vegetais, como arroz, batata, mandioca, aveia, trigo (e nos ali mentos feitos à base de farinhas, como pão, bolo, macarrão, biscoitos etc.), entre outros – é formado pela união de muitas moléculas de outro carboidrato: a glicose.

Lipídios 


Os lipídios são representados pelas gorduras e pelos óleos presentes em várias sementes (amendoim, girassol, soja, algodão etc.), no coco, na azeitona, no leite integral e seus derivados, no ovo e na gordura da carne. São importantes fontes de energia para o organismo. 
Além de reserva energética, as gorduras são constituintes das membranas celulares e, quando acumuladas nas células sob a pele, protegem o corpo de variações térmicas, entre outras funções.

Proteínas 


Além de desempenhar diversas funções nas células, as proteínas são importantes componentes das estruturas construtivas do organismo, porque participam da composição das membranas celulares, dos mecanismos de movimentos das células e da constituição de unhas, pele e pelos. Formam, ainda: 
• os anticorpos, que são fundamentais nos mecanismos de defesa do corpo dos seres vivos; 
• alguns hormônios, entre eles a insulina, que atua no metabolismo da glicose, participando da regulação da quantidade dela no sangue; 
• as enzimas, proteínas que aceleram as reações químicas. As proteínas, ou protídeos, estão presentes em grande quantidade, por exemplo: no ovo; na carne de animais (boi, porco, aves, peixes); nos derivados do leite; e em vários vegetais, principalmente as leguminosas, como feijão, soja e ervilha, entre outras.

Vitaminas 


As vitaminas são substâncias que participam de vários processos no organismo, incluindo os que regulam a liberação de energia que ocorre nas células, entre outras funções. Elas são necessárias em quantidades bem menores do que as de proteínas, de lipídios e de carboidratos. Uma dieta equilibrada geral mente supre o organismo da quantidade diária necessária de vitaminas – que é da ordem de miligramas. Suplementos vitamínicos – vitaminas em comprimidos ou cápsulas – são medicamentos e, como tal, só devem ser ingeridos mediante indicação médica. Em excesso, certas vitaminas podem prejudicar o organismo.

Sais minerais 


Os sais minerais participam de várias substâncias e estruturas do organismo, constituindo cerca de 4% do peso corporal de uma pessoa adulta. A maior concentração de sais minerais está no esqueleto. Exemplos de sais minerais são o sódio, o potássio, o cálcio e o ferro. 
Eles são encontrados na maioria dos alimentos, como banana, leite e derivados, brócolis, sal (de cozinha) etc. Cada um deles desempenha importantes funções no organismo, auxiliando nos processos vitais. A falta de ferro (encontrado em feijões, verduras de folhas escuras, carnes etc.) provoca um tipo de anemia. O iodo ajuda a regular a atividade da glândula tireoide. 
Por determinação do governo federal brasileiro, desde 1953 o iodo é adicionado ao sal de cozinha refinado (sal iodado). Já o flúor participa da formação dos dentes e ossos em geral. A fluoretação da água foi tornada obrigatória no trata mento de água no Brasil a partir de 1974.
Alimentos frescos são mais nutritivos. Verduras, legumes e frutas (e seus sucos) guardados por muito tempo perdem teor nutritivo e a maior parte de suas vitaminas.

Fibras


Fibras são as partes dos vegetais que lhes dão consistência. Estão presentes nas folhas, nos talos e nas camadas externas das sementes, como o trigo e o arroz integral. 
Elas não são digeridas nem absorvidas pelo organismo humano, mas contribuem para o bom funcionamento da digestão. Diminuem a absorção de lipídios e os riscos da prisão de ventre e de doenças (até mesmo o câncer intestinal) que costumam acometer pessoas que consomem poucas fibras.


Água 


A água não é um nutriente. Contudo, tem a propriedade de dissolver diversas substâncias nutritivas, desempenhando papel preponderante na formação, na composição e na manutenção dos seres vivos. 
Ela é a substância mais abundante na composição dos seres vivos, perfazendo mais de 50% da massa do organismo humano adulto. A água faz parte das células e, portanto, de tecidos, órgãos e sistemas do corpo, além de ser o principal componente do plasma sanguíneo e de outros materiais intercelulares. 
Eliminamos a água do corpo pela urina, pelo suor, pelas fezes e pela respiração (na forma de vapor).





Estratégias de reprodução dos seres vivos

Uma das características gerais dos seres vivos é a capacidade de reprodução. Esse processo é essencial para a manutenção da espécie, pois é responsável pela formação de novos indivíduos.
A reprodução dos seres vivos sempre despertou o interesse da humanidade. Houve um período em que se acreditava que o macho não tinha participação na concepção. Depois, surgiu a teoria de que o macho não só participava do processo de reprodução, mas que em seu sêmen estaria um ser vivo praticamente formado que apenas se desenvolveria no ventre da mulher, no caso dos seres humanos. 
Atualmente, vários estudos revelam que os seres vivos – unicelulares e pluricelulares – desenvolveram, ao longo de sua evolução, mecanismos reprodutivos que geram descendentes e possibilitam a perpetuação das espécies. Há dois processos reprodutivos básicos: a reprodução assexuada e a reprodução sexuada.
Enquanto a reprodução assexuada não envolve gametas, que são células sexuais masculinas e femininas, a reprodução sexuada ocorre por meio da união de gametas.

Reprodução assexuada 


É um tipo de reprodução individual que produz clones, descendentes idênticos aos indivíduos que lhes deram origem. 
O processo baseia-se na divisão celular, em que uma célula se divide em duas, ambas com as mesmas características da original. 
Na reprodução assexuada, ou reprodução vegetativa, apenas um indivíduo participa do processo e origina indivíduos idênticos a ele. A composição genética dos indivíduos não muda ao longo das gerações, a não ser que ocorra mutação, que é um processo de modificação do material genético. 
Não havendo mutação, os seres formados são geneticamente idênticos ao indivíduo inicial e entre si, sendo chamados  clones
São vários os tipos de reprodução assexuada. Veja os principais tipos de reprodução assexuada. 

Divisão binária: processo comum em indivíduos unicelulares. O organismo se divide em duas partes, com tamanho e composição muito semelhantes, que origina dois indivíduos. Exemplos: bactérias e protozoários. 

Fragmentação ou regeneração: o organismo se fragmenta, e cada pedaço dá origem a um novo indivíduo, processo que ocorre em alguns invertebrados. Exemplos: planárias e estrelas-do-mar.

Brotamento:  um broto se desenvolve na superfície de um organismo e depois de algum tempo se desprende, originando um indivíduo independente, ou permanece no organismo adulto formando colônias. Exemplos: água-viva, anêmona e hidra.

Esporulação: um organismo produz estruturas reprodutivas chamadas esporos que, ao germinar, originam novos indivíduos. Exemplo: fungos. 

Partenogênese: a célula reprodutora se desenvolve sem que tenha ocorri do fecundação e dá origem a um novo indivíduo. Exemplos: abelhas e for migas. No caso das abelhas, além dos ovos fecundados, as rainhas põem ovos não fecundados. Os ovos fecundados geram indivíduos fêmeas, e os ovos não fecundados se desenvolvem por partenogênese gerando indivíduos machos (zangões).

Reprodução vegetativa:  uma forma de reprodução assexuada muito comum entre as plantas, que se baseia em produzir novos indivíduos a partir de diferentes partes do corpo, como: caules subterrâneos ou rizomas, caules rastejantes ou estolhos e estolões, tubérculos, raízes e folhas.

Reprodução sexuada


A reprodução sexuada envolve a participação das células sexuais, os gametas. O gameta masculino é denominado espermatozoide; e o feminino, óvulo, ou ovócito no caso dos seres humanos e de algumas outras espécies. 
Nesse tipo de reprodução ocorre a fecundação, que é a união dos gametas feminino e masculino, originando a célula-ovo, também chamada zigoto.
Metade do material genético do zigoto vem do espermatozoide, a outra metade, do ovócito. Isso significa que o indivíduo gerado não é idêntico a um dos parentais, mas tem metade da carga genética de cada um, criando uma nova combinação de genes. A combinação de genes recebidos forma um descendente com características próprias. 
Por haver mistura de material genético, os indivíduos resultantes da fecundação não são iguais aos indivíduos que lhes deram origem – embora sejam semelhantes a eles – e não são iguais entre si, a não ser em casos de gêmeos idênticos.
O zigoto sofre sucessivas divisões celulares e resulta inicialmente em um embrião, que continua a se desenvolver, dando origem a um feto. O feto, por fim, se desenvolverá até se transformar no indivíduo pronto para nascer.

Tipos de fecundação 


A fecundação pode ser de dois tipos.  

Externa: o gameta feminino e o masculino são liberados em um ambiente externo. Exemplos: a maioria dos peixes ósseos, ouriços-do-mar e anfíbios. 

Interna: o gameta masculino é depositado dentro do corpo da fêmea. Exemplos: mamíferos, aves e répteis. 

Alguns seres vivos, chamados hermafroditas, têm sistemas reprodutores masculino e feminino no mesmo indivíduo, por isso pode ocorrer a autofecundação. No entanto, casos de autofecundação não são comuns nos animais. É mais frequente que hermafroditas façam a fecundação cruza da, em que dois organismos fecundam um ao outro, como ocorre com as minhocas.

Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de reprodução


A reprodução sexuada traz vantagens evolutivas para a espécie e é a mais amplamente difundida entre os diferentes grupos de seres vivos cujas células apresentam núcleo.
Se o ambiente fosse completamente estável, sem sofrer alterações ao longo do tempo, a reprodução assexuada seria muito vantajosa, por preservar ao longo das gerações as características adaptativas dos organismos para certa condição ecológica. Essa, entretanto, não é a realidade. Os ambientes podem apresentar alterações, e uma modificação desfavorável pode eliminar de uma só vez toda a população daquela espécie, caso ela seja formada por indivíduos geneticamente idênticos.
Os organismos que se reproduzem assexuadamente não precisam se deslocar para encontrar um parceiro; assim, mesmo indivíduos que vivem isolados podem se reproduzir. Além disso, a reprodução assexuada possibilita o rápido crescimento populacional, como ocorre com as bactérias. Uma desvantagem da reprodução assexuada é a geração de descendentes geneticamente iguais, o que torna a população homogênea. Caso haja alterações nas condições ambientais, a ponto de o meio não ser mais propício ao desenvolvimento desses indivíduos, a população pode desaparecer daquele ambiente. 
Já em uma população com variabilidade genética, como nas populações compostas de indivíduos que se reproduzem de forma sexuada, quando ocorrem alterações no meio, as diferenças entre os indivíduos representam mais chances de que alguns resistam às novas condições. 
Em populações em que há reprodução sexuada, esse risco é muito menor, pois a variabilidade genética entre os indivíduos é maior. Dessa forma, se uma alteração ambiental afeta a população, uma parte pode sobreviver graças a variações no material genético que permitem as condições de sobrevivência.
Mas a reprodução sexuada não está livre de desvantagens: a busca por um parceiro exige gasto energético do indivíduo, além de alguns riscos, como ser surpreendido por um predador ou um rival.

Sistemas de acasalamento

Entre os animais, para que haja reprodução sexuada é necessário o acasalamento, um comportamento de união entre macho e fêmea que diz respeito à forma de escolha dos parceiros e à cópula. Ao escolher um parceiro, alguns animais constituem uma união duradoura e outros, uniões temporárias.
Nos animais que são monogâmicos, a relação entre um macho e uma fêmea dura até que os filhotes não precisem mais de cuidados ou que um dos parceiros morra. 
Nesse tipo de relação aumentam as chances de sobrevivência dos filhotes por causa do cuidado parental. É muito comum entre as aves que tanto o macho quanto a fêmea cuidem dos ovos e alimentem os filhotes, diferentemente dos mamíferos, cuja tarefa geralmente fica com a fêmea.
Há espécies, entretanto, em que um mesmo macho acasala com muitas fêmeas e sua participação no processo se restringe ao fornecimento de células reprodutoras masculinas para a fecundação. Chamamos esse sistema de poliginia. 
É o que ocorre com o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura). Em outros casos, é a fêmea que acasala com mais de um macho (poliandria) e o macho fica responsável pelo cuidado com a prole, como o falaropo-de-bico-grosso (Phalaropus fulicarius) e a jaçanã (Jacana jacana).
Há também espécies em que tanto machos quanto fêmeas acasalam mais de uma vez com diferentes parceiros (promiscuidade). É muito comum em bovinos e em animais de estimação, como gato e cachorro.

De maneira geral, é a fêmea que escolhe o parceiro com base em atributos como coloração, ornamentos ou com portamentos como luta, dança, liberação de odores, sinais sonoros e oferecimento de recursos como território e alimentação. Esses atributos podem indicar que os machos são saudáveis, o que possibilita maior chance de sobrevivência dos filhotes. 

Dimorfismo sexual 

O dimorfismo sexual, condição em que machos e fêmeas são morfologicamente diferentes um do outro, é muito comum entre alguns grupos de animais. 
Entre as aves, por exemplo, não é raro que os machos sejam mais vistosos, com penas, papos ou cristas maiores ou mais coloridos. São distinções que auxiliam na competição por uma fêmea. O macho do pavão, por exemplo, tem uma plumagem colorida e exuberante, diferente da fêmea, que é acinzentada. Dimorfismo sexual é menos evidente em espécies monogâmicas, cujas características morfológicas evoluíram de maneira semelhante.

Rituais de corte

Aves

As aves praticam diversos rituais de corte, executados antes do acasalamento (cruzamento), quando o macho tenta atrair a fêmea com cantos específicos, posturas corporais, construção de ninhos etc. 
A fecundação das aves é interna. Na maioria das espécies de aves, os machos não têm órgão copulador (pênis). Eles depositam os espermatozoides na fêmea juntando as aberturas das cloacas (órgão por onde as aves e outros ani mais eliminam fezes, urina e põem ovos) durante o cruzamento. 
Os ovos das aves são ricos em vitelo (substância nutritiva que alimenta o embrião) e protegidos por uma casca onde ocorrem trocas gasosas. Dentro dos ovos, os embriões completam seu desenvolvimento. Durante a incubação, o macho, a fêmea ou ambos, em rodízio, assentam-se sobre o ovo, e o calor do corpo deles ajuda a manter a temperatura adequada. O tempo de incubação varia entre as espécies (de 10 a 80 dias). Após o desenvolvimento do embrião, ocorre a eclosão (quebra) dos ovos. As aves também liberam ovos não fecundados, chamados ovos não galados.

Anfíbios

Entre os anuros (sapos, rãs e pererecas) é muito comum o canto nupcial: sons emitidos durante o período de reprodução. Em geral, são os machos que emitem sons para atrair as fêmeas. Depois de atraída a fêmea, o macho a agarra em um forte abraço, chama do amplexo. 
Nesse momento, ela libera ovócitos na água e o macho deposita seus espermatozoides sobre eles, fecundando-os (fecundação externa). Os óvulos fecundados transformam-se em ovos com embrião. De modo geral, os ovos são numerosos, protegidos por uma substância gelatinosa e deles se originam os girinos. 

Mamíferos

Entre algumas espécies de mamíferos é comum que os machos lutem entre si para decidir qual deles vai copular com a fêmea. Os veados são mamíferos placentários, isso significa que os embriões se fixam no revestimento interno do útero pela placenta e por meio dela recebem nutrientes e gás oxigênio diretamente do corpo materno. 
Essa forma de reprodução, embora gere menor número de descendentes quando comparada aos demais vertebrados, aumenta bastante sua probabilidade de sobrevivência, pois o útero materno oferece proteção ao filhote em formação.


Reprodução assexuada em seres unicelulares


A reprodução assexuada é encontrada em muitos seres unicelulares, ou seja, naqueles organismos formados por uma única célula. Esse tipo de reprodução também ocorre em alguns animais e na maioria das plantas. A reprodução as sexuada ocorre a partir de apenas um indivíduo, sem a união de células reprodutoras conhecidas como gametas.

Reprodução assexuada nas bactérias


Vamos estudar como a reprodução assexuada ocorre utilizando bactérias como exemplo. As bactérias são unicelulares e procariontes. Isso quer dizer que elas são formadas por uma única célula e que seu material genético se encontra disperso no citoplasma, e não dentro de um núcleo organizado.
As bactérias são encontradas em toda parte. Algumas espécies prejudicam a saúde de outros seres vivos, mas muitas atuam na reciclagem da matéria orgânica e são fundamentais para o equilíbrio ecológico.
Em geral, a reprodução das bactérias unicelulares ocorre por divisão da única célula. Ou seja, a célula bacteriana se divide em duas bactérias exatamente iguais. Quando há alimento disponível e temperatura adequada, as bactérias podem se dividir muito rapidamente.
No interior da bactéria está o material genético, onde ficam as informações necessárias para controlar várias funções das células.
Os genes são formados por ácido desoxirribonucleico, conhecido pela sigla DNA (do inglês deoxyribonucleic acid ). O DNA pode se organizar na forma de cromossomos, que contêm os genes. Durante a divisão da célula, o DNA se duplica, de forma que cada uma das células-filhas tenha uma cópia.
Na reprodução assexuada, há a participação de apenas um indivíduo, que se divide. Portanto, essa forma de reprodução é mais rápida e produz indivíduos geneticamente idênticos ao indivíduo original.

A reprodução assexuada é comum também em outros seres unicelulares, como os protozoários.





Reprodução de uma ameba, organismo unicelular, vista ao microscópio óptico. (Diâmetro de cerca de 0,7 mm. Imagem colorida artificialmente.)


Ao contrário das bactérias – seres procariontes –, os protozoários são seres eucariontes, ou seja, apresentam, no interior das células, um núcleo onde está o material genético. Antes de a célula se dividir, cada cromossomo se duplica. Então, após a divisão, cada célula terá um núcleo com o mesmo número de cromossomos e os mesmos genes que a célula original.

Reprodução assexuada nos fungos 


Algumas espécies de fungos, como as leveduras, são unicelulares e não é possível enxergá-las sem o auxílio de microscópios. As leveduras são usadas pelos seres humanos para a produção de pães e outros alimentos.
A maioria dos fungos, entretanto, é multicelular (pluricelular). Ao observar um cogumelo ou um pouco de mofo ao microscópio, é possível ver que seu corpo é formado por um conjunto de filamentos, as hifas (do grego  hyphê,  “teia”). Os fungos não têm capacidade de se locomover. 
Esses seres podem gerar, de forma assexuada, células microscópicas chamadas esporos, as quais podem ser leva das pelo vento. Quando um esporo cai sobre uma porção de matéria orgânica, como uma fatia de pão ou uma fruta, ele se multiplica e dá origem às hifas, que se ramificam e penetram no material. É assim que um novo fungo se forma. 
A produção de esporos, portanto, permite aos organismos que não se deslocam, como os fungos, que se espalhem por novos ambientes. Além da reprodução assexuada, os fungos também realizam a reprodução sexuada.

O fungo da espécie Lycoperdon perlatum (de 4 cm a 9 cm de altura) na imagem libera uma nuvem de esporos para o ambiente.

O fungo conhecido como bolor do pão (gênero Rhizopus ) produz esporos que se dividem e originam mais fungos. (Cada esporo mede entre 0,003 mm e 0,04 mm.).






REPRODUÇÃO EM INVERTEBRADOS

ESPONJAS


Os poríferos, também conhecidos como esponjas, são animais exclusivamente aquáticos, encontrados geralmente em ambientes marinhos. Eles podem se reproduzir assexuada ou sexuadamente.
A reprodução assexuada pode ser por fragmentação ou por brotamento. Neste caso, um broto formado na parede corporal do porífero se desprende e dá origem a um novo indivíduo.
Quanto à reprodução sexuada, na maioria das espécies, o mesmo indivíduo produz gametas femininos e gametas masculinos. No entanto, existem espécies nas quais os gametas masculinos e os femininos são produzidos por indivíduos diferentes.
Em algumas espécies, tanto os gametas masculinos como os femininos são liberados na água e a fecundação é externa. Na maioria das esponjas, a fecundação é interna: os espermatozoides são liberados na água e penetram em outra esponja, fecundando os óvulos. Em ambos os casos, os ovos se desenvolvem em larvas de vida livre. Após se fixarem em um substrato, dão origem ao adulto.

Esponja da espécie Xestospongia muta liberando gametas masculinos, em uma praia na Flórida, EUA. O conjunto dos gametas forma a névoa azul;

CNIDÁRIOS 


Assim como os poríferos, os cnidários também são animais exclusivamente aquáticos. Muitos cnidários apresentam duas formas corporais que se alternam durante seu ciclo de vida: medusa e pólipo. Outras espécies apresentam ao longo de toda a sua vida apenas uma dessas formas. As medusas são semelhantes a um guarda-chuva e, em geral, nadam ativamente. Os pólipos têm a forma de um cilindro com tentáculos na extremidade superior e a base pode estar fixa a um substrato.

Os cnidários podem se reproduzir de três formas: 

• Por reprodução assexuada – essa forma de reprodução ocorre principalmente nos pólipos, por brotamento. Alguns brotos podem não se separar do animal do qual se originou, formando colônias. 
• Por reprodução sexuada – nessa forma de reprodução, os gametas são produzidos em gônadas temporárias que se desenvolvem na parede corporal dos indivíduos adultos. Cada indivíduo – pólipo ou medusa – produz um tipo de gameta: espermatozoide ou óvulo. Os espermatozoides são liberados na água. A fecundação ocorre na água ou no interior da fêmea, dependendo da espécie. O ovo formado dá origem a uma larva que nada ativamente. 
• Por alternância de gerações – observada em muitos cnidários, nessa forma de reprodução a mesma espécie apresenta o pólipo e a medusa. 

PLATELMINTOS E NEMATÓDEOS 


Os platelmintos são animais de corpo mole e achatado. Eles podem ser de vida livre ou parasitas. A reprodução desses organismos pode ser sexuada ou assexuada. 
As planárias, por exemplo, são platelmintos de vida livre e hermafroditas. Na reprodução sexuada, ocorre a fecundação cruzada, em que dois indivíduos trocam espermatozoides e um fecunda os óvulos do outro formando uma cápsula que contém ovos. Essa cápsula é, geralmente, fixada em folhas ou em rochas. Dos ovos, saem indivíduos jovens, semelhantes aos adultos. As planárias também podem se reproduzir assexuadamente por fragmentação. 
Os nematódeos são animais de corpo cilíndrico e alongado, com espécies de vida livre e espécies parasitas. 
Eles apresentam reprodução sexuada, e a maioria das espécies tem sexos separados, com indivíduos fêmeas e indivíduos machos. A fecundação é interna, ou seja, ocorre dentro do corpo da fêmea.

Duas fêmeas e um macho de lombriga (Ascaris lumbricoides). A fêmea é ligeiramente maior que o macho, e este tem uma espécie de gancho na extremidade posterior do corpo.

MOLUSCOS 


Os moluscos têm corpo mole, que pode ou não estar protegido por uma concha. Caramujos, mariscos, polvos e lulas são alguns representantes do grupo. Os moluscos apresentam reprodução sexuada. Há espécies com sexos separados e outras hermafroditas. A diversidade de modos de reprodução reflete a variedade de hábitats desses animais.

Lesmas-do-mar (Hypselodoris bullocki) copulando. Esses organismos são hermafroditas. O mesmo animal pode produzir óvulos e espermatozoides, no entanto, os órgãos reprodutores impedem a autofecundação.

Nas espécies aquáticas, a fecundação pode ser externa. O ambiente aquático possibilita que os espermatozoides nadem até os óvulos. Nas espécies terrestres, a fecundação é interna, pois o meio dificulta a sobrevivência dos gametas e o desloca mento dos espermatozoides. O desenvolvimento pode ser direto ou incluir uma fase larval. 

ANELÍDEOS 


Os anelídeos são animais com o corpo segmentado em anéis, como as minhocas, as sanguessugas e os poliquetos. A forma de reprodução varia dependendo do grupo. A maioria dos poliquetos apresenta sexos separados, com fecundação externa e desenvolvimento indireto: do zigoto surge uma larva ciliada, microscópica e capaz de nadar livremente. 
As minhocas e as sanguessugas têm uma estrutura reprodutiva chamada clitelo, formada pela fusão de anéis na região anterior do corpo. As minhocas são hermafroditas, e sua reprodução ocorre por fecundação cruzada, na qual dois indivíduos se unem pelas regiões anteriores, em sentidos opostos, e trocam espermatozoides entre si. 

ARACNÍDEOS 


Os aracnídeos são animais com sexos separados, fecundação interna e desenvolvimento direto. 
As aranhas fêmeas, por exemplo, depositam seus ovos fecundados no interior de abrigos de seda construídos por elas. Em algumas espécies, os abrigos fazem parte das teias. 

INSETOS 


Os insetos são animais tipicamente terrestres que apresentam sexos separados e têm fecundação interna. Eles podem ser classificados de acordo com seu desenvolvimento, que pode ser direto ou indireto. Nesse grupo, existem espécies com desenvolvimento direto, e outras com desenvolvimento indireto.

Desenvolvimento direto

Desenvolvimento indireto - Metamorfose incompleta


O ovo eclode e libera um indivíduo jovem denominado ninfa, com aspecto semelhante ao do adulto; porém, com tamanho reduzido, sem asas e sexualmente imaturo. Exemplos: baratas, libélulas e gafanhotos.


Desenvolvimento indireto - Metamorfose completa

O ovo origina uma larva, que é bem diferente do inseto adulto. A larva tece um casulo, onde permanece imóvel e sem se alimentar, e se transforma em pupa. Após determinado tempo, o adulto emerge do casulo. Exemplos: borboletas.

CRUSTÁCEOS 


Os crustáceos têm uma carapaça externa e vários pares de patas. A maioria das espécies é marinha, apresenta sexos se parados, fecundação interna e desenvolvimento indireto, com a presença de diversas fases larvais. Em geral, os crustáceos cuidam dos ovos durante a incubação.
Fêmea de camarão (Pasiphaea sp.) carregando ovos embaixo do abdome. 


EQUINODERMOS 


Os equinodermos são animais marinhos que apresentam esqueleto interno formado por placas calcárias, como as estrelas do mar e os ouriços do mar, entre outros. A reprodução da maioria das espécies é sexuada. A reprodução assexuada pode eventualmente ocorrer nas estrelas-do-mar por meio da regeneração de fragmentos corporais contendo parte do disco central. 

Regeneração em estrela-do-mar (Linckia multifora) a partir de um braço contendo parte do disco central.

Fromia nodosa, conhecida popularmente como estrela-do- -mar elegante, com o processo de regeneração já concluído.


Na maioria das espécies de equinodermos, os sexos são separados. Os adultos liberam gametas na água, e a fecundação é externa. Do ovo nasce uma larva, que nada livremente e origina um adulto jovem. O desenvolvimento embrionário dos equinodermos apresenta certas semelhanças com o de animais vertebrados, o que permite supor a existência de um grau de parentesco evolutivo entre esses dois grupos maior que o observado entre vertebrados e outros invertebrados.



Ginecomastia

As alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade podem causar o desenvolvimento das mamas nos meninos. Além disso, o acúmulo de gordura localizada, o consumo de álcool em excesso, em homens adultos, drogas ou certos tipos de medicamento também podem causar essa disfunção. A esse desenvolvimento acentuado das mamas dá-se o nome de ginecomastia (termo que significa “mamas com aspecto feminino”), e acontece em aproximadamente 40% a 60% dos homens.
Muitos garotos se sentem tão incomodados com a aparência de suas mamas que podem deixar de praticar atividades esportivas – como natação – ou atividades de lazer, como ir à praia. Até um jogo de futebol dos “com camiseta” contra os “sem camiseta” pode ser motivo de vergonha.
Entretanto, na maioria dos casos, não há motivos para preocupação. Além de muito comum na população masculina, o aumento das mamas é geralmente temporário e não interfere no desenvolvimento e na virilidade. Na maior par te dos casos, o crescimento do corpo e a maior produção de testosterona são responsáveis pela regressão natural das mamas.

POVOS DO MEDITERRÂNEO

O Mediterrâneo está intimamente ligado à história da Europa, da África e da Ásia. Algumas civilizações se desenvolveram às suas margens. Lo...